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O bom exemplo de ex-soldados da 2ª Guerra


Antonio Carlos Lopes

30/07/2018 | 07:00


Em celebração ao 30º aniversário da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, tivemos a exposição O Brasil na 2ª Guerra: uma Batalha pela Vida, nesta semana, no Centro de Convenções Rebouças, na Capital. 

A mostra teve o propósito de resgatar a memória dos ex-combatentes, dos médicos e profissionais da Saúde enviados à Itália, de 1942 a 1944. 

Os ex-combatentes, aliás, trazem histórias emblemáticas, como a de Miguel Garofalo, atualmente com 94 anos, um dos soldados da tropa brasileira, enviado à Itália com apenas 14 anos. 

Em meio à batalha, ele foi resgatado e submetido a um tratamento para a retirada de estilhaços em seu corpo, graças à atuação da equipe médica. Mesmo em um quadro de adversidade crônica, personificou o espírito do pracinha brasileiro na Itália, salvando vidas. 

Foram enviados à Itália mais de 25 mil soldados, entre homens e mulheres, sendo que o Brasil perdeu 454 soldados, além de mais de 12 mil outros afastados por causas incapacitantes. 

A taxa de mortalidade chegou em menos de 0,4%. Metade desses efetivos partiu de São Paulo. Como inimigos, além dos alemães e italianos associados ao nazismo, havia o território montanhoso – na região de Monte Castelo –, o frio e a fome.

Iniciativas como a exposição O Brasil na 2ª Guerra: uma Batalha pela Vida são oportunidades de resgatarmos um pouco da história não muito distante da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. 

Neste caso, em particular, vai muito além de reavivar memórias. É também uma intersecção entre o Exército e a Medicina. Mostra o quanto as Forças Armadas sempre estão empenhadas em abraçar as grandes causas da população, da liberdade e da Saúde.

É essencial que as pessoas consigam enxergar o Exército fora da visão estigmatizada de um corpo armado pura e simplesmente. Também é fundamental, cada dia mais, que se deixem tomar pelo espírito da cidadania. 

Em um momento de grave crise de valores, em que por diversas vezes prevalecem a intolerância e a cultura do ódio, é salutar buscar forças e esperança em nossas raízes. O compromisso com o nosso País não pode em qualquer segundo ser colocado em segundo plano. 

Se parte dos políticos vira as costas para os bons exemplos, vamos nós trabalhar pelo fortalecimento dos princípios éticos, humanos e sociais. 

O Exército tem feito sua lição de casa com esmero. Atua de forma plena, nas mais diversas áreas, em prol da educação cívica, profissional e cultural, da saúde e da proteção do cidadão.

Outras instituições democráticas igualmente se postam ao lado da comunidade, travando diuturnamente batalhas contra a corrupção, por gestão adequada, por uma política limpa e transparente e pelo respeito aos direitos consagrados na Constituição Federal. 

Com a proximidade das eleições, é bom refletirmos sobre tudo isso. Será com o voto que outra vez colocaremos o Brasil em rota segura.



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