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Preço do botijão de gás deve ser mantido no Grande ABC

Arquivo/Agència Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo com definição de ICMS mais barato para GLP, valor não vai ser repassado a consumidores


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

17/07/2018 | 07:20


Mesmo com a expectativa de redução de R$ 0,23 no preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) em todo o Estado, o consumidor não deve sentir impactos no preço final do botijão de gás, pelo menos por enquanto. De acordo com a Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), os comércios responsáveis pelas vendas diretas ao consumidor ainda não receberam este desconto.

A redução diz respeito a tabela publicada na última semana pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) do Ministério da Fazenda e que integra o ato Cotepe (Comissão Técnica Permanente). A medida visa harmonizar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no território nacional e conta com representantes de todos os Estados. A redução não é a mesma para todo o País, já que em Minas Gerais, por exemplo, o valor foi fixado em R$ 0,49 a mais.

Segundo comentou o presidente da Asmirg-BR, Alexandre José Borjaili, até o fechamento desta edição nenhuma revenda tinha sido informada da redução, mesmo com a publicação do ato na última sexta-feira. “Nos Estados em que houve aumento, isso já foi repassado para os revendedores. O gás de cozinha é uma pauta de interesse nacional, mas seu tratamento está longe de ser como um produto de utilidade pública. É necessária uma fiscalização maior nesta questão. O preço do mercado é livre, mas não é justo neste caso ele nem chegar até o consumidor”, disse.

De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço do botijão de gás de 13 quilos já é encontrado por até R$ 85 na região (veja mais na tabela acima), o que representa R$ 5 a mais do que no fim de junho. Conforme reportagem publicada pelo Diário no último mês, o preço máximo do produto chegava a R$ 80 em São Caetano.

O presidente do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Natural Liquefeito), Sergio Bandeira de Mello, destacou que toda a redução, inclusive a do ICMS, deve chegar às empresas, porém sem determinar quando. Ele também destacou que o preço das refinarias não é a única variável que define o valor final do produto repassado ao consumidor, que também pode incluir outros gastos. “É de se esperar que as empresas repassem estes valores com certa rapidez. Mas é importante entender que ele (valor na refinaria) é apenas um dos componentes dos preços e que há outras pressões do mercado que podem ajudar a cair os preços, ou, por vezes, chegam a neutralizar estes efeitos.”

Atualmente, o valor do botijão na região chega a variar em até R$ 30. O preço mais barato é R$ 55, em Mauá – cidade que tem a menor média de preços, em R$ 58,68 –, e o mais caro, R$ 85, em São Caetano – maior preço médio de R$ 77,16 – ou seja, variação de 54,55%. Na semana de 2 a 8 de julho de 2017, o valor máximo encontrado para o gás de cozinha era de R$ 70, também em São Caetano, e o mínimo, de R$ 50, em São Bernardo. Ou seja, no período de um ano o aumento foi de pelo menos R$ 15 ou de 21,43%. 



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Preço do botijão de gás deve ser mantido no Grande ABC

Mesmo com definição de ICMS mais barato para GLP, valor não vai ser repassado a consumidores

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

17/07/2018 | 07:20


Mesmo com a expectativa de redução de R$ 0,23 no preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) em todo o Estado, o consumidor não deve sentir impactos no preço final do botijão de gás, pelo menos por enquanto. De acordo com a Asmirg-BR (Associação Brasileira dos Revendedores de GLP), os comércios responsáveis pelas vendas diretas ao consumidor ainda não receberam este desconto.

A redução diz respeito a tabela publicada na última semana pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) do Ministério da Fazenda e que integra o ato Cotepe (Comissão Técnica Permanente). A medida visa harmonizar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no território nacional e conta com representantes de todos os Estados. A redução não é a mesma para todo o País, já que em Minas Gerais, por exemplo, o valor foi fixado em R$ 0,49 a mais.

Segundo comentou o presidente da Asmirg-BR, Alexandre José Borjaili, até o fechamento desta edição nenhuma revenda tinha sido informada da redução, mesmo com a publicação do ato na última sexta-feira. “Nos Estados em que houve aumento, isso já foi repassado para os revendedores. O gás de cozinha é uma pauta de interesse nacional, mas seu tratamento está longe de ser como um produto de utilidade pública. É necessária uma fiscalização maior nesta questão. O preço do mercado é livre, mas não é justo neste caso ele nem chegar até o consumidor”, disse.

De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço do botijão de gás de 13 quilos já é encontrado por até R$ 85 na região (veja mais na tabela acima), o que representa R$ 5 a mais do que no fim de junho. Conforme reportagem publicada pelo Diário no último mês, o preço máximo do produto chegava a R$ 80 em São Caetano.

O presidente do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Natural Liquefeito), Sergio Bandeira de Mello, destacou que toda a redução, inclusive a do ICMS, deve chegar às empresas, porém sem determinar quando. Ele também destacou que o preço das refinarias não é a única variável que define o valor final do produto repassado ao consumidor, que também pode incluir outros gastos. “É de se esperar que as empresas repassem estes valores com certa rapidez. Mas é importante entender que ele (valor na refinaria) é apenas um dos componentes dos preços e que há outras pressões do mercado que podem ajudar a cair os preços, ou, por vezes, chegam a neutralizar estes efeitos.”

Atualmente, o valor do botijão na região chega a variar em até R$ 30. O preço mais barato é R$ 55, em Mauá – cidade que tem a menor média de preços, em R$ 58,68 –, e o mais caro, R$ 85, em São Caetano – maior preço médio de R$ 77,16 – ou seja, variação de 54,55%. Na semana de 2 a 8 de julho de 2017, o valor máximo encontrado para o gás de cozinha era de R$ 70, também em São Caetano, e o mínimo, de R$ 50, em São Bernardo. Ou seja, no período de um ano o aumento foi de pelo menos R$ 15 ou de 21,43%. 

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