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Mortes no trânsito aumentam pelo 3º mês seguido na região

EBC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo com ações de conscientização do Maio Amarelo, municípios registraram 21 óbitos no mês passado


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

20/06/2018 | 07:00


 Pelo terceiro mês consecutivo, municípios do Grande ABC registram alta no número de mortes no trânsito. Em maio, mês em que se concentram campanhas de conscientização voltadas aos agentes envolvidos no sistema viário urbano, foram contabilizados 21 óbitos. Além de o número ser igual ao registrado no mesmo período do ano passado, é 61% superior ao observado em abril, quando a região teve 13 vítimas fatais. O cenário, conforme especialistas, indica que as ações voltadas ao tema precisam ser repensadas, já que não têm surtido o efeito esperado.

A informação consta em levantamento divulgado mensalmente pelo Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), ferramenta do governo estadual responsável pela compilação dos dados das ocorrências.

Segundo especialistas, o resultado, atinge patamar alarmante. A explicação tem como base a projeção para queda no número de mortes no trânsito no mês denominado Maio Amarelo. “Na prática, o que se esperava era uma redução do volume de mortes, tendo em vista as ações de segurança viária colocadas em prática pelas prefeituras e Estado. Mas, com a estagnação do índice, o que se pode afirmar é que as ações se desgastaram e que talvez as políticas públicas que estão sendo aplicadas devem ser revistas”, afirma Newton Oliveira, especialista em Segurança Pública do Mackenzie Rio.

O problema, segundo o engenheiro de tráfego Horácio Figueira, é reflexo de mecanismo viciado adotado pelos municípios. “As campanhas voltadas à segurança de trânsito não diferem muito. Algumas sequer conseguem transmitir a mensagem proposta”, explica.

Na análise do especialista, a falha é ainda maior tendo em vista que municípios do Grande ABC sequer conseguiram diminuir os indicadores no período afetado pela greve dos caminhoneiros, que resultou no bloqueio de rodovias de todo o País e falta de combustível. “Foram dez dias em que as pessoas evitaram usar os veículos. Além disso, tinha o Maio Amarelo. Se nenhum desses fatores contribuiu para a queda de óbitos, a situação é crítica. Algo precisa ser revisto”, enfatiza Figueira.

Durante o Maio Amarelo, municípios do Grande ABC chegaram a distribuir em vias públicas informativos com orientação de condutas a serem tomadas no sistema viário. Dentre elas: atenção à sinalização de trânsito, travessia segura, dentro outros. A ação, porém, se limitou ao mês passado. “É preciso colocar campanhas diárias de conscientização na rua e utilizar da base de dados para entender quais são os pontos críticos. Não basta fazer isso um único mês e achar que está tudo resolvido”, avalia o engenheiro de tráfego.

Em nota, o governo do Estado, por meio do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, destacou “contar com um trabalho integrado entre todos os atores de trânsito de cada cidade para controle e fiscalização com base nos pontos críticos e, principalmente, trabalho constante de conscientização dos cidadãos”.

Atualmente, quatro municípios da região (Santo André, São Bernardo, Mauá e Ribeirão Pires) possuem convênio com o movimento para custeio de ações voltadas à segurança no trânsito.

 

PERFIL

Segundo a base de dados do Infosiga, São Bernardo liderou o ranking de ocorrências em maio, com nove vítimas fatais. Na sequência aparecem Diadema (cinco), Santo André (quatro) e São Caetano, Mauá, Ribeirão Pires (todos com um óbito cada). Pedestres mais uma vez foram as principais vítimas na região, com 13 óbitos em acidentes de trânsito (veja gráfico acima).

A análise das ocorrências mostra ainda que os acidentes, em sua maioria, ocorrem no período noturno (entre 18h e 24h). No mês passado, dez ocorrências foram observadas neste intervalo de tempo. Das vítimas fatais, 18 eram homens, o que representa 85,7% dos óbitos.

De forma geral, o Estado reduziu, no mês passado, em 14% o volume de vítimas fatais na comparação ao mesmo período de 2017 – passou de 518 para 445.



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