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Dupla desenvolve projeto para expandir a leitura em braile

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Iniciativa pensada para beneficiar deficientes visuais foi uma das cinco vencedoras entre propostas apresentadas por brasileiros e estrangeiros


Juliana Stern

23/07/2018 | 07:00


Analistas de desenvolvimento de aplicações, o diademense Paulo Porto, 24 anos, e o andreense Cristiano de Morais, 38, desenvolveram um dos cinco projetos escolhidos para o programa anual Red Bull Basement. A iniciativa da dupla, que concorreu com candidatos nacionais e estrangeiros, visa aumentar a acessibilidade de publicações digitais para deficientes visuais.

A ideia para o LeBraile, como foi batizado, surgiu como um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de pós-graduação de desenvolvimento de aplicações Java SOA e IOT da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista). “Desenvolvi o software e o Cris entrou com a parte mecânica”, diz Porto. O protótipo criado como parte do trabalho ganhou o concurso Startup One, cujo prêmio era um curso de empreendedorismo em Boston, nos Estados Unidos.

O LeBraile consiste em um equipamento portátil de leitura tática, em braile, que pode se conectar ao celular, tablet ou computador do deficiente visual através de aplicativo. O programa reconhece arquivos de texto digital – nos formatos PDF, doc ou txt – selecionados pelo usuário, traduz para o braile e envia a versão para o dispositivo, cujas peças levantam ou retraem de acordo com os símbolos que devem ser formados.

“Vimos a necessidade de um aparelho portátil para o deficiente visual, que depende muito de audiobooks. Se ele quiser ler um livro dentro do ônibus ou em algum lugar barulhento o áudio muitas vezes não é opção”, explica Porto.

PARA BAIXA RENDA
Sistema e equipamento foram idealizados utilizando placas de baixo custo, atingindo um preço estimado de R$ 500 a R$ 1.000. Para os desenvolvedores, um dos pontos principais era alcançar acessibilidade financeira, além da tática.

“Pensamos principalmente nos deficientes de renda baixa, já que eles possuem mais dificuldades em questão de acessibilidade”, explica o diademense. Ainda segundo os programadores, um dos objetivos é incentivar a alfabetização do braile e chamar atenção para a necessidade de materiais adaptados a essa linguagem.

Esta é a quarta edição da Residência Hacker, programa do Red Bull Basement que contemplará cinco projetos tecnológicos voltados para problemas sociais, para uma temporada de dois meses no Makers Place, no Centro de São Paulo, que teve início no sábado. Cada residente receberá bolsa de até R$ 4.000 para desenvolver seu protótipo. 



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