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Breno Galtier/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cada vez mais madura, Scalene apresenta novo disco hoje em Santo André


Daniela Pegoraro

02/06/2018 | 07:24


Formada em Brasília no ano de 2009, a banda de rock Scalene tem conquistado cada vez mais seu espaço no cenário musical. Passou pelos palcos do programa Superstar, da Globo, onde chegou até a final da competição, além de ter faturado um Grammy Latino em 2016. Desta vez, com o lançamento do mais recente álbum, Magnetite (Slap, R$ 24,90 em média), o grupo se apresenta no Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469-1200) hoje, a partir das 20h. As entradas custam de R$ 6 a R$ 20 e podem ser compradas pelo site www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades.

“A gente toca em Santo André desde o começo da carreira. É muito bom poder crescer com o público”, conta Tomás Bertoni, guitarrista da banda. Também fazem parte da Scalene o cantor Gustavo Bertoni, Lucas Furtado (contrabaixo) e Philipe Nogueira (bateria).

Com o pé na estrada há nove anos, muita coisa mudou em sua música, sendo perceptível no último álbum. “Em Magnetite, fomos diretos em relação às letras. Antes, éramos mais subjetivos”, conta Bertoni. Além disso, as 12 faixas que compõem o disco ganharam influências novas da músicas eletrônica e brasileira. No entanto, algumas características ainda se mantêm, como a presença de críticas político-sociais nas canções.

Por exemplo, em Distopia os versos explicitam a discussão: Homens de terno, podres por dentro, e a bíblia na mão, bíblia na mão/Pregam o ódio, intolerância, a cada sermão. “É questionar os pastores que abusam da fé, do poder. Religião, não apenas a evangélica, tem uma proteção enorme, como se ninguém pudesse criticar”, acrescenta o guitarrista.

Embora não atinja o mainstream, a Scalene se consolida como um dos nomes mais notórios do rock nacional, com um forte público no cenário alternativo, também chamado de ‘meiostream’. “O alternativo é cada vez mais forte no Brasil. É ótimo porque os artistas têm a liberdade de compor da sua maneira, têm um público e conseguem sobreviver da própria arte”, conta Bertoni. Ele ainda acrescenta que o brasileiro tem consumido uma variação muito grande de ritmos e estilos musicais. “Acho que muito disso é devido aos festivais de música. Hoje, quem escuta rock também escuta hip hop, não existe segmentação”, explica.

A Scalene ainda traçou sua trajetória de modo independente, sem contrato com gravadora. Hoje, assina com a Som Livre pelo selo Slap, mas o guitarrista revela que não é necessário estar atrelado a produtoras para seguir profissionalmente com uma banda. “Hoje o artista já vem sabendo cuidar da sua carreira, não precisa de alguém para fazer isso”, pontua.

Para este segundo semestre, Bertoni conta que a Scalene está preparando o lançamento de um videoclipe e dois singles em parceria com outros artistas. Mas por ora tudo é surpresa.  



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Alternativo que conquista multidões

Cada vez mais madura, Scalene apresenta novo disco hoje em Santo André

Daniela Pegoraro

02/06/2018 | 07:24


Formada em Brasília no ano de 2009, a banda de rock Scalene tem conquistado cada vez mais seu espaço no cenário musical. Passou pelos palcos do programa Superstar, da Globo, onde chegou até a final da competição, além de ter faturado um Grammy Latino em 2016. Desta vez, com o lançamento do mais recente álbum, Magnetite (Slap, R$ 24,90 em média), o grupo se apresenta no Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469-1200) hoje, a partir das 20h. As entradas custam de R$ 6 a R$ 20 e podem ser compradas pelo site www.sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades.

“A gente toca em Santo André desde o começo da carreira. É muito bom poder crescer com o público”, conta Tomás Bertoni, guitarrista da banda. Também fazem parte da Scalene o cantor Gustavo Bertoni, Lucas Furtado (contrabaixo) e Philipe Nogueira (bateria).

Com o pé na estrada há nove anos, muita coisa mudou em sua música, sendo perceptível no último álbum. “Em Magnetite, fomos diretos em relação às letras. Antes, éramos mais subjetivos”, conta Bertoni. Além disso, as 12 faixas que compõem o disco ganharam influências novas da músicas eletrônica e brasileira. No entanto, algumas características ainda se mantêm, como a presença de críticas político-sociais nas canções.

Por exemplo, em Distopia os versos explicitam a discussão: Homens de terno, podres por dentro, e a bíblia na mão, bíblia na mão/Pregam o ódio, intolerância, a cada sermão. “É questionar os pastores que abusam da fé, do poder. Religião, não apenas a evangélica, tem uma proteção enorme, como se ninguém pudesse criticar”, acrescenta o guitarrista.

Embora não atinja o mainstream, a Scalene se consolida como um dos nomes mais notórios do rock nacional, com um forte público no cenário alternativo, também chamado de ‘meiostream’. “O alternativo é cada vez mais forte no Brasil. É ótimo porque os artistas têm a liberdade de compor da sua maneira, têm um público e conseguem sobreviver da própria arte”, conta Bertoni. Ele ainda acrescenta que o brasileiro tem consumido uma variação muito grande de ritmos e estilos musicais. “Acho que muito disso é devido aos festivais de música. Hoje, quem escuta rock também escuta hip hop, não existe segmentação”, explica.

A Scalene ainda traçou sua trajetória de modo independente, sem contrato com gravadora. Hoje, assina com a Som Livre pelo selo Slap, mas o guitarrista revela que não é necessário estar atrelado a produtoras para seguir profissionalmente com uma banda. “Hoje o artista já vem sabendo cuidar da sua carreira, não precisa de alguém para fazer isso”, pontua.

Para este segundo semestre, Bertoni conta que a Scalene está preparando o lançamento de um videoclipe e dois singles em parceria com outros artistas. Mas por ora tudo é surpresa.  

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