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Moinho Santo André terá produção 24 horas

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na inauguração oficial, grupo Canuelas revela planos de expansão e de criação de empregos


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

27/07/2018 | 07:00


O Moinho Santo André, que está coarrendado pelo grupo argentino Canuelas, inicia oficialmente as operações, já com previsão de expansão. A estimativa é a de que em até três meses o moinho funcione 24 horas e, após o alcance da capacidade máxima – 500 toneladas diárias e 15 mil mensais – o número de empregos diretos dobre e alcance 200.

Atualmente, a planta produz cerca de 230 toneladas diárias e 7.000 mensais, operação realizada por 98 trabalhadores diretos (todos contratados pela atual gestão), 53 terceirizados e mais de 350 empregos indiretos, principalmente na área da logística. “O objetivo é trabalhar 24 horas por dia, o que nos permitirá aumentar esta quantidade de pessoas”, destacou o diretor institucional do moinho Gustavo Segré, que afirmou que a expectativa é que a capacidade máxima seja alcançada em até 18 meses.

Para a operação funcionar em período integral é necessária autorização da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) porque o barulho das máquinas não pode incomodar os moradores vizinhos. “Nós já fizemos os ajustes, nesta semana estamos fazendo testes com uma empresa que é especialista na questão da acústica, e com este laudo notificamos a Cetesb. Ela vem e verifica se estamos dentro das normas”, disse Segré.

Atualmente, a produção é destinada principalmente a farinha de trigo das marcas Pureza e Divina. O produto é escoado para toda São Paulo, além dos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Mas quando houver a expansão, o grupo pretende aumentar a operação para a região Centro-Oeste. Marcas grandes, como a Bauducco, já estão entre as compradoras do produto. “Nós mesclamos o trigo argentino e o nacional. Pouco a pouco estamos implementando o nosso portfólio”, afirmou o diretor executivo do grupo, Ricardo Souza.
Segundo ele, há espaço para o desenvolvimento de outros produtos. “E a gente quer trazer agora a fábrica de pré misturas para massas. Aqui tem espaço, estrutura, know how. É só uma questão de tempo e adequação”, disse Souza.

O prefeito Paulo Serra (PSDB) destacou a importância do reinício da produção para a atividade econômica da cidade, se tornando atualmente o principal do setor. “Além da retomada no eixo da Avenida dos Estados, há a questão do tamanho da representatividade do Moinho Canuelas. É um grupo internacional, que tem o seu forte na Argentina, mas que exporta para mais de 60 países, e abre uma centena de oportunidades. Coloca Santo André no mapa da América Latina, do Mercosul, e de todo o mercado internacional, com a retomada de uma atividade que já foi característica da nossa região e agora tenho certeza que está retomada”, explicou.

No Brasil, o Canuelas também possui um moinho alugado em Salvador, Capital da Bahia, com 150 funcionários, há 12 anos, com capacidade para produzir 11 mil toneladas de farinha de trigo mensais. O Moinho Santo André foi sub-arrendado por período de 30 anos, já que a empresa dona do espaço passa por processo de recuperação judicial e falência. O valor do contrato não foi revelado.

Na Argentina, o grupo detém 48% do mercado no segmento de farinha industrial, 44% em biscoitos, entre outros. Também há unidades no Peru e no Uruguai.  



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Moinho Santo André terá produção 24 horas

Na inauguração oficial, grupo Canuelas revela planos de expansão e de criação de empregos

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

27/07/2018 | 07:00


O Moinho Santo André, que está coarrendado pelo grupo argentino Canuelas, inicia oficialmente as operações, já com previsão de expansão. A estimativa é a de que em até três meses o moinho funcione 24 horas e, após o alcance da capacidade máxima – 500 toneladas diárias e 15 mil mensais – o número de empregos diretos dobre e alcance 200.

Atualmente, a planta produz cerca de 230 toneladas diárias e 7.000 mensais, operação realizada por 98 trabalhadores diretos (todos contratados pela atual gestão), 53 terceirizados e mais de 350 empregos indiretos, principalmente na área da logística. “O objetivo é trabalhar 24 horas por dia, o que nos permitirá aumentar esta quantidade de pessoas”, destacou o diretor institucional do moinho Gustavo Segré, que afirmou que a expectativa é que a capacidade máxima seja alcançada em até 18 meses.

Para a operação funcionar em período integral é necessária autorização da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) porque o barulho das máquinas não pode incomodar os moradores vizinhos. “Nós já fizemos os ajustes, nesta semana estamos fazendo testes com uma empresa que é especialista na questão da acústica, e com este laudo notificamos a Cetesb. Ela vem e verifica se estamos dentro das normas”, disse Segré.

Atualmente, a produção é destinada principalmente a farinha de trigo das marcas Pureza e Divina. O produto é escoado para toda São Paulo, além dos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Mas quando houver a expansão, o grupo pretende aumentar a operação para a região Centro-Oeste. Marcas grandes, como a Bauducco, já estão entre as compradoras do produto. “Nós mesclamos o trigo argentino e o nacional. Pouco a pouco estamos implementando o nosso portfólio”, afirmou o diretor executivo do grupo, Ricardo Souza.
Segundo ele, há espaço para o desenvolvimento de outros produtos. “E a gente quer trazer agora a fábrica de pré misturas para massas. Aqui tem espaço, estrutura, know how. É só uma questão de tempo e adequação”, disse Souza.

O prefeito Paulo Serra (PSDB) destacou a importância do reinício da produção para a atividade econômica da cidade, se tornando atualmente o principal do setor. “Além da retomada no eixo da Avenida dos Estados, há a questão do tamanho da representatividade do Moinho Canuelas. É um grupo internacional, que tem o seu forte na Argentina, mas que exporta para mais de 60 países, e abre uma centena de oportunidades. Coloca Santo André no mapa da América Latina, do Mercosul, e de todo o mercado internacional, com a retomada de uma atividade que já foi característica da nossa região e agora tenho certeza que está retomada”, explicou.

No Brasil, o Canuelas também possui um moinho alugado em Salvador, Capital da Bahia, com 150 funcionários, há 12 anos, com capacidade para produzir 11 mil toneladas de farinha de trigo mensais. O Moinho Santo André foi sub-arrendado por período de 30 anos, já que a empresa dona do espaço passa por processo de recuperação judicial e falência. O valor do contrato não foi revelado.

Na Argentina, o grupo detém 48% do mercado no segmento de farinha industrial, 44% em biscoitos, entre outros. Também há unidades no Peru e no Uruguai.  

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