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Estádios russos são os mais caros da história: R$ 14,9 bilhões

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País construiu oito e reformou quatro praças esportivas para disputa da Copa do Mundo


Dérek Bittencourt

13/06/2018 | 07:00


Realizada no maior país do planeta – territorialmente falando –, a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, será mais regionalizada se comparada ao Mundial de quatro anos atrás, em 2014, no Brasil, quando todas as regiões foram contempladas com sedes de jogos e treinos. São mais de 17 milhões de quilômetros quadrados que vão do Leste Europeu e acompanham toda a extensão da Ásia.

Assim, os organizadores da competição futebolística decidiram manter certa proximidade entre as 11 cidades que receberão os eventos em 12 estádios, evitando grandes deslocamentos e concentrando-as na parte Oeste do país, incluindo Kaliningrado, província que fica fora do território russo, entre Polônia e Lituânia, mas pertence à Rússia e, também, por sua representatividade (leia mais ao lado), recebeu uma das sedes.

A capital russa, Moscou, foi a única cidade contemplada com duas praças esportivas e, além da partida de abertura (amanhã, entre Rússia e Arábia Saudita, às 12h), será palco da final, dia 15 de julho – ambas no Estádio Lujniki.

Os 12 estádios ou foram construídos (quatro deles) ou reformados (os outros oito, sendo o mais antigo o de Ecaterimburgo, fundado em 1956), o que gerou o maior gasto da história das Copas: R$ 14,979 bilhões, o que representa 40% dos custos totais – segundo dados do COL (Comitê Organizador Local). Da porcentagem restante, cerca de 50% foram investidos em infraestrutura de transporte, ou seja, ficarão como legado para os russos.

Só o Estádio São Petersburgo, com capacidade para 67 mil pessoas, por exemplo, despendeu R$ 2,3 bilhões. Em comparação, o Mundial no Brasil, em números atuais, gastou R$ 11,2 bilhões com praças esportivas (sendo o Mané Garrincha, em Brasília, o mais caro: R$ 1,4 bilhão), ou seja, pouco mais de 33% do total investido no País para o campeonato.<EM>

PRIVILEGIADOS

Na distribuição de partidas, algumas das praças esportivas acabaram privilegiadas. O grandioso Estádio Lujniki – que pode receber até 80 mil espectadores –, em Moscou, sediará sete confrontos, mesmo número do Estádio São Petesburgo. Por outro lado, quatro dos equipamentos só receberão quatro confrontos, todos eles da primeira fase: Arena Ecaterimburgo, Estádio Kaliningrado, Estádio de Saransk e Arena Volgogrado. Coincidentemente ou não, são as praças com menores capacidades de público.


Moscou é a queridinha no país-continental da diversidade

Maior cidade da Rússia, segunda mais populosa da Europa – 12 milhões, atrás apenas de Istambul, na Turquia, representando quase 10% do país –, Moscou é a queridinha da Copa do Mundo. Por lá, serão realizados 12 dos 64 jogos, mas quem for ao Mundial terá muito mais do que futebol à disposição. Afinal, o local é sinônimo de história, sendo fundamental centro político, econômico, cultural, científico, religioso, financeiro e educacional, com pontos turísticos reconhecidos mundialmente, como a Praça Vermelha e o Kremlin.

Já São Petersburgo tem o rótulo de capital ocidental da Rússia. Seu centro é considerado patrimônio cultural da Unesco. E por seus 50 canais, 100 ilhas e 800 pontes é chamada de Veneza do Norte e venceu, em 2017, o prêmio de melhor destino turístico da Europa.

Sendo um país de representatividade historicamente militar e bélica, a Rússia tem diversas localidades com passado de guerra. Volgogrado, por exemplo, foi palco do maior combate terrestre da história – a batalha de Stalingrado –, durante a Segunda Guerra Mundial, durou 200 dias e teve a morte de 2 milhões de pessoas, quando o exército russo derrotou o alemão e mudou o rumo da história no século 20. Em memória, lá fora construída a estátua da Mãe-Pátria, uma das maiores do mundo, com 85 metros.

A Rússia das diversidades ainda conta com o calor da cidade-resort Sochi, as indústrias de Kazan, a cultura de Ecaterimburgo, as histórias de Kaliningrado e a tradição aerospacial de Samara, entre muitos outros lugares.


Turistas devem gastar R$ 1,6 bi no Mundial

Se a Rússia investiu R$ 14,9 bilhões apenas em estádios, uma parte disso retornará em forma de turismo. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Econômico do país, é estimado que mais de 10% voltem aos cofres soviéticos a partir dos visitantes que assistirão à Copa do Mundo.

“De acordo com nossas estimativas, os estrangeiros gastarão mais de 100 bilhões de rublos (R$ 1,6 bilhão)”, declarou o ministro Maxim Oreshkin, ao jornal Sovetsky Sport. A expectativa da Associação dos Operadores de Turismo da Rússia é a de que 400 mil pessoas visitem o país durante o evento.

O ministro ainda acredita que os investimentos feitos pelos russos em outras estruturas serão benéficos de diversas maneiras. “Com a construção de hotéis modernos, aeroportos, estradas, a atividade da população nos centros regionais aumentará. As cidades vão se transformar também”, pontuou Maxim Oreshkin. 



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