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PIB do Grande ABC cresce 5,4% em 2017

Índice é impulsionado pelo nível de emprego e investimentos anunciados pelas montadoras


Flavia Kurotori
especial para o Diário

21/06/2018 | 07:29


O PIB (Produto Interno Bruto) – indicador que demonstra a geração de riquezas – do Grande ABC encerrou 2017 com crescimento de 5,4%, conforme projeção do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, divulgada ontem no 17º Boletim EconomiABC. Considerando o último dado oficial divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente a 2015, a economia da região gerou R$ 123,73 bilhões no ano passado. A pesquisa também aponta crescimento de 4,9% em 2016.

Segundo Sandro Maskio, coordenador do estudo, a expectativa é baseada na atividade econômica das sete cidades no período, a exemplo do nível de emprego. Ainda que negativo, o saldo de 2.791 trabalhadores no ano foi o melhor desde 2014, quando foram eliminados 14.369 postos. Para se ter ideia, em 2015 foi registrado o pior resultado, com extinção de 43.614 vagas de emprego formal, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Não à toa, em 2014, o PIB regional retraiu 6% e, no ano seguinte, 15,48%, impactado pela crise cambial na Argentina, um dos principais parceiros comerciais da região.

Ao mesmo tempo, 2017 contou com o maior volume de investimentos confirmados em cinco anos, totalizando US$ 5,03 bilhões, sendo 90% atrelados ao setor automotivo. Vale lembrar que montadoras como Scania e Volkswagen, em São Bernardo, anunciaram aportes até 2020. Na primeira, o investimento será de R$ 2,6 bilhões em centro de pesquisa e desenvolvimento, além da modernização da industria. Na alemã, mesmo valor será destinado à modernização da planta à e produção de três novos veículos.

“Mesmo que tenhamos crescimento, estamos muito longe do que já produzimos no período pré-crise, a quantidade é muito menor do que (produzíamos) entre 2010 e 2013”, pondera Maskio. “No entanto, se continuarmos neste trajeto de crescimento, a tendência é que até 2020 tenhamos a retomada efetiva da atividade industrial”, completa. É importante destacar que caso a projeção se confirme, o acréscimo na economia no Grande ABC – que hoje é a quarta maior do País – será maior do que o nacional, de 1%, anunciado em março pelo IBGE. 



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PIB do Grande ABC cresce 5,4% em 2017

Índice é impulsionado pelo nível de emprego e investimentos anunciados pelas montadoras

Flavia Kurotori
especial para o Diário

21/06/2018 | 07:29


O PIB (Produto Interno Bruto) – indicador que demonstra a geração de riquezas – do Grande ABC encerrou 2017 com crescimento de 5,4%, conforme projeção do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, divulgada ontem no 17º Boletim EconomiABC. Considerando o último dado oficial divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente a 2015, a economia da região gerou R$ 123,73 bilhões no ano passado. A pesquisa também aponta crescimento de 4,9% em 2016.

Segundo Sandro Maskio, coordenador do estudo, a expectativa é baseada na atividade econômica das sete cidades no período, a exemplo do nível de emprego. Ainda que negativo, o saldo de 2.791 trabalhadores no ano foi o melhor desde 2014, quando foram eliminados 14.369 postos. Para se ter ideia, em 2015 foi registrado o pior resultado, com extinção de 43.614 vagas de emprego formal, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Não à toa, em 2014, o PIB regional retraiu 6% e, no ano seguinte, 15,48%, impactado pela crise cambial na Argentina, um dos principais parceiros comerciais da região.

Ao mesmo tempo, 2017 contou com o maior volume de investimentos confirmados em cinco anos, totalizando US$ 5,03 bilhões, sendo 90% atrelados ao setor automotivo. Vale lembrar que montadoras como Scania e Volkswagen, em São Bernardo, anunciaram aportes até 2020. Na primeira, o investimento será de R$ 2,6 bilhões em centro de pesquisa e desenvolvimento, além da modernização da industria. Na alemã, mesmo valor será destinado à modernização da planta à e produção de três novos veículos.

“Mesmo que tenhamos crescimento, estamos muito longe do que já produzimos no período pré-crise, a quantidade é muito menor do que (produzíamos) entre 2010 e 2013”, pondera Maskio. “No entanto, se continuarmos neste trajeto de crescimento, a tendência é que até 2020 tenhamos a retomada efetiva da atividade industrial”, completa. É importante destacar que caso a projeção se confirme, o acréscimo na economia no Grande ABC – que hoje é a quarta maior do País – será maior do que o nacional, de 1%, anunciado em março pelo IBGE. 

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