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Neblina é risco a motorista em 110 quilômetros de vias na região

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fenômeno climático é típico desta época e obriga condutor a dirigir com mais cuidado


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

04/07/2018 | 07:00


 Mais da metade do trajeto das rodovias que cortam o Grande ABC – Anchieta, Imigrantes, Rodoanel e Índio Tibiriçá (SP-31) – tem alta incidência de neblina, fenômeno climático típico desta época do ano. Do total de 264,64 quilômetros de estradas, 110 quilômetros inseridos na região estão mais propensos a conviver com o fenômeno.

A situação pede cuidado máximo dos motoristas. Em 2011, em ocasião de forte neblina, a Rodovia dos Imigrantes registrou o maior acidente da história no Estado: um engavetamento que envolveu cerca de 300 veículos, que deixou uma pessoa morta e outras 29 feridas.

Das rodovias na região, a Índio Tibiriçá (que tem 37 quilômetros e liga São Bernardo a Suzano e corta Santo André e Ribeirão Pires) apresenta risco em quase toda a sua extensão: 36 quilômetros, nos trechos do km 33 ao km 69.

No Trecho Sul do Rodoanel, que passa por São Bernardo, Santo André e Ribeirão Pires, 24 quilômetros registram alta possibilidade de neblina, entre o km 62 e o km 86. Já no Trecho Leste o alerta está do km 86 ao km 90 (em Ribeirão Pires) e do km 95 ao km 100 (que envolve Ribeirão Pires, Mauá e Suzano). De 2016 até o momento, os trechos Sul e Leste contabilizaram 65 acidentes quando a condição climática era de neblina.

Na Imigrantes, o alerta deve ser redobrado do km 40 ao km 58 (São Bernardo, São Vicente e Cubatão) e na Anchieta do km 40 ao km 55 (São Bernardo e Cubatão). A interligação planalto, que une ambas as estradas, tem possibilidade de ocorrência do fenômeno em todos os seus oito quilômetros.

No SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias (concessionária que administra as rodovias), realiza a Operação Comboio, a partir das praças de pedágio, quando a visibilidade dos motoristas está abaixo de 100 metros. De janeiro a junho, ocorreu em 43 dias.

Desde 21 de junho, foi implantado novo modelo de comboio para situações em que a neblina é densa apenas na interligação planalto, mas com condições seguras na Imigrantes. Os veículos com destino à Anchieta serão represados no início do trecho da interligação (km 8), logo após a alça de acesso da Imigrantes, na altura do km 40, e seguirão em velocidade controlada até um ponto de melhor visibilidade. Os veículos com destino ao Litoral pela Imigrantes não serão mais represados e poderão continuar a viagem. Segundo a Ecovias, embora o SAI tenha neblina em boa parte do ano, menos de 5% dos acidentes ocorrem nessa situação.

 

Queimadas também exigem maior atenção

 

Com o clima seco e as ações de alguns motoristas, em lançar nas pistas pontas de cigarros, aumenta também a incidência de queimadas, cuja fumaça prejudica a visão dos condutores.

Segundo a SPMar, que gerencia os trechos Sul e Leste do Rodoanel, em 2017 foram registradas 286 queimadas, enquanto de janeiro a maio deste ano chega a 55.

No SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) ocorreram 234 situações do tipo e, no primeiro semestre de 2018, 103 focos de incêndio. O DER (Departamento de Estradas de Rodagem), responsável por gerenciar a Índio Tibiriçá, não informou registros do problema.

Todas as gestoras ressaltam que realizam campanhas de conscientização com os motoristas e a comunidade do entorno das rodovias para evitar o problema.

Para garantir a segurança nos casos de invisibilidade causada por queimadas ou neblina, a orientação é que os motoristas redobrem a atenção, diminuam a velocidade, acendam o farol baixo, mantenham uma distância segura dos demais veículos e evitem ultrapassagens e freadas bruscas.

 



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