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Taxas futuras de juros fecham em baixa, apesar de ambiente externo adverso

Marcos Santos/USP Imagens/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


25/06/2018 | 16:59


Os juros futuros ampliaram o ritmo de queda e renovaram mínimas na última hora da sessão regular desta segunda-feira, 25, influenciados pela aceleração da baixa do dólar ante o real, após a realização do leilão de linha do Banco Central. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou a 6,995%, de 7,040% no ajuste da sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,66% para 8,54%. A do DI para janeiro de 2021 encerrou em 9,54%, de 9,72%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 11,09%, de 11,20%.

Num dia de poucas notícias e agenda fraca, as taxas já vinham recuando desde o período da manhã, mesmo com a aversão ao risco vista no exterior. O movimento tem respaldo nos anúncios do Banco Central e do Tesouro, na sexta-feira à noite.

O BC anunciou que realizaria nesta segunda leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) no valor de US$ 3 bilhões e que os contratos de swap continuarão a ser ofertados na próxima semana, "de acordo com as condições de mercado", sem, contudo, dar ideia de valores, como vinha fazendo nas atuações extraordinárias.

Já o Tesouro informou que seguirá com os leilões de compra e venda de LTN, NTN-F e NTN-B nesta semana e que manterá suspensas as ofertas de venda.

No leilão, o BC aceitou apenas uma proposta, de US$ 500 milhões. Depois da operação, o dólar renovou mínimas até R$ 3,7621, mas perto das 16h30, com a sessão regular no mercado de juros já encerrada, a moeda zerava as perdas ante o real, cotada em R$ 3,7815 (+0,04%).

Outro fator que respondeu pela queda das taxas é a retirada da pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que seria julgado na terça, na medida em que mantém o quadro de dificuldade para a candidatura dele à Presidência da República. Lula está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde abril.

O ex-presidente da República entrou com um recurso contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que barrou a possibilidade de o petista recorrer ao STF contra a condenação na Operação Lava Jato. A defesa de Lula afirma que seu recurso extraordinário "preenche todos os requisitos de admissibilidade, não havendo qualquer óbice constitucional, legal ou sumular para o seu processamento".



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Taxas futuras de juros fecham em baixa, apesar de ambiente externo adverso


25/06/2018 | 16:59


Os juros futuros ampliaram o ritmo de queda e renovaram mínimas na última hora da sessão regular desta segunda-feira, 25, influenciados pela aceleração da baixa do dólar ante o real, após a realização do leilão de linha do Banco Central. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou a 6,995%, de 7,040% no ajuste da sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,66% para 8,54%. A do DI para janeiro de 2021 encerrou em 9,54%, de 9,72%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 11,09%, de 11,20%.

Num dia de poucas notícias e agenda fraca, as taxas já vinham recuando desde o período da manhã, mesmo com a aversão ao risco vista no exterior. O movimento tem respaldo nos anúncios do Banco Central e do Tesouro, na sexta-feira à noite.

O BC anunciou que realizaria nesta segunda leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) no valor de US$ 3 bilhões e que os contratos de swap continuarão a ser ofertados na próxima semana, "de acordo com as condições de mercado", sem, contudo, dar ideia de valores, como vinha fazendo nas atuações extraordinárias.

Já o Tesouro informou que seguirá com os leilões de compra e venda de LTN, NTN-F e NTN-B nesta semana e que manterá suspensas as ofertas de venda.

No leilão, o BC aceitou apenas uma proposta, de US$ 500 milhões. Depois da operação, o dólar renovou mínimas até R$ 3,7621, mas perto das 16h30, com a sessão regular no mercado de juros já encerrada, a moeda zerava as perdas ante o real, cotada em R$ 3,7815 (+0,04%).

Outro fator que respondeu pela queda das taxas é a retirada da pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que seria julgado na terça, na medida em que mantém o quadro de dificuldade para a candidatura dele à Presidência da República. Lula está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde abril.

O ex-presidente da República entrou com um recurso contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que barrou a possibilidade de o petista recorrer ao STF contra a condenação na Operação Lava Jato. A defesa de Lula afirma que seu recurso extraordinário "preenche todos os requisitos de admissibilidade, não havendo qualquer óbice constitucional, legal ou sumular para o seu processamento".

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