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Caminhoneiros celebram fim de cobrança do eixo suspenso

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Profissionais citam que economia alivia custos fixos dos fretes; regra passou a valer ontem


Humberto Domiciano
do Diário do Grande ABC

01/06/2018 | 07:27


No primeiro dia sem a cobrança do eixo suspenso, os caminhoneiros comemoraram a possibilidade de não terem que pagar o pedágio sobre a elevação de rodas de seus veículos. A norma já havia sido anunciada pelo governador Márcio França (PSB) no domingo e entrou em vigor na madrugada de ontem.

Para o caminhoneiro João Valter da Rocha, 54, que dirige há 30 anos, o reflexo da suspensão da cobrança terá um impacto relevante nos custos que tem para desempenhar o seu trabalho. “A suspensão da cobrança do eixo levantado vai ajudar sim. Isso afetava em média R$ 50 dos meus fretes. Muitas vezes faço também algumas viagens para a região de Campinas, onde há muitos pedágios.”

Na visão do diretor do Setrans (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do ABC), Fábio Brigidio, a medida colabora para a economia das despesas fixas dos profissionais do setor. “Traz de volta o cenário que sempre existiu, sendo assim uma compensação. Qualquer economia é bem-vinda. O diesel, no mesmo valor, ainda não foi sentido, mas é um insumo importante, qualquer redução é relevante”, analisou.

Desde 2015, a Lei 13.103, chamada Lei dos Caminhoneiros, definiu que os veículos, quando vazios, não pagariam pedágio sobre eixos suspensos ou elevados. Mas a cobrança acabou sendo mantida em algumas rodovias estaduais.

Caminhões vazios costumam rodar com ao menos um eixo levantado, para evitar desgaste dos pneus e pagar menos tarifas de pedágio, justamente porque a cobrança nas praças é feita por eixo. A equipe do Diário esteve ontem no Km 31 da Via Anchieta e foi possível detectar diversos veículos que trafegavam com pelo menos um dos eixos levantado. Em alguns casos, até mesmo três suspensões estavam acima do nível da pista.

Tanto a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) quanto a Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, não estimaram ainda o impacto financeiro que a nova forma de cobrança trará às empresas que administram as rodovias. No caso da Artesp, a agência informou que “fará a devida apuração de valores de desequilíbrio das concessionárias e, a partir da semana que vem, estabelecerá contatos com todas para definir a melhor forma de reequilíbrio”.

Quando anunciou a medida, França disse que ao menos R$ 50 milhões deixarão de ser arrecadados por mês. 



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Caminhoneiros celebram fim de cobrança do eixo suspenso

Profissionais citam que economia alivia custos fixos dos fretes; regra passou a valer ontem

Humberto Domiciano
do Diário do Grande ABC

01/06/2018 | 07:27


No primeiro dia sem a cobrança do eixo suspenso, os caminhoneiros comemoraram a possibilidade de não terem que pagar o pedágio sobre a elevação de rodas de seus veículos. A norma já havia sido anunciada pelo governador Márcio França (PSB) no domingo e entrou em vigor na madrugada de ontem.

Para o caminhoneiro João Valter da Rocha, 54, que dirige há 30 anos, o reflexo da suspensão da cobrança terá um impacto relevante nos custos que tem para desempenhar o seu trabalho. “A suspensão da cobrança do eixo levantado vai ajudar sim. Isso afetava em média R$ 50 dos meus fretes. Muitas vezes faço também algumas viagens para a região de Campinas, onde há muitos pedágios.”

Na visão do diretor do Setrans (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do ABC), Fábio Brigidio, a medida colabora para a economia das despesas fixas dos profissionais do setor. “Traz de volta o cenário que sempre existiu, sendo assim uma compensação. Qualquer economia é bem-vinda. O diesel, no mesmo valor, ainda não foi sentido, mas é um insumo importante, qualquer redução é relevante”, analisou.

Desde 2015, a Lei 13.103, chamada Lei dos Caminhoneiros, definiu que os veículos, quando vazios, não pagariam pedágio sobre eixos suspensos ou elevados. Mas a cobrança acabou sendo mantida em algumas rodovias estaduais.

Caminhões vazios costumam rodar com ao menos um eixo levantado, para evitar desgaste dos pneus e pagar menos tarifas de pedágio, justamente porque a cobrança nas praças é feita por eixo. A equipe do Diário esteve ontem no Km 31 da Via Anchieta e foi possível detectar diversos veículos que trafegavam com pelo menos um dos eixos levantado. Em alguns casos, até mesmo três suspensões estavam acima do nível da pista.

Tanto a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) quanto a Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, não estimaram ainda o impacto financeiro que a nova forma de cobrança trará às empresas que administram as rodovias. No caso da Artesp, a agência informou que “fará a devida apuração de valores de desequilíbrio das concessionárias e, a partir da semana que vem, estabelecerá contatos com todas para definir a melhor forma de reequilíbrio”.

Quando anunciou a medida, França disse que ao menos R$ 50 milhões deixarão de ser arrecadados por mês. 

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