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Rapper diademense, MC Toddy foi consagrada campeã de concurso de batalhas de rimas


Daniela Pegoraro

18/06/2018 | 07:00


 Moradora de Diadema desde que nasceu, MC Toddy enfrenta as batalhas do dia a dia armada com rimas e poesia. Com apenas 18 anos, no começo do mês foi consagrada campeã do concurso Red Bull Music Francamente, no Centro de São Paulo, ao derrotar outros 15 participantes durante batalhas de rimas. Ela foi escolhida por júri formado por Max B.O., Mamuti e Douglas Din, nomes reconhecidos na cena do hip hop nacional. “Foi um nervosismo sem tamanho, tinha muita gente que é referência para mim”, relembra, em entrevista ao Diário.

Winnie Noely Luiz sempre teve influências artísticas em sua vida: a avó, cantora de samba, a mãe, dançarina e, para completar, o irmão, que integrava um grupo de pagode. Ela mesma diz que sua aptidão com certeza veio de família, mas sua paixão seguiu para um ritmo diferente: o rap.

Só pelo seu quarto dá para se ter ideia de suas influências e, consequentemente, de quem MC Toddy realmente é. Por cima das paredes pintadas de verde, vermelho e amarelo, nas cores do reggae, estão colados desenhos, escritas e cartazes impressos dos ativistas negros Martin Luther King e Angela Davis. “Gosto de cantar sobre o que sinto, mas sempre falam que minhas letras são politizadas. Existe uma ideia de que quem vem de classe ‘mais baixa’ não deve ter acesso à política e às questões sociais, mas isso precisa ser diferente”, conta a rapper. Para além dos ícones históricos, a artista revela que sua maior inspiração é sua avó. “Foi ela quem me incentivou no mundo artístico. Fiz muita coisa antes, já toquei violão, joguei futebol, mas foi no rap que eu me encontrei.”

Apesar de ouvir o ritmo desde criança, foi com 15 anos que descobriu sua vocação. “Aconteceu durante passeio com amigos. De repente, já estava participando da Batalha da Central, em Diadema”, relembra. Inclusive, foi naquele dia em que começou a ser chamada de MC Toddy. “Sempre fui muito tímida, então não queria dizer meu nome de verdade. Tinha um piercing no nariz e diziam que parecia a vaquinha do Toddy. Desde então, o nome pegou.”

Quanto ao futuro, pretende seguir carreira musical no hip hop. Mas, embora sonhe alto, mantém, ao menos, um dos pés no chão. “Sei que o rap pode ou não encher barriga. Por isso ainda pretendo cursar uma faculdade de Psicologia. Acho que não tem nada mais impressionante e assustador do que a mente humana”, comenta, enfatizando que mesmo estudando, seu trabalho com a música não será deixado de lado. Inclusive, hoje a artista dá aulas de ritmo e poesia na Casa do Hip Hop, em Diadema. “O Grande ABC, em geral, tem muito espaço para o rapper, mas alguns estão vazios. Basta a gente ter mais esforço e também vontade de ocupar esses lugares”, diz.



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