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Acordo político na Alemanha alivia bolsas da Europa, que fecham em alta

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


03/07/2018 | 15:01


As principais bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 3, ajudadas pela informação de que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, enfim chegou a um entendimento com o seu ministro do Interior, Horst Seehofer, consentindo a respeito de medidas para, alegadamente, reduzir a imigração ilegal para o país. Apesar de o acordo entre os líderes da União Democrata-Cristã (CDU, na sigla em alemão) e da União Social-Cristã (CSU) ainda carecer de aval do terceiro integrante da coalizão, o Partido Social-Democrata (SPD), já valeu para investidores o afastamento, ao menos por ora, da hipótese de implosão do governo do país que até então era visto como bastião da estabilidade na União Europeia.

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,81%, para os 379,81 pontos, com destaque para os subíndices de óleo e gás (+1,02%) e bancos (0,72%).

Ainda que com pouco impacto sobre o mercado, foram revelados alguns indicadores econômicos na continente. A começar pelas vendas no varejo da zona do euro, que ficaram estáveis em maio ante abril, segundo a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado decepcionou analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam leve avanço de 0,1% nas vendas.

Além disso, o chamado índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) do bloco subiu 0,8% em maio ante abril e teve alta de 3% na comparação anual. A expectativa de mercado era de avanço mensal de 0,7% e acréscimo anual de 2,9%.

Após a resolução que atenuou as turbulências políticas internas na Alemanha, o DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, encerrou com ganho de 0,91%, aos 12.349,14 pontos. O consenso estabilizador entre Merkel e Seehofer favoreceu ações dos grandes bancos listados na praça, Deutsche Bank (+1,16%) e Commerzbank (+0,56%). Também veio à frente a distribuidora de energia E.ON (+2,44%).

Quem liderou as altas europeias, contudo, foi a Bolsa de Milão, cujo FTSE MIB subiu 1,57%, para os 21.764,16 pontos. Componente do índice, a Fiat Chrysler comunicou uma expansão de suas vendas de 8% em junho ante maio, impulsionada por fortes cifras de veículos Jeep, mas suas ações não acompanharam a estatística, encerrando em ligeira queda de 0,02%. Assim como na Alemanha, os bancos serviram de motores para o mercado italiano, com intensidade ainda maior: os papéis do Banca Carige dispararam 6,25%, os do Intesa Sanpaolo ganharam 2,05%, os do UniCredit avançaram 2,99% e os do Banco BPM ascenderam 1,80%.

Tanto em Frankfurt como em Milão, o setor de telecomunicações também foi importante. Na primeira praça, as ações da Deutsche Telekom fecharam 1,92% mais altas, enquanto, na bolsa milanesa, as da Telecom Italia saltaram 3,31%. Já no FTSE 100, da Bolsa de Londres, as ações da Vodafone subiram 1,84%.

O índice londrino teve ganho de 0,60%, para os 7.593,29 pontos. O avanço do composto foi limitado por perdas significativas de algumas empresas relevantes, como a Glencore, que viu suas ações desabarem 8,10% após virem a público problemas judiciais com leis de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro nos EUA.

O Ibex 35, da Bolsa de Madri, subiu 1,07%, para os 9.660,90 pontos, ajudado também pelo setor de telecom: os papéis da Telefónica avançaram 2,18% e os da Cellnex Telecom, 1,76%.

Na Bolsa de Paris, o CAC 40 teve alta de 0,76%, para os 5.316,77 pontos, enquanto o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, caiu 0,01%, para os 5.487,72 pontos.



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Acordo político na Alemanha alivia bolsas da Europa, que fecham em alta


03/07/2018 | 15:01


As principais bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, 3, ajudadas pela informação de que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, enfim chegou a um entendimento com o seu ministro do Interior, Horst Seehofer, consentindo a respeito de medidas para, alegadamente, reduzir a imigração ilegal para o país. Apesar de o acordo entre os líderes da União Democrata-Cristã (CDU, na sigla em alemão) e da União Social-Cristã (CSU) ainda carecer de aval do terceiro integrante da coalizão, o Partido Social-Democrata (SPD), já valeu para investidores o afastamento, ao menos por ora, da hipótese de implosão do governo do país que até então era visto como bastião da estabilidade na União Europeia.

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,81%, para os 379,81 pontos, com destaque para os subíndices de óleo e gás (+1,02%) e bancos (0,72%).

Ainda que com pouco impacto sobre o mercado, foram revelados alguns indicadores econômicos na continente. A começar pelas vendas no varejo da zona do euro, que ficaram estáveis em maio ante abril, segundo a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado decepcionou analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam leve avanço de 0,1% nas vendas.

Além disso, o chamado índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) do bloco subiu 0,8% em maio ante abril e teve alta de 3% na comparação anual. A expectativa de mercado era de avanço mensal de 0,7% e acréscimo anual de 2,9%.

Após a resolução que atenuou as turbulências políticas internas na Alemanha, o DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, encerrou com ganho de 0,91%, aos 12.349,14 pontos. O consenso estabilizador entre Merkel e Seehofer favoreceu ações dos grandes bancos listados na praça, Deutsche Bank (+1,16%) e Commerzbank (+0,56%). Também veio à frente a distribuidora de energia E.ON (+2,44%).

Quem liderou as altas europeias, contudo, foi a Bolsa de Milão, cujo FTSE MIB subiu 1,57%, para os 21.764,16 pontos. Componente do índice, a Fiat Chrysler comunicou uma expansão de suas vendas de 8% em junho ante maio, impulsionada por fortes cifras de veículos Jeep, mas suas ações não acompanharam a estatística, encerrando em ligeira queda de 0,02%. Assim como na Alemanha, os bancos serviram de motores para o mercado italiano, com intensidade ainda maior: os papéis do Banca Carige dispararam 6,25%, os do Intesa Sanpaolo ganharam 2,05%, os do UniCredit avançaram 2,99% e os do Banco BPM ascenderam 1,80%.

Tanto em Frankfurt como em Milão, o setor de telecomunicações também foi importante. Na primeira praça, as ações da Deutsche Telekom fecharam 1,92% mais altas, enquanto, na bolsa milanesa, as da Telecom Italia saltaram 3,31%. Já no FTSE 100, da Bolsa de Londres, as ações da Vodafone subiram 1,84%.

O índice londrino teve ganho de 0,60%, para os 7.593,29 pontos. O avanço do composto foi limitado por perdas significativas de algumas empresas relevantes, como a Glencore, que viu suas ações desabarem 8,10% após virem a público problemas judiciais com leis de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro nos EUA.

O Ibex 35, da Bolsa de Madri, subiu 1,07%, para os 9.660,90 pontos, ajudado também pelo setor de telecom: os papéis da Telefónica avançaram 2,18% e os da Cellnex Telecom, 1,76%.

Na Bolsa de Paris, o CAC 40 teve alta de 0,76%, para os 5.316,77 pontos, enquanto o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, caiu 0,01%, para os 5.487,72 pontos.

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