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Pastor acusado de estuprar e queimar crianças, já viveu em Santo André

Daniel Tossato/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Daniel Tossato
Do Diário OnLine

12/06/2018 | 16:14


Preso desde abril condenado por agredir, estuprar e queimar ainda vivos o filho Joaquim Alves, de 3 anos, e o enteado Kauã Salles, 6, o pastor George Alves, 36, viveu por um período em uma tranquila rua do Jardim Ana Maria, em Santo André. Ali, ele manteve família e atuou como cabeleireiro entre 2011 e 2014.
 
Georgeval Alves Gonçalves, verdadeiro nome do pastor, mudou-se para Linhares no Espírito Santo também em 2014, após conhecer Juliana Salles, em São Paulo, mãe das crianças que foram assassinadas. Por lá, passou a exercer a posição de pastor em uma igreja local. Quando tudo parecia caminhar de maneira calma, no dia 21 de abril, ele estava sozinho em casa e, de acordo com depoimento, presenciou um incêndio que atingiu somente o quarto onde estavam os meninos. As investigações ainda continuam, e o acusado pode ser condenado por duplo homicídio qualificado e duplo estupro de vulneráveis, com penas que podem alcançar 126 anos de reclusão.
 
Em três ocasiões o Diário esteve na Rua Adriana Prieto, onde Gonçalves morou na região, mas tanto a ex-mulher quanto os vizinhos ainda vivem assustados com a história e pouco querem falar sobre a convivência que tiveram com o pastor.
 
“Minha vida está de pernas para o ar. Eu nem tenho mais nenhuma ligação com ele”, despistou a ex-mulher Priscila, que ainda vive com o filho, fruto do relacionamento com Gonçalves, na mesma casa onde o pastor mantinha um salão de cabeleireiro em 2011. Visivelmente chocada, a mulher disse não entender o que pode ter acontecido. “Qualquer ser humano ficaria estarrecido com o crime que foi cometido”, disse ela rapidamente entrando num carro e partindo.
 
Ainda é possível ver na fachada do salão de beleza, mesmo que mal apagado, o nome de Gonçalves, acusado de ser o autor do crime bárbaro. 
 
Mesmo sem compreender o que levou Gonçalves a ser acusado de ter praticado tal barbárie, os vizinhos não levantam qualquer suspeita sobre o homem que viveu e trabalhou por ali. Em consideração a ex-mulher do cabelereiro e pastor, muitos dos vizinhos falaram, mas não quiseram se identificar. “O crime cometido pelos Nardoni – em referência ao casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, acusados de jogar a menina Isabella Nardoni, de 5 anos, do sexto andar de um edifício em março de 2008 – é muito pequeno em comparação ao que ele (Gonçalves) pode ter feito”, disse um dos vizinhos.
 
“Aqui em casa está todo mundo sem entender. Minha filha frequentava bastante o salão de beleza do George. Muito triste o que aconteceu. Eu acho que ele teve algum problema mental”, supôs uma aposentada que mora na rua há 30 anos. “Foi estranho porque ele fechou o salão, separou da mulher e se mudou.”
 
Já outro vizinho disse que sua família ficou espantada com a notícia. “Nunca se sabe quem mora na porta ao lado. Ele era um rapaz muito bem visto aqui nas redondezas. Não posso imaginar que seria capaz de cometer um crime tão grave quanto este”, concluiu.
 
‘Choque’ seria a palavra correta para descrever o sentimento dos moradores da Rua Adriana Prieto. Em um primeiro momento não querem acreditar que o cabeleireiro, que atuava ali e atendia a maioria das mulheres da rua, fosse capaz de cometer um crime tão cruel. Fato é que Georgeval Alves Gonçalves está preso temporariamente desde o dia 28 de abril, quando a polícia detectou que o pastor teria mudado o local do crime e entrado em contato com testemunhas. No dia 23 de maio, a Justiça decidiu prorrogar a prisão por mais 30 dias. 



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