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Número de PMs na região é 11,2% menor

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Polícia Militar precisa de 392 agentes a mais; fato foi admitido por comandante geral do Estado


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

08/06/2018 | 07:00


 O comandante geral da Polícia Militar do Estado, coronel Marcelo Vieira Salles, admitiu que o número previsto para o policiamento no Grande ABC tem 11,2% de postos vagos – no Estado, a média é de 13%. A declaração foi dada ontem, durante a solenidade que oficializou ao coronel Ronaldo Gonçalves Faro, 51 anos, o comando da Polícia Militar na região. Atualmente, para o trabalho de Segurança nas sete cidades, a corporação conta com 3.500 policiais, faltando mais 392 agentes para atingir o percentual considerado ideal. O Diário apontou o deficit em reportagens nos últimos meses.

“Não estamos satisfeitos, mas a previsão é, em novembro, com a formatura de novos soldados, poder acionar nossa relação de prioridades de transferência e diminuir esses claros, porque nós sabemos da pujança e importância que tem o Grande ABC para o Estado”, disse.

De acordo com ele, 1.900 policiais serão formados daqui cinco meses e, no mesmo período, mais 2.400 terão a formação iniciada, para atender ao Estado. “A PM tem os policiais que se aposentam, os que eventualmente são demitidos, aqueles que pedem para sair para seguir outras carreiras e nos impõe essa formação de grandes turmas, cujo escopo é tentar suprir essa necessidade.”

Para o coronel Paulo Henrique Fontoura Faria, que transmitiu o cargo a Faro, após pouco mais de um ano na função, “o efetivo foi suficiente, porque a PM trabalha com sistemas inteligentes”. “Mapeamos áreas de maior incidência criminal e concentramos os policiais nos locais, horários e dias mais necessitados e, com isso, racionalizamos os meios”, salientou.

Para reduzir os índices criminais, o novo comandante da PM na região, coronel Faro, disse que continuará com as variadas operações já realizadas. Ontem, por exemplo, foi deflagrada, nos sete municípios, a Operação Força Regional ABC, com foco no combate ao roubo de carga e roubo e furto de veículos/outros. “Estamos indo em um caminho bom e acho que isso vai prosseguir daqui para frente”, disse.

Redução dos indicadores de homicídios, combate ao tráfico e intensificação do policiamento em áreas identificadas como focos desse tipo de crime são as principais ações a serem executadas. “A gente pede que a comunidade nos ajude, passando informações, porque a população sabe o que acontece próximo dela. Então, precisa também nos ajudar nesse sentido”, concluiu Faro.  

 

‘Último recurso a se usar é a arma de fogo’

Com o alto índice de letalidade durante ação policial registrado na região, o novo comandante da Polícia Militar do Grande ABC, coronel Ronaldo Gonçalves Faro, argumentou que a situação é reativa à ação do criminoso. Reportagem publicada pelo Diário em 28 de maio mostrou que um terço do total de assassinatos registrados nas sete cidades, em 2017, foi causado por policiais. Foram 301 assassinatos no ano passado, sendo 201 oriundos de homicídio doloso (quando há intenção de matar) e oito com caráter culposo (quando não há). Além disso, 92 pessoas perderam a vida durante 82 registros de ação policial no Grande ABC em 2017.

“O que tivemos no ano passado foram 47 confrontos, onde o marginal reagiu à ação da polícia e a polícia revidou. As demais mortes que ocorreram em relação ao policial, o policial era vítima de roubo”, disse Faro. “Fazemos todo um trabalho interno de orientação de o último recurso a ser usado sempre ser a arma de fogo. Temos que usar outras técnicas para combater o crime. Agora tem que deixar bem claro isso: o marginal não pode enfrentar a polícia. A polícia nunca procura o confronto, quem procura sempre é o marginal”, completou.

O comandante destacou ainda que as mortes por intervenção policial são pautadas em cursos e reuniões, e que cada ocorrência do tipo é analisada, para verificar se o procedimento utilizado foi o melhor. “Além do que, toda a ação da polícia vai ser julgada pelo Poder Judiciário”, finalizou.

 

O comandante geral da Polícia Militar do Estado, coronel Marcelo Vieira Salles, enfatizou que é preocupação “dar a melhor instrução para a tropa”. “Uma ação é as viaturas serem comandadas por sargento, em uma ocorrência grave. Essa atuação conjunta também é fator dissuasório para o enfrentamento do infrator da lei com relação à policia. Temos o maior interesse que os indicadores de letalidade baixem, porque não há de se celebrar morte.”



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