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Assaltos e furtos são rotina em bairros de Mauá e Santo André

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Moradores dos parques São Vicente e Marajoara reclamam da falta de Segurança


Bianca Barbosa
Especial para o Diário

11/07/2018 | 07:00


 Basta conversar alguns minutos com moradores dos parques Marajoara, em Santo André, e São Vicente, em Mauá, para descobrir inúmeros relatos sobre assaltos e furtos na região. A equipe do Diário percorreu os dois bairros, que fazem divisa, e levantou que grande parte das reclamações se concentra nas mesmas vias, que desembocam próximo a grandes avenidas e rodovias, de fácil acesso e fuga.

No bairro andreense, a Rua Rosária Aparecida tem histórico de furtos e assaltos, segundo moradores. Apesar das câmeras de segurança e portões robustos, a vizinhança já perdeu a conta de quantas vezes sofreu com a violência de ladrões.

A dona de casa Maria Luíza Lopes, 68 anos, diz que a irmã foi assaltada há poucas semanas por cinco jovens. “Ela parou aqui na frente da casa e já chegaram anunciando o assalto e xingando. Levaram tudo. Ela demorou um tempão para refazer os documentos e cartões. Depois de uns dias acharam o carro e a bolsa, em um bairro aqui perto”, lamenta. Segundo ela, já entraram na casa do pai dela, enquanto ele estava em um aniversário.

Para uma das vizinhas, a contadora Josefa Pereira dos Santos, 69, a situação foi ainda mais complicada. “Minha filha estava grávida de nove meses, parou o carro aqui na frente e a assaltaram. Um veio pelo lado de cima da rua e o outro, de baixo. Ela ficou assustada, e nós, preocupados com a saúde dela e do neném. Levaram o carro.” O bebê nasceu uma semana depois.

As ruas do bairro têm pouco movimento, mas a maioria das casas possui câmeras de segurança, apesar de não inibirem a ação dos criminosos. Os moradores contam que, por vezes, os bandidos chegam a pé; em outras, de moto. Próximo à rua existe a Avenida São Paulo e a Rua Giovanni Batista Pirelli, facilitadoras para a fuga, segundo os moradores.

Em nota, a Prefeitura esclarece que não consta nenhum chamado realizado pelo telefone 153, da Guarda Civil Municipal, para atendimento de ocorrências na região. “Os agentes realizam rondas no bairro citado com o Programa Romu (Ronda Municipal), Romo (Ronda com Motocicletas) e viaturas de ronda setorial, que se soma ao trabalho preventivo realizado pela Polícia Militar.”

 

EM MAUÁ

Ao contrário do Marajoara, que concentra mais moradias, o Parque São Vicente é movimentado e une comércio, fábricas e área residencial. A equipe do Diário esteve no cruzamento das ruas Capitão José Antônio Lagareio e Antônio Loro, ambas em Mauá, e ouviu relatos muito parecidos com os de Santo André.

Funcionário de um comércio da região, que preferiu não se identificar, presenciou assalto às 17h, há cerca de 20 dias, na Rua Antônio Loro. “Dois caras chegaram de moto, apontaram a arma para um comerciante e levaram a moto dele. Foi muito rápido e assustador, pois a gente se sente de mãos atadas. Aqui nunca assaltaram, mas a gente sempre escuta alguém falar”, conta.

Morador da Rua Capitão José Antônio, que também preferiu não ser identificado, diz que há pouco mais de um mês um caminhão-baú parou na frente de uma casa, por volta das 7h, e levou tudo. “Foram vários homens, segundo me disse a mulher que foi assaltada. Outros vizinhos achavam que era mudança, então nem se preocuparam. Olha a cara de pau desses ladrões. Estamos perdidos.”

A maioria dos comércios e fábricas locais também possui câmeras. “Isso aqui é só uma tentativa de segurança, na prática a gente sabe que não param os bandidos. Tenho para provar para o seguro que fui roubado. Agora, vai um morador levar a câmera na delegacia, duvido que tenha sucesso”, comenta o comerciante.

A equipe do Diário entrou em contato com a Polícia Militar para saber o número de assaltos na região, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

 



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