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Grande ABC fica fora da lista dos dez mais desenvolvidos

EBC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Município do Grande ABC mais bem colocado pelo índice nacional da Firjan é São Caetano


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

29/06/2018 | 07:19


A queda no índice de emprego e renda durante a crise econômica tirou o Grande ABC da lista dos dez municípios mais desenvolvidos do País, segundo o ranking da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). São Caetano, que é a cidade mais bem colocada da região, aparece em 11º lugar, e Rio Grande da Serra tem o pior desempenho, ao surgir em 2.056º.

Divulgado ontem, o levantamento tem como base os dados de 2016, e os compara ao ano anterior. Para formular o IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), são considerados dados de Educação, Saúde e emprego e renda. A nota que representa o mais alto nível de desenvolvimento é 1, sendo que acima de 0,8 já é considerado bom, entre 0,6 e 0,8 é moderado, entre 0,4 e 0,6 é regular e, abaixo de 0,4, baixo.

Na região, a maioria das cidades ganhou posições no levantamento de 2016 em relação a 2015 – apenas São Bernardo e Mauá perderam. No primeiro lugar da lista do desenvolvimento está a cidade de Louveira (Interior), com índice de 0,9006. Em seguida, estão as também paulistas Olímpia e Estrela do Norte.

A última vez em que uma cidade da região esteve no ‘top 10’ foi em 2013, quando São Caetano alcançou o quarto lugar nacional. À época, o município só perdia para Extrema (Minas Gerais), São José do Rio Preto e Indaiatuba, ambas em São Paulo.

Porém, considerando somente o índice de emprego e renda, nenhuma cidade em 2016 passou de 0,7. O maior era o de Santo André, com 0,6845, classificado como de alto desenvolvimento e, o pior, de Rio Grande da Serra, com 0,3219, ou seja, baixo.

De acordo com o analista de Estudos Econômicos do Sistema Firjan, Raphael Verissimo, a crise econômica nacional impactou negativamente neste dado. O reflexo acaba sendo ainda mais acentuado em centros industriais, como a região. “A queda na geração de emprego e renda foi disseminada em praticamente todas as cidades do Brasil. Apesar dos números dos sete municípios do Grande ABC, cinco deles estão entre os 500 mais desenvolvidos do Brasil (Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires). Além disso, as sete cidades estão classificadas com desenvolvimento entre alto e moderado”, analisou.

Para o coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, os impactos da crise foram sentidos principalmente entre 2014 e 2016. “Embora o setor de serviços tenha crescido muito nesse período, a indústria passou por um período de retração muito forte, e nós dependemos dela, principalmente da indústria automobilística, que sofreu diversas perdas. Eu tenho a impressão de que se o levantamento continuar a ser feito em 2017, os resultados vão estar melhores, já que houve recuperação no cenário econômico”, afirmou.

PROJEÇÃO - Para que a região volte a se desenvolver, os especialistas ponderam a necessidade de planejamento econômico mais efetivo e que isso só deve acontecer no longo prazo. “A velocidade da melhora deste índice está atrelada a políticas macro de geração de emprego e renda. Isso faz com que aumente a confiança de empregados e empresários. A Educação já está em um nível bom, assim como a Saúde, e basicamente depende de maiores investimentos”, disse Verissimo.

“A geração de empregos na indústria é mais lenta porque exige mão de obra mais qualificada. Então, a economia precisa estar crescendo por anos seguidos para que o índice melhore”, assinalou Balistiero.
 



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