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Profissional atribui boa saúde ao trabalho

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bianca Barbosa
Especial para o Diário

25/06/2018 | 21:36


 Sem preguiça e com saúde de dar inveja a qualquer jovem, o jornaleiro Argeu Souza, 76 anos, conduz diariamente a banca Getúlio Vargas, no número 40 da avenida de mesmo nome, em São Bernardo. Oriundo de Macaúbas, cidade de 50 mil habitantes no Interior da Bahia, ele veio com 18 anos para Vila Guiomar, em Santo André, na busca de emprego. Trabalhou, se aposentou e comprou uma banca no Baeta Neves, onde presenciou os últimos 20 anos de transformação do bairro.

Souza considera que teve vida pessoal e profissional pacata. Casou-se e teve duas filhas. Trabalhou durante cerca de 30 anos na mesma fábrica de motores em São Bernardo. Se aposentou e permaneceu no emprego por mais três anos. Com dedicação, comprou imóveis e adquiriu boa condição financeira. “Depois que eu sai de lá (fábrica) fiquei dez meses sem trabalhar, então procurei a banca para não ficar em casa sem fazer nada”, diz.

Com o lucro da banca conseguiu arcar com os custos do intercâmbio das filhas. “Uma foi para a Holanda. Hoje ela é casada e naturalizada holandesa. A outra foi para a Inglaterra, mas voltou e hoje dá aulas de inglês”, revela orgulhoso.

Sobre a banca, Souza é sincero. “Já foi a época, hoje não rende mais”, confessa ele, que inclusive chegou a ser presidente do extinto sindicato de jornaleiros do Grande ABC. “Entrei como vice, e no outro ano tive de assumir. Fiquei entre 2010 e 2013”, conta. Apesar de os tempos estarem mais complicados, não pretende abandonar o trabalho tão cedo. “Gosto muito. Já estou acostumado. Minha filha pergunta quando vou parar de trabalhar e sempre respondo ‘daqui quatro anos’”, completa.

O produto que ele mais vende é o bilhete de trólebus. A venda de cigarros e de algumas revistas complementa a renda. Entre os amigos que Souza coleciona no local está o taxista Adércio Domingues, 67, que trabalha no ponto de táxi ao lado há 24 anos. “Ele é boa gente, só não dá dinheiro quando eu peço”, brinca.



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