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Procura por tratamento para abandonar o fumo tem alta na região

Nario Barbosa  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Riscos do tabaco, cujo dia mundial de alerta é celebrado hoje, motivam rejeição ao vício


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

31/05/2018 | 07:00


A busca por tratamento contra o fumo na rede pública de Saúde registrou aumento em duas cidades da região – Santo André e São Bernardo – na comparação entre 2016 e 2017. De 1.583 atendimentos, passaram para 1.860 (elevação de 17,5%) no período.
Hoje, no Dia Mundial sem Tabaco, fica o alerta sobre os riscos do fumo, já que o uso da substância está relacionado a mais de 50 doenças.

A Prefeitura de Ribeirão Pires afirmou que não possui programa contra tabagismo, mas o processo de implantação está em fase de cadastro junto à Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde do Estado. As demais cidades não informaram se contam com o serviço.

Na avaliação do professor responsável pela disciplina de Pneumologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss, a tendência é que a adesão de pessoas ao tratamentos contra o fumo continue aumentando. “Há cada vez mais conscientização dos malefícios do tabaco. Campanhas ocorrem todos os anos. Tem a lei que restringe a área de fumantes. Isso contribui bastante”, lista. “Outro fator importante é que a própria comunidade médica começou a olhar o tabagismo como doença a ser tratada, além do surgimento de medicamentos”, completa.

Em Santo André, o acréscimo na procura pela iniciativa, ofertada nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e no Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), foi de 34,2% no último ano. Na ação, é realizado acompanhamento semanal por quatro semanas; quinzenal e mensal, durante três meses. Após este período acontecem encontros a cada 30 dias por meio de grupos abertos. Atualmente, há 315 pessoas em acompanhamento e não há fila de espera.

Fumante desde os 18 anos, a agente de Saúde Kelly Cristina Costa, 46 anos, está em tratamento há um mês, na UBS Parque Miami. “Comecei a fumar porque achava bonito”, conta.

Além do suporte dado pela equipe que a acompanha, Kelly utiliza medicamentos para deixar o vício. Ela relata que logo na primeira semana sentiu mudanças. “A gente sente o cigarro ruim e sinto menos ansiedade para fumar. Eu fumava quase um maço por dia, agora só a metade. Quando parar, terei qualidade de vida. A dependência do cigarro é muito ruim.”

Em São Bernardo, onde o aumento pelo tratamento foi de 15,3% (de 1.402 atendimentos passou para 1.617), o serviço ocorre nas UBSs, de maneira semelhante à de Santo André. Se o paciente apresenta impossibilidade de participar das reuniões, o atendimento também pode ser realizado individualmente. A cidade possui 510 pessoas em tratamento. Segundo a Prefeitura, o tempo médio para participar do programa é de três meses, mas as UBSs que realizam dois grupos por trimestre não costumam ter fila de espera.


No Brasil, 12,6% das mortes anuais são causadas em razão do tabagismo

Estudo realizado com o apoio do Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2017, mostra que 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo (12,6% das mortes anuais no País) e R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em razão de despesas médicas e perda de produtividade. Naquele ano, 73,5 mil pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabaco mata, todos os anos, mais de 7 milhões de pessoas no mundo; destas, 890 mil são fumantes passivos (aqueles que convivem com quem fuma). Atualmente, o tabagismo é a principal causa de morte evitável.

O estudo aponta ainda que uma das medidas mais efetivas para controlar o consumo de cigarros seria aumentar o preço do produto em 50%. Se assim fosse, a análise pontua que, em uma década, seria possível evitar 136.482 mortes, 507.451 infartos agudos do miocárdio e eventos cardíacos, 100.365 AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais) e 64.383 novos cânceres.
 



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Procura por tratamento para abandonar o fumo tem alta na região

Riscos do tabaco, cujo dia mundial de alerta é celebrado hoje, motivam rejeição ao vício

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

31/05/2018 | 07:00


A busca por tratamento contra o fumo na rede pública de Saúde registrou aumento em duas cidades da região – Santo André e São Bernardo – na comparação entre 2016 e 2017. De 1.583 atendimentos, passaram para 1.860 (elevação de 17,5%) no período.
Hoje, no Dia Mundial sem Tabaco, fica o alerta sobre os riscos do fumo, já que o uso da substância está relacionado a mais de 50 doenças.

A Prefeitura de Ribeirão Pires afirmou que não possui programa contra tabagismo, mas o processo de implantação está em fase de cadastro junto à Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde do Estado. As demais cidades não informaram se contam com o serviço.

Na avaliação do professor responsável pela disciplina de Pneumologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Elie Fiss, a tendência é que a adesão de pessoas ao tratamentos contra o fumo continue aumentando. “Há cada vez mais conscientização dos malefícios do tabaco. Campanhas ocorrem todos os anos. Tem a lei que restringe a área de fumantes. Isso contribui bastante”, lista. “Outro fator importante é que a própria comunidade médica começou a olhar o tabagismo como doença a ser tratada, além do surgimento de medicamentos”, completa.

Em Santo André, o acréscimo na procura pela iniciativa, ofertada nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e no Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), foi de 34,2% no último ano. Na ação, é realizado acompanhamento semanal por quatro semanas; quinzenal e mensal, durante três meses. Após este período acontecem encontros a cada 30 dias por meio de grupos abertos. Atualmente, há 315 pessoas em acompanhamento e não há fila de espera.

Fumante desde os 18 anos, a agente de Saúde Kelly Cristina Costa, 46 anos, está em tratamento há um mês, na UBS Parque Miami. “Comecei a fumar porque achava bonito”, conta.

Além do suporte dado pela equipe que a acompanha, Kelly utiliza medicamentos para deixar o vício. Ela relata que logo na primeira semana sentiu mudanças. “A gente sente o cigarro ruim e sinto menos ansiedade para fumar. Eu fumava quase um maço por dia, agora só a metade. Quando parar, terei qualidade de vida. A dependência do cigarro é muito ruim.”

Em São Bernardo, onde o aumento pelo tratamento foi de 15,3% (de 1.402 atendimentos passou para 1.617), o serviço ocorre nas UBSs, de maneira semelhante à de Santo André. Se o paciente apresenta impossibilidade de participar das reuniões, o atendimento também pode ser realizado individualmente. A cidade possui 510 pessoas em tratamento. Segundo a Prefeitura, o tempo médio para participar do programa é de três meses, mas as UBSs que realizam dois grupos por trimestre não costumam ter fila de espera.


No Brasil, 12,6% das mortes anuais são causadas em razão do tabagismo

Estudo realizado com o apoio do Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2017, mostra que 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo (12,6% das mortes anuais no País) e R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em razão de despesas médicas e perda de produtividade. Naquele ano, 73,5 mil pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabaco mata, todos os anos, mais de 7 milhões de pessoas no mundo; destas, 890 mil são fumantes passivos (aqueles que convivem com quem fuma). Atualmente, o tabagismo é a principal causa de morte evitável.

O estudo aponta ainda que uma das medidas mais efetivas para controlar o consumo de cigarros seria aumentar o preço do produto em 50%. Se assim fosse, a análise pontua que, em uma década, seria possível evitar 136.482 mortes, 507.451 infartos agudos do miocárdio e eventos cardíacos, 100.365 AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais) e 64.383 novos cânceres.
 

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