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Zuzinha acredita que haverá tucano que vai votar em Márcio França para o governo de São Paulo

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Filho de Mario Covas deixou o PSDB por atrito com Doria: ‘Não sabe ouvir’


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/06/2018 | 07:00


Recém-filiado ao Podemos após três décadas no PSDB, o vereador paulistano Mario Covas Neto, o Zuzinha, acredita que haverá parte considerável do tucanato que vai votar no governador Márcio França (PSB), pré-candidato à reeleição, mas que não falará isso publicamente com receio de represálias do pré-candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-prefeito da Capital João Doria.

Em visita ao Diário, Zuzinha criticou o modo de fazer política de Doria e que França, durante o pleito, não adotará tom de oposição ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), pré-presidenciável tucano, o que facilitará o processo de absorção de apoios de simpatizantes de Alckmin.

“O Márcio já demonstrou ter mais fidelidade ao Geraldo do que o Doria. Tanto que o Doria sempre é cotado para ser candidato a presidente no lugar do Geraldo. Por isso acho que terá gente que vai fingir apoio ao Doria, mas que, na verdade, quer a reeleição do Márcio”, disse.

Zuzinha cumpriu agenda política no Grande ABC na manhã e tarde de ontem. Em São Bernardo, parou em uma padaria junto com o vereador Eliezer Mendes (Podemos). Em Santo André, se reuniu com o ex-prefeito Aidan Ravin (Podemos).

Filho do ex-governador Mario Covas (morto em 2001), Zuzinha declarou que a gota d’água para saída dele do PSDB foi a destituição da comissão de Justiça da Câmara de São Paulo, mas que a relação com Doria já vinha aumentando seu desejo de deixar o tucanato. “Hoje o PSDB é um partido de donos e o João se comporta como um deles. Você vê a diferença de tratamento agora com o Bruno (Covas, PSDB, sobrinho de Zuzinha) como prefeito. O Bruno gosta de ouvir. O João, só de falar”, disparou.

Pré-candidato ao Senado, o vereador da Capital vê cenário favorável para surgimento de novidade nesta disputa. “Vejo que minha candidatura está no mesmo tamanho das demais. E como são duas vagas, estou me permitindo sonhar”. Ele deve enfrentar Eduardo Suplicy (PT), Jilmar Tatto (PT), Marta Suplicy (MDB) e, quem sabe, o apresentador de TV José Luiz Datena (DEM). “Embora ache que o Datena não será candidato”, frisou. “E se o PSDB não tiver candidato próprio ao Senado, vai me favorecer.”

“Quero ser senador para ajudar São Paulo, brigar pelo meu Estado, e não por uma cor partidária ou projeto político. Foi o que vimos com os governos do PT. E já deixo o compromisso: se eu for eleito e o Doria também, vou ajudá-lo, pois estarei ajudando meu Estado”, discorreu Zuzinha, que projetou eleição de cinco deputados federais e cinco estaduais em São Paulo no Podemos. 



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Zuzinha acredita que haverá tucano que vai votar em Márcio França para o governo de São Paulo

Filho de Mario Covas deixou o PSDB por atrito com Doria: ‘Não sabe ouvir’

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/06/2018 | 07:00


Recém-filiado ao Podemos após três décadas no PSDB, o vereador paulistano Mario Covas Neto, o Zuzinha, acredita que haverá parte considerável do tucanato que vai votar no governador Márcio França (PSB), pré-candidato à reeleição, mas que não falará isso publicamente com receio de represálias do pré-candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-prefeito da Capital João Doria.

Em visita ao Diário, Zuzinha criticou o modo de fazer política de Doria e que França, durante o pleito, não adotará tom de oposição ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), pré-presidenciável tucano, o que facilitará o processo de absorção de apoios de simpatizantes de Alckmin.

“O Márcio já demonstrou ter mais fidelidade ao Geraldo do que o Doria. Tanto que o Doria sempre é cotado para ser candidato a presidente no lugar do Geraldo. Por isso acho que terá gente que vai fingir apoio ao Doria, mas que, na verdade, quer a reeleição do Márcio”, disse.

Zuzinha cumpriu agenda política no Grande ABC na manhã e tarde de ontem. Em São Bernardo, parou em uma padaria junto com o vereador Eliezer Mendes (Podemos). Em Santo André, se reuniu com o ex-prefeito Aidan Ravin (Podemos).

Filho do ex-governador Mario Covas (morto em 2001), Zuzinha declarou que a gota d’água para saída dele do PSDB foi a destituição da comissão de Justiça da Câmara de São Paulo, mas que a relação com Doria já vinha aumentando seu desejo de deixar o tucanato. “Hoje o PSDB é um partido de donos e o João se comporta como um deles. Você vê a diferença de tratamento agora com o Bruno (Covas, PSDB, sobrinho de Zuzinha) como prefeito. O Bruno gosta de ouvir. O João, só de falar”, disparou.

Pré-candidato ao Senado, o vereador da Capital vê cenário favorável para surgimento de novidade nesta disputa. “Vejo que minha candidatura está no mesmo tamanho das demais. E como são duas vagas, estou me permitindo sonhar”. Ele deve enfrentar Eduardo Suplicy (PT), Jilmar Tatto (PT), Marta Suplicy (MDB) e, quem sabe, o apresentador de TV José Luiz Datena (DEM). “Embora ache que o Datena não será candidato”, frisou. “E se o PSDB não tiver candidato próprio ao Senado, vai me favorecer.”

“Quero ser senador para ajudar São Paulo, brigar pelo meu Estado, e não por uma cor partidária ou projeto político. Foi o que vimos com os governos do PT. E já deixo o compromisso: se eu for eleito e o Doria também, vou ajudá-lo, pois estarei ajudando meu Estado”, discorreu Zuzinha, que projetou eleição de cinco deputados federais e cinco estaduais em São Paulo no Podemos. 

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