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Em debate na UnB, assessor de Amoêdo defende reforma da Previdência



25/07/2018 | 16:19


O candidato a vice-presidente na chapa do partido Novo, Christian Lohbauer, diz que a redução do custo do capital e o aumento da produtividade são as principais bandeiras de eventual governo João Amoêdo, pré-candidato à Presidência. Essas diretrizes, segundo ele, serão capazes de recolocar o Brasil no rumo do crescimento econômico e da prosperidade. Nesse caminho, diz, o partido Novo apoia a reforma do Estado que inclui, entre muitas mudanças, a Reforma da Previdência e a adoção de um Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) opcional aos trabalhadores.

Em debate na Universidade de Brasília (UnB), Lohbauer defendeu que a redução do custo do capital virá com o incentivo ao investimento. "Isso tem que ocorrer através do aumento do investimento com foco na livre iniciativa", disse, ao exaltar os 27 milhões de brasileiros empreendedores que vão, segundo ele, "do pipoqueiro ao empresário que emprega 5 mil pessoas".

Para aumentar a produtividade, o candidato a vice do partido Novo defende "agregar valor adicionado à hora do trabalhador" com melhora da educação e treinamento. "É ter mais ciência e mais valor com remuneração melhor e educação melhor. E investimento em tecnologia", disse, ao defender que haja abertura da economia do Brasil. "Não dá para fazer puxadinho", completou.

Lohbauer defendeu a reforma do Estado "sob o risco de o Brasil quebrar antes de 2023". Ao lembrar que o Brasil gasta mais de 56% da arrecadação com aposentados e a cifra chegará rapidamente a 75% da arrecadação, o candidato a vice do partido Novo defendeu a Reforma da Previdência.

Ainda na agenda de reformas, Lohbauer defende que o FGTS passe a ser opcional. "Você deveria ter acesso à riqueza que você produz. Que você possa pegar o dinheiro que é seu e faça o que quiser", disse, ao lembrar que as contas do Fundo de Garantia pagam menos que a inflação.

Estado mínimo

O vice na chapa de Amoêdo rechaçou a afirmação de que o Novo seria o "partido do Estado mínimo". "A gente nunca falou que somos o partido do Estado mínimo. Somos o partido do Estado essencial e que cabe na conta. Pode até ser grande, mas tem que caber na conta", disse, ao defender que o Estado seja eficiente.

Se essa agenda não for adotada, diz ele, não haverá rompimento, mas a riqueza diminuirá. "O Brasil não vai acabar, não virar Venezuela e não vai ter uma guerra civil. O que vai acontecer é que vamos empobrecer", disse, ao citar que é preciso "ter coragem" para mudar as condições da economia.



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