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Índice de emprego e renda piora em todo o Grande ABC

Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Os sete municípios estão classificados a partir da 256ª posição no ranking da Firjan


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

30/06/2018 | 07:24


A crise econômica e o aumento da informalidade levaram o Grande ABC a ficar de fora da lista das 200 cidades do País com melhor indicador de emprego e renda. Para se ter ideia, a mais bem colocada cidade da região no levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) é Santo André, em 256º lugar, com nota 0,6845. A situação mais preocupante está em Rio Grande da Serra, que amarga a 4.860ª posição, com índice de 0,3219, o que indica baixo desenvolvimento, único município que mantém essa classificação na região.

O levantamento tem como base dados de 2016, sendo que o indicador compõe o IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), além de Saúde e Educação. A maior nota é 1, porém, todas as cidades estão classificadas abaixo de 0,7, o que indica desenvolvimento moderado. Na área de emprego e renda, são avaliados critérios como a informalidade no mercado de trabalho do município, geração de emprego formal e a massa de renda da população.

Em uma década, a região despencou muitas posições. O exemplo mais expressivo é São Caetano, que em 2006 estava no ‘top 20’ nacional (17º lugar, com índice de 0,9112) e, agora, está na 257ª posição, com nota 0,6844. Apenas Mauá (que antes estava em 1.774º lugar, com índice de emprego e renda de 0,5904) e Santo André, na 443ª posição (índice de 0,7688), obtiveram melhora no ranking.

De acordo com a analista de Estudos Econômicos do Sistema Firjan, Anna Carolina Gaspar, os números são reflexo da crise econômica que atingiu o Brasil a partir de 2013. “Todos os municípios perderam postos de trabalho e esta recuperação deve ser lenta. Em nível nacional, acreditamos que com o início da retomada da economia a partir de 2016, o índice de emprego e renda só deve voltar ao que era antes da crise em 2027.”

Outra questão desencadeada pela crise é a informalidade no mercado de trabalho. em Rio Grande da Serra, por exemplo, a taxa de população com carteira assinada trabalhando dentro da própria cidade é de 10,9%, a menor do Grande ABC. “Quando o município não consegue manter um mercado dinâmico, ou ele perde para outras cidades ou para o trabalho informal, além do próprio desemprego”, disse Anna Carolina.

No âmbito da informalidade, Mauá vem logo em seguida, com apenas 18,3% dos trabalhadores com registro em carteira. Ribeirão Pires tem 22,8% e, Diadema, 29%. Santo André possui 33,8% da população economicamente ativa trabalhando formalmente no município e, São Bernardo, 38,7%. A cidade com maior índice de formalização é São Caetano, com 75%.

Pelo fato de o Grande ABC ser fortemente industrializado, as sete cidades sofreram mais com a crise. O setor, além de ser importante empregador, paga salários maiores e emprega com carteira. “A indústria passou por período intenso de retração, especialmente a automobilística, e nós dependemos muito dela”, disse Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

Para o professor da Escola de Negócios da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Jefferson José da Conceição, a perda de posições no ranking também é impactada pelo desenvolvimento de outras regiões do País. “No que se refere a emprego e renda, outras cidades podem ter crescido mais que a região. Minha preocupação principal é em relação à tendência para este e o próximo ano, com a entrada em vigor da reforma trabalhista, em novembro do ano passado, que propõe uma redução de custo de mão de obra muito forte. A perspectiva é a de que haverá forte queda na renda da região, o que já está ocorrendo. O nosso PIB (Produto Interno Bruto) não cresce devido à crise e a reforma trabalhista reduz custos, o que impacta a renda da região e tende a piorar o indicador”, analisou.  



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