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Primeiro técnico relembra início de carreira do meia Willian

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Hamilton Gonçalves ainda trabalha no Ribeirão Pires, onde jogador da Seleção começou no futebol


Dérek Bittencourt

22/06/2018 | 07:00


Os tacos de madeira estão desgastados, as redes têm furos, algumas das telhas estão quebradas e a iluminação não é das melhores. Sinais do tempo. Mais exatamente 24 anos, desde os primeiros chutes e gols de um dos craques da Seleção Brasileira na quadra do Ribeirão Pires FC. Foi lá que, aos 6, levado pelo pai, Severino, e pela mãe, Zezé, Willian iniciou a trajetória no esporte. Atualmente, o meia do Chelsea integra o grupo dos 23 convocados pelo técnico Tite à Copa da Rússia e hoje deve mais uma vez ser titular contra a Costa Rica.

Primeiro técnico de Willian, Hamilton Gonçalves Dias ainda trabalha no clube. Aos 53 anos, conta com orgulho as histórias sobre seu jogador de maior sucesso, segurando algumas das camisas utilizadas pelo jovem ribeirão-pirense nos quase cinco anos de agremiação na cidade natal entre chupetinha, mamadeira, fraldinha e pré-mirim.

“Ele era muito fominha. Acabava o treino dele e ficava mais uma hora no clube jogando em outros ginásios, ou ia para o campo chutar bola, até dar o horário de a mãe buscá-lo para levá-lo para casa e, depois, para a escola”, relembra Hamilton. “Depois da escolinha começou a participar da equipe de competição, era muito dedicado nos treinos. Nos campeonatos que a gente participava, tinha média de 20, 21 gols. Estava sempre brigando pela artilharia. A gente tinha jogada de lateral que pisava para ele bater. Os diferenciais dele sempre foram passe e chute a gol”, complementa.

Willian ficou no clube até os 10 anos, quando iniciou aulas de futebol de campo na escolinha de Marcelinho Carioca, em Santo André, e, após amistoso contra o Corinthians, foi convidado a treinar nas equipes de futsal e campo do Parque São Jorge. “Além do Willian, passaram muitos garotos tão bons quanto ele. Mas, além de ter sorte, tem de estar no local e hora certos”, destaca o treinador.

Segundo Hamilton, ele enxerga em gestos e atos do meio-campista algumas dicas que lhe passara durante os treinos na agremiação do Grande ABC. “Além da parte técnica, de fundamentos, que começou com a gente – o salão é a base –, fico feliz por ter plantado sementinha e formar cidadão de bem, que respeita adversário e colegas, e ser insistente nos objetivos. Com certeza chegou onde chegou por mérito dele e da família”, destaca. “Hoje ele é superimportante na Seleção, ajuda a marcar, ataca. Se colocar até como lateral-direito vai desempenhar bom papel”, opina.

O técnico diz que o contato hoje em dia se restringe a familiares do meia. “Com os tios, sim (tem contato). Eles jogam o campeonato interno no clube. Alguns primos foram alunos da gente. Com o Willian, não”, diz, porém, sem lamentar. “Sou feliz. Há 30 anos dou aula e fico feliz em ver os alunos chegarem onde chegaram, pessoas do bem, construíram família. Hoje, meus grandes amigos foram alunos. O Willian foi o que chegou ao nível mais acima.”


MEMÓRIA

Hamilton recorda passagens engraçadas que viveu com o pai de Willian, Severino, no alambrado da quadra do Ribeirão Pires FC. “Às vezes ele atrapalhava mais do que ajudava. Imagina uma criança de 7, 8 anos. O treinador chega e fala: ‘Você pegou a bola, tem momentos que vai ter de ser individualista, mas toca’. E quando ele tocava e os companheiros perdiam, o pai na beira da quadra falava para não passar, para ir para cima e chutar. Quantas vezes depois do jogo chegava nele e falava: ‘Pô, Severino, assim você me quebra. Tô falando que tem lance que tem de tocar e quando ele toca você briga com ele que não pode, futebol é coletivo’. Ele pedia desculpa, mas no próximo jogo fazia a mesma coisa”, relembra, com bom humor.
 



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