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Tecnologia para melhorar competitividade industrial


Simpi-SP

27/06/2018 | 07:15


Recentemente, na coluna do Simpi-SP (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo), abordamos a questão da necessidade premente de as indústrias brasileiras se reinventarem, para que consigam valorizar a produção local e enfrentar a concorrência internacional cada vez mais competitiva.

Também falamos sobre a importância da realização de investimentos em tecnologia, especialmente na digitalização de processos que, a exemplo do que ocorre em diversos outros países, máquinas inteligentes passaram a tomar as decisões no chão de fábrica.

“A digitalização é uma importante ferramenta para que as fábricas se tornem cada vez mais inteligentes, conectadas e flexíveis”, avalia Celso Placeres, diretor de engenharia de manufatura da Volkswagen América do Sul.

Segundo ele, embora a crise econômica e a dificuldade de acesso ao crédito no Brasil tenham reduzido sensivelmente a capacidade de investimentos, a implementação de soluções tecnológicas na indústria vale a pena. “Sensores estão cada vez mais acessíveis e baratos, possibilitando a instalação desses nas mais variadas etapas do processo produtivo, coletando informações que, antes, não eram sequer consideradas, mas influenciam claramente o resultado ao final”, afirma o engenheiro.

Placeres também destaca a importância da adoção de sistemas analíticos inteligentes (inteligência artificial) para determinar como esses dados serão utilizados. “Com o advento das tecnologias digitais, as máquinas já conseguem interpretar uma quantidade massiva de dados (Big Data) simultaneamente e em tempo real, interagindo e conversando entre si, de forma a aprender e buscar o melhor ajuste para funcionar com a maior eficiência possível”, explica.

O executivo da Volkswagen complementa que o uso dessa tecnologia permite, inclusive, realizar simulações virtuais, diminuindo a possibilidade de erros. “É possível prever, com precisão, qual será o resultado final, o que possibilita ajustes e a correção de eventuais problemas antes da efetiva produção, otimizando tempos e reduzindo custos”, garante Placeres.

São Paulo autoriza a quitação de débitos tributários com precatórios
Com a finalidade de diminuir a inadimplência tributária e aumentar a arrecadação estadual, o Fisco paulista autorizou a compensação de Precatórios – próprios ou de terceiros – com débitos tributários inscritos em dívida ativa até 25 de março de 2015, a exemplo do que já ocorre nos Estados do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Procedimento normatizado pela resolução número 12/2018 da PGE-SP (Procuradoria Geral do Estado de São Paulo), esses créditos deverão ser previamente habilitados mediante a requerimento eletrônico, por meio do Portal de Precatórios da PGE-SP na internet (www.pge.sp.gov.br). Uma vez deferida a habilitação, o requerente deverá comparecer ao órgão no prazo de 90 dias, para apresentar toda a documentação comprobatória do crédito decorrente do precatório e realizar a compensação propriamente dita.

Marcos Tavares Leite, um dos especialistas jurídicos do Simpi, explica que essa compensação é vantajosa tanto para o Fisco como para o contribuinte. “Trocar um crédito incerto (o índice de recuperação da dívida ativa é muito baixo) por um certo (o precatório, que é uma ordem de pagamento expedida pelo Poder Judiciário, quando um ente público sofre uma condenação judicial definitiva) já é um bom negócio para o Fisco. Agora, para o devedor, trata-se de mais uma opção para ajudar na sua regularização fiscal”, assinala.

Leite complementa que, segundo dados do PGE-SP, o Estado de São Paulo tem uma dívida estimada próxima de R$ 23 bilhões em precatórios. “De fato, com a publicação da medida, houve um aumento na procura desses títulos que, hoje, estão sendo negociados com deságio de 60% do valor de face, à vista”, conclui o advogado. 



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