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IGP-M acelera, mas aluguel não deve subir

Arquivo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Apesar de inflação variar 8,24% em 12 meses até julho, oferta de imóveis está maior que procura


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

31/07/2018 | 07:13


O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), que reajusta os contratos de aluguel, variou 0,51% em julho, conforme divulgou a FGV (Fundação Getulio Vargas) ontem. No ano, o indicador acumula 5,92% e, nos 12 meses, 8,24%. Mesmo assim, o valor do aluguel não deve ter reajuste, na avaliação de especialistas, uma vez que a economia ainda está em crise e existe larga oferta de imóveis. A recomendação, portanto, é que os locatários negociem.

Conforme o superintendente adjunto de índices gerais de preços do FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), Salomão Quadros, os custos dos alugueis não estão subindo. “Isso porque a referência faz parte de cada contrato e também se pauta muito pelas comissões. Mas vale lembrar que nem todos os aluguéis são reajustados em 8,24%.”

Apesar do avanço no acumulado, o índice desacelerou em relação a junho, quando havia atingido 1,87%. “Podemos citar três questões que contribuíram para isso: a subida do preço do petróleo, a desvalorização cambial e, em cima de tudo isso, a paralisação dos caminhoneiros, que prejudicou muito a distribuição de produtos. Ao longo de julho, todas estas pressões foram se atenuando, muitos preços já estavam em queda, o petróleo não estava mais no mesmo ritmo de altas e o câmbio, apesar de ainda estar alto, retrocedeu”, explicou Quadros.

Segundo a coordenadora dos cursos de graduação em Administração, Processos Gerenciais e Gestão Financeira da Faculdade Fipecafi, Luciana Machado, é difícil fazer previsão para os próximos meses, já que as eleições presidenciais devem impactar os dados. “O cenário deve se manter instável, mas muito depende da definição de quem serão os candidatos e qual será o próximo governo. Eu imagino que esta incerteza se mantenha, e a condição do dólar também deve demorar um tempo para estabilizar”, contou.

Para o proprietário da Sol Barella Imobiliária, localizada em São Bernardo, Sérgio Barella, o IGP-M, que é usado como referência, pode até ser aplicado nos contratos, mas por conta da lei da oferta e da demanda não deve chegar ao locatário, já que o proprietário tende a oferecer descontos. “Hoje, você tem muito mais oferta do que procura. O mercado estava muito parado, então, quando chegar na época do reajuste, o proprietário de uma casa não vai arriscar corrigir pelo índice para ficar sem locatário. Ninguém quer ficar dois anos pagando IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e condomínio, se for apartamento. Além disso, imóvel desocupado desvaloriza muito mais rápido. Hoje, o preço precisa ser competitivo no mercado, não adianta pedir R$ 1.500 ou R$ 1.200 se há preços menores em similares. Há dificuldade de prospectar um bom cliente”, revelou.

Na cidade, segundo levantamento da Fipezap, que verifica o preço da locação residencial em 15 cidades, houve variação de 0,44% em junho, o que significa inflação de 0,09%. Apesar disso, o valor do metro quadrado ainda fica entre os mais baratos do País, custando R$ 18,73, metade do cobrado em São Paulo, R$ 36,74. “Hoje está um pouco mais favorável para a compra do que em 2017, por conta da queda dos juros, mas, mesmo assim, os bancos ainda restringem o crédito imobiliário. A partir do ano que vem o cenário pode melhorar. Quem é jovem e quer morar perto do trabalho, vale mais a pena alugar, por exemplo. Negociar é sempre importante”, aconselhou o vice-presidente de Analytics do Grupo ZAP, Caio Bianchi.
 



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