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Farmácia e Bom Prato não têm prazo de entrega

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Promessas do Estado, as duas unidades ultrapassaram data prevista para funcionar em S.Bernardo


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

01/08/2018 | 07:00


Equipamentos prometidos pelo governo de São Paulo, hoje chefiado por Márcio França (PSB), farmácia de alto custo – ainda no Hospital Mário Covas, em Santo André – e unidade do restaurante Bom Prato, ambos nas dependências do Poupatempo de São Bernardo, permanecem sem prazo oficial para sair do papel, apesar do vencimento das datas de inauguração, inicialmente previstas pelo Estado. Os compromissos foram firmados pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que renunciou ao cargo para disputar a Presidência.

A descentralização da farmácia foi anunciada em 27 de março e tinha estimativa de entrar em operação dentro de três meses, portanto, no fim de junho. A equipe do Diário esteve ontem no local, que apresenta a parte física pronta, mas não há previsão de abertura, conforme relatos de funcionários do Poupatempo. A autorização para instalação do Bom Prato, por sua vez, contou com assinatura em outubro, no Palácio dos Bandeirantes, e houve divulgação do período de até março para lançamento do programa. Ainda engatinha.

Diante do entrave, existem especulações sobre obstáculos com conotação política. Isso porque a cidade é governada atualmente por Orlando Morando (PSDB), que, teoricamente, poderia capitalizar os louros dos lançamentos às vésperas da eleição. O tucano integra o projeto do correligionário João Doria ao governo de São Paulo, adversário de França no pleito. Dentro deste aspecto fomentado nos bastidores, André Sicco, filiado ao PPS – sigla no arco de alianças de França – e aliado do deputado federal Alex Manente (PPS) – rival de Morando no município –, está nomeado no posto de gerente do Poupatempo local.

Sicco negou qualquer influência política no caso – a despeito de haver informação extraoficial de que ele teria cancelado duas datas de inauguração dos equipamentos. “Desconheço (interferência)”, alegou, dizendo, na sequência, que “se houver (questão política envolvida), é entre o município e o governo de São Paulo”. “O posto não passa por este tipo de convênio.”

O governo estadual sustentou que trabalha para que os dois serviços sejam instalados “o mais rápido possível”. “A Secretaria da Saúde se reuniu com representantes do Consórcio Intermunicipal, em julho, e aguarda o envio de propostas e pareceres dos municípios para dar andamento à implantação das farmácias em locais estratégicos, incluindo o Poupatempo de São Bernardo.”

No caso do Bom Prato, o Estado pontuou que foram realizados todos os processos necessários para a sua abertura, entre eles a definição da entidade gestora, o Crami (Centro Regional de Atenção aos Maus-Tratos na Infância). O termo de colaboração entre o governo paulista, Prefeitura e o Crami será assinado neste mês. “Após isso, o projeto seguirá o trâmite normal, que inclui o lançamento da licitação das obras de adequação do prédio, escolha do fornecedor e instalação dos equipamentos, com previsão de término em 120 dias. Como se vê, as alegadas questões políticas não procedem.” 



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Farmácia e Bom Prato não têm prazo de entrega

Promessas do Estado, as duas unidades ultrapassaram data prevista para funcionar em S.Bernardo

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

01/08/2018 | 07:00


Equipamentos prometidos pelo governo de São Paulo, hoje chefiado por Márcio França (PSB), farmácia de alto custo – ainda no Hospital Mário Covas, em Santo André – e unidade do restaurante Bom Prato, ambos nas dependências do Poupatempo de São Bernardo, permanecem sem prazo oficial para sair do papel, apesar do vencimento das datas de inauguração, inicialmente previstas pelo Estado. Os compromissos foram firmados pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que renunciou ao cargo para disputar a Presidência.

A descentralização da farmácia foi anunciada em 27 de março e tinha estimativa de entrar em operação dentro de três meses, portanto, no fim de junho. A equipe do Diário esteve ontem no local, que apresenta a parte física pronta, mas não há previsão de abertura, conforme relatos de funcionários do Poupatempo. A autorização para instalação do Bom Prato, por sua vez, contou com assinatura em outubro, no Palácio dos Bandeirantes, e houve divulgação do período de até março para lançamento do programa. Ainda engatinha.

Diante do entrave, existem especulações sobre obstáculos com conotação política. Isso porque a cidade é governada atualmente por Orlando Morando (PSDB), que, teoricamente, poderia capitalizar os louros dos lançamentos às vésperas da eleição. O tucano integra o projeto do correligionário João Doria ao governo de São Paulo, adversário de França no pleito. Dentro deste aspecto fomentado nos bastidores, André Sicco, filiado ao PPS – sigla no arco de alianças de França – e aliado do deputado federal Alex Manente (PPS) – rival de Morando no município –, está nomeado no posto de gerente do Poupatempo local.

Sicco negou qualquer influência política no caso – a despeito de haver informação extraoficial de que ele teria cancelado duas datas de inauguração dos equipamentos. “Desconheço (interferência)”, alegou, dizendo, na sequência, que “se houver (questão política envolvida), é entre o município e o governo de São Paulo”. “O posto não passa por este tipo de convênio.”

O governo estadual sustentou que trabalha para que os dois serviços sejam instalados “o mais rápido possível”. “A Secretaria da Saúde se reuniu com representantes do Consórcio Intermunicipal, em julho, e aguarda o envio de propostas e pareceres dos municípios para dar andamento à implantação das farmácias em locais estratégicos, incluindo o Poupatempo de São Bernardo.”

No caso do Bom Prato, o Estado pontuou que foram realizados todos os processos necessários para a sua abertura, entre eles a definição da entidade gestora, o Crami (Centro Regional de Atenção aos Maus-Tratos na Infância). O termo de colaboração entre o governo paulista, Prefeitura e o Crami será assinado neste mês. “Após isso, o projeto seguirá o trâmite normal, que inclui o lançamento da licitação das obras de adequação do prédio, escolha do fornecedor e instalação dos equipamentos, com previsão de término em 120 dias. Como se vê, as alegadas questões políticas não procedem.” 

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