Fechar
Publicidade

Sábado, 25 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Lauro manobra para reajustar próprio salário

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de Diadema tenta convencer vereadores a aplicar aumento dado ao funcionalismo à classe política


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

15/06/2018 | 07:00


O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), tentou inserir, na esteira da votação do reajuste aos salários dos servidores, aumento aos vencimentos dele mesmo, do vice, Márcio da Farmácia (Podemos), e dos secretários municipais. O objetivo era aplicar os 7,02% concedidos ao funcionalismo para a classe política, em impacto de R$ 212,7 mil ao ano aos cofres públicos.

Atualmente, o chefe do Executivo recebe R$ 20.853,83, o vice tem direito a R$ 10.426,92 e os titulares das 21 Pastas (incluindo as autarquias), R$ 10.533,25. A aplicação do percentual indica que Lauro passaria a ganhar R$ 22.317,77, enquanto Márcio obteria R$ 11.158,88 e os secretários, R$ 11.272,68.

A ideia foi levada ontem aos vereadores momentos antes da sessão. Projeto de lei chegou a ser desenhado, conforme relatos de alguns parlamentares ouvidos pelo Diário, mas o objetivo do governo era uma votação unânime, para evitar uso político de quem fosse contrário à majoração nos subsídios dos agentes políticos. O consenso, entretanto, não vingou.

Articuladores do Paço argumentaram que a alta nos vencimentos do prefeito tem como efeito prático valorizar categorias de profissionais que, na visão da Prefeitura, estão com salários defasados – como médicos e procuradores – por conta do teto salarial. Pela LOM (Lei Orgânica do Município), ninguém do Executivo pode ganhar mais que o prefeito. A mesma LOM permite que os contracheques dos agentes políticos sejam acrescidos no mesmo índice concedido ao funcionalismo.

Segundo o Diário apurou, a gestão Lauro dispunha de votos necessários para aprovação do reajuste no vácuo da análise do aumento salarial aos servidores, ajustado com o Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) no fim de maio – o percentual será dado em duas parcelas. Entretanto, alguns parlamentares da base mostraram insegurança com repercussão negativa e não deram certeza do voto no plenário.

“É uma contradição muito grande. Quando foi discutida a possibilidade de reajuste para os servidores, ouvimos do governo argumentos da dificuldade financeira do município. Não ouvi nenhum argumento neste sentido quando foi proposto reajustar o subsídio do prefeito, do vice e dos secretários”, disparou o vereador Josa Queiroz (PT), dizendo que a bancada do PT se mostrou contrária à medida. “Outro ponto que é engraçado é que o prefeito, na campanha de 2016, se gabou de não aplicar o reajuste aos comissionados. Será que a visão do prefeito muda conforme os processos eleitorais?”

O assunto, porém, continuará no Legislativo. Isso porque governo e base de sustentação negociam a possibilidade de votação de pacote de reajuste, incluindo os salários do prefeito, do vice, de secretário e dos vereadores. Atualmente, cada parlamentar ganha R$ 7.989,42 e a aplicação de majoração de 7,02% elevará os ganhos para R$ 8.550,28. O impacto na alta dos subsídios dos 21 vereadores será de R$ 141.336,04 ao ano. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Lauro manobra para reajustar próprio salário

Prefeito de Diadema tenta convencer vereadores a aplicar aumento dado ao funcionalismo à classe política

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

15/06/2018 | 07:00


O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), tentou inserir, na esteira da votação do reajuste aos salários dos servidores, aumento aos vencimentos dele mesmo, do vice, Márcio da Farmácia (Podemos), e dos secretários municipais. O objetivo era aplicar os 7,02% concedidos ao funcionalismo para a classe política, em impacto de R$ 212,7 mil ao ano aos cofres públicos.

Atualmente, o chefe do Executivo recebe R$ 20.853,83, o vice tem direito a R$ 10.426,92 e os titulares das 21 Pastas (incluindo as autarquias), R$ 10.533,25. A aplicação do percentual indica que Lauro passaria a ganhar R$ 22.317,77, enquanto Márcio obteria R$ 11.158,88 e os secretários, R$ 11.272,68.

A ideia foi levada ontem aos vereadores momentos antes da sessão. Projeto de lei chegou a ser desenhado, conforme relatos de alguns parlamentares ouvidos pelo Diário, mas o objetivo do governo era uma votação unânime, para evitar uso político de quem fosse contrário à majoração nos subsídios dos agentes políticos. O consenso, entretanto, não vingou.

Articuladores do Paço argumentaram que a alta nos vencimentos do prefeito tem como efeito prático valorizar categorias de profissionais que, na visão da Prefeitura, estão com salários defasados – como médicos e procuradores – por conta do teto salarial. Pela LOM (Lei Orgânica do Município), ninguém do Executivo pode ganhar mais que o prefeito. A mesma LOM permite que os contracheques dos agentes políticos sejam acrescidos no mesmo índice concedido ao funcionalismo.

Segundo o Diário apurou, a gestão Lauro dispunha de votos necessários para aprovação do reajuste no vácuo da análise do aumento salarial aos servidores, ajustado com o Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema) no fim de maio – o percentual será dado em duas parcelas. Entretanto, alguns parlamentares da base mostraram insegurança com repercussão negativa e não deram certeza do voto no plenário.

“É uma contradição muito grande. Quando foi discutida a possibilidade de reajuste para os servidores, ouvimos do governo argumentos da dificuldade financeira do município. Não ouvi nenhum argumento neste sentido quando foi proposto reajustar o subsídio do prefeito, do vice e dos secretários”, disparou o vereador Josa Queiroz (PT), dizendo que a bancada do PT se mostrou contrária à medida. “Outro ponto que é engraçado é que o prefeito, na campanha de 2016, se gabou de não aplicar o reajuste aos comissionados. Será que a visão do prefeito muda conforme os processos eleitorais?”

O assunto, porém, continuará no Legislativo. Isso porque governo e base de sustentação negociam a possibilidade de votação de pacote de reajuste, incluindo os salários do prefeito, do vice, de secretário e dos vereadores. Atualmente, cada parlamentar ganha R$ 7.989,42 e a aplicação de majoração de 7,02% elevará os ganhos para R$ 8.550,28. O impacto na alta dos subsídios dos 21 vereadores será de R$ 141.336,04 ao ano. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;