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Alunos andreenses ficam sem bolsa de estudo na FSA e cobram respostas

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Instituição descumpre lei que garante desconto de R$ 200 na mensalidade de 500 estudantes


Bia Moço

17/07/2018 | 07:00


Alunos da FSA (Fundação Santo André) estão sem bolsa de estudo na instituição de Ensino Superior desde janeiro. O benefício está anexo à Lei Municipal 9.198/2009, que garante a subvenção aos munícipes andreenses que comprovem, com documentação idônea, residência fixa há, no mínimo, dois anos na cidade e que tenham prestado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Em 2004, a Câmara Municipal de Santo André aprovou 500 benefícios, no valor de R$ 200, encerrados no início deste ano pela então reitora Leila Modanez – no cargo até 31 de março. Desde então, o novo comandante da FSA, o professor Francisco José Santos Milreu, não retomou o desconto.

Pai de aluna do 3º ano de Contabilidade, Feruccio Marzano, 52 anos, diz que, de fato, desde janeiro o desconto da bolsa de estudo não consta no boleto. A mensalidade total de sua filha está em R$ 944, com direito a desconto de 8% se o boleto for pago antecipadamente. “Quando ela (a filha) entrou na faculdade, há três anos, o desconto era de 12% se pagasse antes da data. Isso (o desconto) foi caindo com o tempo. Mas a questão principal são os R$ 200 (da bolsa) que tiraram sem aviso prévio, e tampouco nos deram explicações”, afirma.

Marzano diz que já tentou todos os meios de diálogo, sem sucesso, e lamenta atitude da instituição. De acordo com ele, a Fundação Santo André alega que o problema está no repasse da Prefeitura – que deveria pagar o valor descontado das mensalidades à instituição – e que dizem aos pais que estão em tratativas com a administração municipal.

“Quando procuro a Prefeitura, informam não saber de nada. Já fui atrás da secretária da Educação, de vereadores e da ouvidoria. Não sei mais a quem recorrer. Ninguém, nem a Fundação nem a administração pública municipal nos dá satisfação. Somente queremos saber se acabou a bolsa e, se não, por que pararam com o desconto e quando deve voltar. É só isso”, relata o pai.

Questionada por meio da assessoria de imprensa, a FSA informa que “o convênio anterior expirou e precisou ser renovado”, o que causa dúvida à comunidade acadêmica, tendo em vista que a oferta de bolsas trata-se de lei que está em vigor sem alteração.

A instituição afirma ainda que os alunos estão cientes, conforme resolução do programa, e que “enquanto não houver o repasse de recursos a bolsa não será transferida e, se normalizado o repasse, o valor será restituído”. E garante que as bolsas “serão normalizadas, em estando todo o processo documental encaminhado, o mais rapidamente possível”.

Procurada, a Prefeitura não retornou aos questionamentos da equipe de reportagem até o fechamento desta edição.

 



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