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Idoso acusa dois GCMs de agressão no pós-balsa

Construtor diz que teve o braço torcido ao tentar impedir demolição de moradia


Juliana Stern

17/07/2018 | 07:00


O construtor Carlos Szilagy, 78 anos, acusa dois agentes da GCM (Guarda Civil Municipal) Ambiental de São Bernardo de agressão e abuso de autoridade. Os oficiais foram até o terreno do idoso, na Rua Capivara, no bairro Capivari, região do pós-balsa, para demolir construção inacabada que pertencia a um dos filhos do construtor.

Segundo o jornalista Rodrigo Szilagy, 26, neto de Carlos, na última quinta-feira uma viatura da GCM e duas da Ambiental chegaram acompanhadas de uma retroescavadeira para derrubar uma casa, dentro da propriedade do avô. Porém, ninguém da família havia sido notificado da demolição e nenhum documento foi apresentado no ato. “Não tinham ordem ou notificação nenhuma. Provavelmente demoliram pelo fato de aquela região ter muita invasão de construção em área de manancial. Mas meu avô tem escritura, paga os impostos em dia. Quando falamos disso nos ignoraram e continuaram”, diz Rodrigo.

Tentando impedir que a casa fosse demolida, Carlos se colocou entre a retroescavadeira e a edificação. Ao se recusar a sair da frente, o idoso diz ter sido retirado à força por dois guardas ambientais, que teriam torcido seu braço para trás. A neta de Carlos, Sabrina Szilagy, filmou o avô sendo retirado pelos oficiais enquanto este dizia “vocês não têm papel”.

Um boletim de ocorrência foi registrado no 4º DP de São Bernardo, sob acusação de lesão corporal e abuso de autoridade.

Procurada, a Prefeitura de São Bernardo informou que em junho a Promotoria de Justiça encaminhou ofício ao prefeito determinando a demolição imediata da edificação, que se encontrava em estado de abandono, obedecendo o inquérito civil do Ministério Público de 2016, que concluiu que a casa estava sendo construída irregularmente em área de proteção ambiental. Ainda segundo a Prefeitura, o responsável pelo imóvel teria sido notificado no fim do ano passado.

Apesar da nota da Prefeitura, o dono do imóvel, o comerciante Paulo André Szilagy, 54, filho do morador do terreno, afirma que não foi notificado em nenhum momento sobre a demolição da casa, erguida em 1999, quando a legislação sobre construções em áreas de manancial não era tão rígida. “Nem meu pai nem minha mãe ou meus dois sobrinhos que moram na chácara receberam notificação alguma. Não foram lá nem batendo palma para avisar oralmente sobre a demolição”, diz o vendedor. 

Para Paulo, a casa carregava memórias da família “Destruíram uma parede de 20 anos, tive meus dois filhos ali. Derrubaram até uma casa de boneca que fiz para minha filha quando ela tinha 3 anos”, conta.

A família pretende entrar com dois processos contra a Prefeitura de São Bernardo, um por danos materiais e outro por danos morais pela agressão ao senhor de 78 anos.



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