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Jovem sumido é achado morto

Morador de Diadema, David Brandão da Silva estava enterrado em cova rasa no Jardim Ruyce, debaixo de viaduto na Avenida Eldorado


Bia Moço

18/07/2018 | 07:00


 O jovem David Brandão da Silva, 23 anos, que estava desaparecido em Diadema desde o dia 22 de junho, foi encontrado morto, na tarde de segunda-feira, no Jardim Ruyce. A equipe do setor de homicídios, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, encontrou o cadáver enterrado em cova rasa, em mata debaixo de viaduto que fica na Avenida Eldorado. O jovem, cabeleireiro e entregador de pão, era casado e tinha uma filha de 2 anos.

Depois de 24 dias de angústia para a família, o tio de Silva, o também cabeleireiro Pedro Batista da Silva, 49, disse que ao chegar no trabalho encontrou carta anônima debaixo da porta, que indicava o local onde o corpo estava enterrado. “Por pouco não vi o papel, estava bem debaixo do tapete. Quando li (a carta), assustei e avisei a polícia. Eu e alguns familiares acompanhamos a ação. Infelizmente reconhecemos o corpo do David por causa da tatuagem que tinha na barriga com o nome de sua filha, Ana Júlia.”

A última vez em que viram o rapaz foi quando saiu de seu salão de cabeleireiro, na Rua Caviúna, no Jardim Inamar, para levar uma cesta básica até sua residência. De acordo com Silva, a família toda está em estado de choque e sem condições de falar sobre o caso. A mulher e a filha do jovem assassinado estão, temporariamente, na casa de seu sogro, por segurança.

“Foi um choque constatar a morte do David. Até agora era só angústia. Fomos ao local acompanhar a polícia com a certeza de que não seria ele, mas era. Agora esperamos que encontrem os responsáveis pela morte do meu sobrinho”, lamentou o tio.

No mesmo dia em que o jovem David desapareceu, um amigo dele, identificado apenas como Gleison, foi assassinado na porta de casa. De acordo com informações, o jovem era defensor das ações da polícia. A família acredita que os dois crimes tenham ligação.

Emocionado, o tio do jovem conta que David era “um rapaz querido por todos” e que dava orgulho à família. “Era muito batalhador e responsável. Eu o ensinei a cortar cabelo e, desde os 11 anos, ele trabalhava. Não conseguimos entender por que o mataram, mas certamente foi alguém que nos conhece. Não faz sentido deixarem um recado na porta do meu salão avisando onde o enterraram se não soubessem quem somos.”


INVESTIGAÇÃO

O setor de homicídios informou que o corpo estava em estado de decomposição, tendo em vista que foi coberto por cal para que apodrecesse mais rápido. Em 30 dias, a perícia do IML (Instituto Médico-Legal) deve apresentar as causas da morte que, visualmente, não foi possível identificar. A suspeita é que tenha sido enforcamento.

Por hora, a investigação acredita que a morte dos dois colegas no mesmo dia tenha relação com a amizade dos jovens. A polícia disse que há equipe de investigação em busca de colher informações e que, no momento, ainda não há suspeito e nem causa aparente.



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