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‘Alô, Alô, Carnaval’ é restaurado


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

04/06/2002 | 20:26


As comédias musicais produzidas pela Atlântida, as chanchadas, são consideradas um momento importante do encontro entre público e cinema brasileiro nos anos 40 e 50. Mas o embrião das chanchadas nasceu na concorrente Cinédia, quando Adhemar Gonzaga reuniu todas as estrelas do rádio na época e fez o musical Alô, Alô, Carnaval. Estava desenhada neste filme a união da popularidade dos cantores do rádio com o cinema.

A cópia restaurada deste musical será exibida quarta-feira, às 20h, em pré-estréia no Sesc Ipiranga (r. Bom Pastor, 822, São Paulo. Tel.: 3340-2000) e entra em cartaz na sexta-feira (dia 7) no Espaço Unibanco durante uma semana. Os cantores e cantoras da era do rádio estão todos no filme: Carmen Miranda e sua irmã, Aurora, antes de viajarem para Hollywood; Bando da Lua; Francisco Alves; Dirce Baptista; Ataulfo Alves; Mário Reis; João de Barro (o Braguinha); Ari Barroso; Almirante; e outros.

Todos eram rostos desconhecidos do público. Alguns já haviam atuado em Alô, Alô, Brasil (1933), de Wallace Downey, mas o filme de Gonzaga tem um elenco bem maior e conta ainda com Oscarito. Uma particularidade de Alô, Alô, Carnaval é conter a única aparição do compositor Lamartine Babo no cinema.

A restauração custou R$ 270 mil, patrocinada pela BR Distribuidora. Foram produzidas duas novas matrizes, uma no formato original e outra voltada para as modernas salas de projeção atuais. O trabalho foi feito no Labo Cine do Brasil, no Rio, sob supervisão de Alice Gonzaga, filha de Adhemar e diretora da Cinédia, de agosto de 2001 até maio deste ano. O coordenador de pesquisa é Hernani Heffner, pesquisador da Cinemateca do MAM (Museu de Arte Moderna, do Rio). “O filme tem os elementos básicos que serviram de base para a formação da futura chanchada nacional”, disse Heffner.

Na história, dois autores querem montar um espetáculo de revista, sem sucesso. Porém, o dono de um cassino os contrata às pressas para cobrir uma atração que não veio da França. Durante o espetáculo, acontecem os números musicais e os esquetes cômicos, com Oscarito e cia., que satirizam a arte erudita da época e criticam a predileção pela cultura estrangeira.

Outro clássico da Cinédia, O Ébrio (1946), de Gilda de Abreu, que ficou duas décadas em cartaz, também foi recuperado por Alice Gonzaga, mas cada restauração é um trabalho diferente, principalmente no que diz respeito patrocínio. Sua próxima tentativa de restauro será para o filme Bonequinha de Seda (1936), de Oduvaldo Vianna. Chamado de primeira superprodução brasileira, é uma crítica à hipocrisia das elites, para as quais tudo de bom viria de fora do país. Na época, as boas bilheterias desses filmes contradiziam essas preferências da burguesia nacional.



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