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Dólar cai para R$ 3,8497 e acumula queda de 0,43% na semana



13/07/2018 | 18:07


Na segunda semana consecutiva sem intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar resiste a testar patamares mais baixos e vem oscilando na casa dos R$ 3,80 a R$ 3,90. Nesta sexta-feira, 13, na ausência de notícias domésticas capazes de influenciar as cotações da moeda norte-americana aqui, a moeda seguiu basicamente o cenário externo, em dia marcado pelo aumento do risco por risco de países emergentes. Com isso, o real teve o melhor desempenho ante o dólar hoje entre as principais moedas do mundo. O dólar à vista fechou em R$ 3,8497, em baixa de 0,88%. Na semana, a queda acumulado foi de 0,43%.

O BC manteve a estratégia de outros dias e fez apenas o leilão diário de rolagem de contratos de swap (venda de dólar no mercado futuro), em operação que somou US$ 700 milhões. Operadores relatam que com a maior disposição a tomar risco de investidores externos, houve entrada de recursos no País. Uma captação externa da Cemig, de US$ 500 milhões, precificada ontem, também contribuiu para pressionar para baixo as cotações no câmbio. Foi a primeira emissão externa de uma empresa brasileira desde maio. A demanda pelos papéis chegou a US$ 1 bilhão.

"O dólar respondeu hoje aos movimentos externos", disse a estrategista de Câmbio do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte. Apesar da trégua hoje, ela ressalta que a tendência é de volatilidade para o câmbio. As eleições presidenciais, ainda bastante incertas, devem ganhar fôlego nas próximas semanas, com a proximidade da data limite para as convenções nacionais dos partidos, que vão escolher presidenciáveis e definir coligações. A data final é 5 de agosto. Já o prazo final para registrar candidatos é 15 de agosto. No cenário externo, a estrategista do Ourinvest ressalta que prossegue a expectativa com os desdobramentos da tensão comercial entre China e Washington.

A tendência do dólar no médio prazo é de alta, afirma o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior. Para ele, no momento atual, o dólar perto dos R$ 3,80 é oportunidade de compra. Nas convenções partidária, o mercado vai particularmente monitorar quem o 'Centrão' vai apoiar, se estará mais pendido para o lado de Geraldo Alckmin ou para o Ciro Gomes. "Se este bloco migrar para Ciro, o mercado não deve reagir bem." Em relatório a clientes, a Guide Investimentos ressalta que não vê a partir de agora, "uma tendência de baixa do dólar por aqui. No curto prazo, o viés segue sendo altista".



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Dólar cai para R$ 3,8497 e acumula queda de 0,43% na semana


13/07/2018 | 18:07


Na segunda semana consecutiva sem intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, o dólar resiste a testar patamares mais baixos e vem oscilando na casa dos R$ 3,80 a R$ 3,90. Nesta sexta-feira, 13, na ausência de notícias domésticas capazes de influenciar as cotações da moeda norte-americana aqui, a moeda seguiu basicamente o cenário externo, em dia marcado pelo aumento do risco por risco de países emergentes. Com isso, o real teve o melhor desempenho ante o dólar hoje entre as principais moedas do mundo. O dólar à vista fechou em R$ 3,8497, em baixa de 0,88%. Na semana, a queda acumulado foi de 0,43%.

O BC manteve a estratégia de outros dias e fez apenas o leilão diário de rolagem de contratos de swap (venda de dólar no mercado futuro), em operação que somou US$ 700 milhões. Operadores relatam que com a maior disposição a tomar risco de investidores externos, houve entrada de recursos no País. Uma captação externa da Cemig, de US$ 500 milhões, precificada ontem, também contribuiu para pressionar para baixo as cotações no câmbio. Foi a primeira emissão externa de uma empresa brasileira desde maio. A demanda pelos papéis chegou a US$ 1 bilhão.

"O dólar respondeu hoje aos movimentos externos", disse a estrategista de Câmbio do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte. Apesar da trégua hoje, ela ressalta que a tendência é de volatilidade para o câmbio. As eleições presidenciais, ainda bastante incertas, devem ganhar fôlego nas próximas semanas, com a proximidade da data limite para as convenções nacionais dos partidos, que vão escolher presidenciáveis e definir coligações. A data final é 5 de agosto. Já o prazo final para registrar candidatos é 15 de agosto. No cenário externo, a estrategista do Ourinvest ressalta que prossegue a expectativa com os desdobramentos da tensão comercial entre China e Washington.

A tendência do dólar no médio prazo é de alta, afirma o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior. Para ele, no momento atual, o dólar perto dos R$ 3,80 é oportunidade de compra. Nas convenções partidária, o mercado vai particularmente monitorar quem o 'Centrão' vai apoiar, se estará mais pendido para o lado de Geraldo Alckmin ou para o Ciro Gomes. "Se este bloco migrar para Ciro, o mercado não deve reagir bem." Em relatório a clientes, a Guide Investimentos ressalta que não vê a partir de agora, "uma tendência de baixa do dólar por aqui. No curto prazo, o viés segue sendo altista".

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