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Rede Lucy Montoro e Fábrica de Cultura em Diadema seguem inativas

Celso Luiz  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Entregues por Alckmin há quatro meses, equipamentos de Saúde e Cultura, respectivamente, continuam sem atendimento à população


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

21/07/2018 | 07:05


Oficialmente inaugurados há quatro meses, dois equipamentos do governo do Estado em Diadema seguem com as portas fechadas. Passado o prazo prometido para o início das operações da Fábrica de Cultura e da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, ambas no Centro, as duas unidades ainda estão em obras e sem início de atendimento à população.

Em março, o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) entregou, em evento oficial, as obras da Fábrica de Cultura, equipamento que oferecerá cursos de teatro e atividades culturais. O ato, realizado pouco antes de o tucano renunciar ao posto para disputar a Presidência, foi prestigiado com pompas por todo governo Lauro Michels (PV). A instalação da unidade foi promessa de campanha do verde na tentativa de reeleição, em 2016.

No mesmo dia, Alckmin também descerrou as faixas da unidade Lucy Montoro, que seria instalada no segundo andar do prédio já existente que abriga o Quarteirão da Saúde. A rede é referência no tratamento a pacientes com deficiências físicas ou mobilidade reduzida.

Naquela ocasião, o governo estipulou o prazo de 90 dias para que os dois equipamentos pudessem abrir as portas definitivamente. O prazo foi classificado pelo governo do Estado como “necessário” para a contratação de OSs (Organizações Sociais) de Saúde e de Cultura para gerenciarem os dois equipamentos.

Na quinta-feira, a equipe de reportagem do Diário visitou os dois lugares e constatou que, apesar de inauguradas, as duas unidades seguem com as portas fechadas. No caso da Fábrica de Cultura, todos os portões estavam trancados e ainda havia entulho no local. Comerciantes do entorno relataram que, desde a inauguração, nunca viram o equipamento funcionar.

Já a situação da Rede Lucy Montoro é ainda mais delicada. Inaugurado em março, o espaço segue completamente ocioso, com todas as portas trancadas, sem nenhuma mobília ou equipamento nem sombra de funcionários trabalhando na instalação.

RESPOSTAS
Questionada sobre a Fábrica de Cultura, a Secretaria Estadual de Cultura informou que a unidade estará operando em sua totalidade somente entre dezembro deste ano e janeiro de 2019. “A OS que administrará a unidade – Poiesis (Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura) – já foi escolhida por chamamento público. A obra está em fase de conclusão, até o fim de julho. Toda a estrutura interna já está sendo providenciada. A Fábrica entrará em operação no mês de setembro. Em razão da estimativa de operação inicial ter sido no mês de julho, os dois meses a mais – sem custos internos – permitiram ser inseridos no contrato a entrega completa do teatro e a inclusão de um estúdio de gravação, não previstos inicialmente.”

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, por sua vez, sequer deu prazo para que a unidade Lucy Montoro em Diadema inicie os serviços. “A unidade Diadema está em fase de conclusão do plano de trabalho e no próximo mês será lançado o edital para contratação da OS que irá fazer a gestão da unidade. Os atendimentos se darão de forma gradativa, assim como a aquisição de equipamentos e mobiliário.” 



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