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Prainha do Riacho sente reflexos da falta de combustível

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Feriado prolongado de Corpus Crhisti não atraiu banhistas ao famoso ponto turístico de São Bernardo; comerciantes lamentam cenário


Bia Moço
Especial para o Diário

02/06/2018 | 07:00


 Um dos principais pontos turísticos do Grande ABC, a Prainha do Riacho Grande, em São Bernardo, sofre reflexo da falta de combustível em meio a feriado prolongado. Diferentemente do esperado pelos comerciantes, o período de folga não atraiu os banhistas.

Em visita ao local ontem, a equipe do Diário observou que durante a manhã não havia movimento na área. Comércios, restaurantes e bares estavam vazios. Mais tarde, por volta das 13h, algumas famílias almoçavam à beira da represa, no entanto, o local não somava 100 pessoas presentes.

O Bar Farol da Barra, em frente à entrada da represa, costuma encher, inclusive no fim de semana, mas no feriado não tinha ninguém. Para o garçom do local, Rafael Sales, 27 anos, o movimento caiu depois que passou o Carnaval. Para surpresa dos comerciantes, a frequência foi muito mais fraca do que o esperado durante o feriadão. “Tanto ontem (quinta-feira) como hoje (ontem) não tinha quase ninguém por aqui. Acredito que, além da crise financeira, a população esteja receosa com essa questão da gasolina. Evitam gastar para que, caso haja outra paralisação, não fiquem sem combustível.”

Na Prainha, local que costuma estar lotado de banhistas, o silêncio tomava conta. Por volta das 13h30 havia uma pessoa dentro da água em moto náutica e duas crianças brincando. Embora haja uma placa da Prefeitura avisando que a água está imprópria para uso, a mãe de Thayná, 9, disse que visualmente estava tudo muito limpo. Para a diarista Shirley Matos dos Santos, 33, a represa é a única opção de lazer para gastar energia da filha. “Moro em Ribeirão Pires. Não há muito onde levar a Thayná para brincar. Como a situação financeira e combustível estão difíceis,viemos de ônibus.”

Já Gesi Eretiano, 55, veio do Rio Grande do Norte visitar familiares em Guarulhos. O plano inicial era passar o feriado no Guarujá, no Litoral, mas por medo de ficarem sem gasolina, optaram por passear na Prainha do Riacho. “Queria nadar, mas a água está imprópria para banho. O que nos restou foi fazer uma espécie de piquenique e aproveitar este sossego que está aqui.”

Wilson Galdino de Oliveira, 28, e o restante da família lamentam a situação de greve, mas destacam aproveitar o momento. “Esticamos a toalha, trouxemos prato, talher, comida e sobremesa. É uma forma de fazer um passeio mais perto, gastar pouco e aproveitar da mesma forma.”

Próximo deles, um grupo de amigos se juntou para fazer churrasco. Enquanto assavam as carnes na churrasqueira portátil, aproveitava para descansar. “Moro aqui há 32 anos e, pela primeira vez, estou vendo a Prainha em banhistas. Infelizmente a situação do nosso País interfere na diversão da população”, relata Vanessa Lima, 38.

Também não havia salva-vidas na Prainha. Opções de lazer, como passeios de barco, pedalinho e remada, estavam parados por falta de usuários.



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Prainha do Riacho sente reflexos da falta de combustível

Feriado prolongado de Corpus Crhisti não atraiu banhistas ao famoso ponto turístico de São Bernardo; comerciantes lamentam cenário

Bia Moço
Especial para o Diário

02/06/2018 | 07:00


 Um dos principais pontos turísticos do Grande ABC, a Prainha do Riacho Grande, em São Bernardo, sofre reflexo da falta de combustível em meio a feriado prolongado. Diferentemente do esperado pelos comerciantes, o período de folga não atraiu os banhistas.

Em visita ao local ontem, a equipe do Diário observou que durante a manhã não havia movimento na área. Comércios, restaurantes e bares estavam vazios. Mais tarde, por volta das 13h, algumas famílias almoçavam à beira da represa, no entanto, o local não somava 100 pessoas presentes.

O Bar Farol da Barra, em frente à entrada da represa, costuma encher, inclusive no fim de semana, mas no feriado não tinha ninguém. Para o garçom do local, Rafael Sales, 27 anos, o movimento caiu depois que passou o Carnaval. Para surpresa dos comerciantes, a frequência foi muito mais fraca do que o esperado durante o feriadão. “Tanto ontem (quinta-feira) como hoje (ontem) não tinha quase ninguém por aqui. Acredito que, além da crise financeira, a população esteja receosa com essa questão da gasolina. Evitam gastar para que, caso haja outra paralisação, não fiquem sem combustível.”

Na Prainha, local que costuma estar lotado de banhistas, o silêncio tomava conta. Por volta das 13h30 havia uma pessoa dentro da água em moto náutica e duas crianças brincando. Embora haja uma placa da Prefeitura avisando que a água está imprópria para uso, a mãe de Thayná, 9, disse que visualmente estava tudo muito limpo. Para a diarista Shirley Matos dos Santos, 33, a represa é a única opção de lazer para gastar energia da filha. “Moro em Ribeirão Pires. Não há muito onde levar a Thayná para brincar. Como a situação financeira e combustível estão difíceis,viemos de ônibus.”

Já Gesi Eretiano, 55, veio do Rio Grande do Norte visitar familiares em Guarulhos. O plano inicial era passar o feriado no Guarujá, no Litoral, mas por medo de ficarem sem gasolina, optaram por passear na Prainha do Riacho. “Queria nadar, mas a água está imprópria para banho. O que nos restou foi fazer uma espécie de piquenique e aproveitar este sossego que está aqui.”

Wilson Galdino de Oliveira, 28, e o restante da família lamentam a situação de greve, mas destacam aproveitar o momento. “Esticamos a toalha, trouxemos prato, talher, comida e sobremesa. É uma forma de fazer um passeio mais perto, gastar pouco e aproveitar da mesma forma.”

Próximo deles, um grupo de amigos se juntou para fazer churrasco. Enquanto assavam as carnes na churrasqueira portátil, aproveitava para descansar. “Moro aqui há 32 anos e, pela primeira vez, estou vendo a Prainha em banhistas. Infelizmente a situação do nosso País interfere na diversão da população”, relata Vanessa Lima, 38.

Também não havia salva-vidas na Prainha. Opções de lazer, como passeios de barco, pedalinho e remada, estavam parados por falta de usuários.

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