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Livro de Lula provoca sindicância na UFABC

Universidade recebe denúncia de partidarização em lançamento de obra com entrevista do ex-presidente


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

26/07/2018 | 07:17


A UFABC (Universidade Federal do ABC) abriu investigação interna para apurar suposta utilização de espaço acadêmico para realização de atividade partidária durante o lançamento do livro A Verdade Vencerá, que traz entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas dependências do campus de São Bernardo. O evento aconteceu no dia 18 de julho e contou com a participação de três professores da instituição: Valter Pomar, Gilberto Maringoni e Giorgio Romano.

A denúncia de partidarismo na atividade foi anônima à direção da universidade, hoje comandada por Dácio Roberto Matheus. A corregedoria interna já encaminhou questões aos docentes citados. Elas abordam diretamente a organização do evento do lançamento do livro, assim como se a atividade foi autorizada por algum servidor. “Houve venda de livros durante o evento?” e “Quais foram os objetivos da organização do evento?” são algumas das perguntas do questionário.

A ADUFABC (Associação dos Docentes da Universidade Federal do ABC) redigiu uma carta pública endereçada ao reitor na qual solicita reunião, com urgência, para tratar das implicações decorrentes da comissão de sindicância investigativa. “Três professores, todos filiados a esta associação, receberam através de seus correios eletrônicos correspondência em que se pede que respondam, preferencialmente até o dia 26 de julho, um questionário.”

Segundo Maringoni, o lançamento de material didático e intelectual dentro de universidades é normal e que a UFABC não fugiria desta regra. “Eu participei da realização do livro, então não vejo problema algum”, disse. Segundo o professor, os três docentes estariam sendo obrigados a responder um questionário com dez perguntas sem explicação do motivo. “Eu não sei do que me acusam. Decidimos não responder às perguntas, que têm um viés totalmente persecutório”, argumentou.

O professor relatou que continua realizando as atividades normalmente dentro da instituição e que a reclamação surgiu de maneira anônima. “O que aumenta mais minha preocupação é não conseguir entender o que está acontecendo”, criticou Maringoni, que relatou que a investigação também parte da CGU (Controladoria-Geral da União).

Em carta assinada em conjunto e publicada em redes sociais, Maringoni, Pomar e Romano solicitaram que regras de apuração de denúncias anônimas sejam modificadas, pois esse tipo de instrumento pode ensejar em ameaça às liberdades acadêmicas e abre espaço para “vinganças pessoais”.

A UFABC, por meio de nota, confirmou que uma sindicância de investigação foi instaurada para apurar a situação e que a apuração é estágio prévio para a deliberação sobre a admissibilidade ou não da denúncia. Até o momento não houve abertura de processo administrativo. 



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