Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 18 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

'Há uma falta de sensibilidade social crônica neste governo', diz Haddad

Lula Marques / AGPT/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


30/05/2018 | 16:32


O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira, 30, que falta ao governo federal "pensar na parte mais fraca" da população. Ao discorrer sobre temas como a reforma trabalhista aprovada pelo presidente Michel Temer, Haddad afirmou que o governo se sustenta por "interesses" alheios às parcelas mais carentes da sociedade.

"Há uma falta de sensibilidade social crônica nesse governo. E é isso o que gera toda essa insatisfação que estamos vendo", disse Haddad, que participou de uma conferência organizada pela GO Associados.

Escalado para integrar a coordenação da campanha petista ao Planalto, o ex-prefeito paulistano é apontado como uma das principais alternativas para substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa. Enquanto se revezava entre promessas eleitorais e críticas ao governo Michel Temer, o petista empenhou-se em reforçar que estava falando "na condição de coordenador do programa de governo do PT".

Questionado se acredita que Temer chegará ao fim do mandato, Haddad engatou: "Depois do que aconteceu com a JBS no ano passado esse governo não caiu, vai cair agora a três meses da eleição? Calendário é muito importante. O que desejamos é que tenhamos eleições livres em outubro, para que as pessoas possam escolher um novo presidente da República".

"Mas é curioso: por que é um governo que não cai, com 5% de aprovação, com tudo o que está acontecendo? Porque ele não se apoia nas próprias pernas", disse o ex-prefeito. "O governo está pendurado em outros interesses."

Intervenção

Haddad aproveitou para criticar o discurso de setores da sociedade em favor de uma intervenção militar. Segundo ele, falta a essa parcela da população compreender o impacto que uma medida nesse sentido teria na economia brasileira.

"Para esse pessoal aí que está pedindo intervenção militar: a primeira coisa que vai acontecer é os investidores fugirem no Brasil. Todo mundo foge disso", afirmou Haddad.

Eletrobras

Questionado sobre como avalia propostas como a privatização da Eletrobras, Haddad foi incisivo em se posicionar contrariamente à medida. De acordo com ele, não se pode tratar o setor de energia da mesma forma como se tratou no passado segmentos como a oferta de telefonia.

"Não é a mesma coisa que telefonia. Esta é uma empresa altamente estratégica. Precisa corrigir, sim. Tudo precisa corrigir. Você precisa seguir avançando. Mas não vamos privatizar."



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

'Há uma falta de sensibilidade social crônica neste governo', diz Haddad


30/05/2018 | 16:32


O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad afirmou nesta quarta-feira, 30, que falta ao governo federal "pensar na parte mais fraca" da população. Ao discorrer sobre temas como a reforma trabalhista aprovada pelo presidente Michel Temer, Haddad afirmou que o governo se sustenta por "interesses" alheios às parcelas mais carentes da sociedade.

"Há uma falta de sensibilidade social crônica nesse governo. E é isso o que gera toda essa insatisfação que estamos vendo", disse Haddad, que participou de uma conferência organizada pela GO Associados.

Escalado para integrar a coordenação da campanha petista ao Planalto, o ex-prefeito paulistano é apontado como uma das principais alternativas para substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa. Enquanto se revezava entre promessas eleitorais e críticas ao governo Michel Temer, o petista empenhou-se em reforçar que estava falando "na condição de coordenador do programa de governo do PT".

Questionado se acredita que Temer chegará ao fim do mandato, Haddad engatou: "Depois do que aconteceu com a JBS no ano passado esse governo não caiu, vai cair agora a três meses da eleição? Calendário é muito importante. O que desejamos é que tenhamos eleições livres em outubro, para que as pessoas possam escolher um novo presidente da República".

"Mas é curioso: por que é um governo que não cai, com 5% de aprovação, com tudo o que está acontecendo? Porque ele não se apoia nas próprias pernas", disse o ex-prefeito. "O governo está pendurado em outros interesses."

Intervenção

Haddad aproveitou para criticar o discurso de setores da sociedade em favor de uma intervenção militar. Segundo ele, falta a essa parcela da população compreender o impacto que uma medida nesse sentido teria na economia brasileira.

"Para esse pessoal aí que está pedindo intervenção militar: a primeira coisa que vai acontecer é os investidores fugirem no Brasil. Todo mundo foge disso", afirmou Haddad.

Eletrobras

Questionado sobre como avalia propostas como a privatização da Eletrobras, Haddad foi incisivo em se posicionar contrariamente à medida. De acordo com ele, não se pode tratar o setor de energia da mesma forma como se tratou no passado segmentos como a oferta de telefonia.

"Não é a mesma coisa que telefonia. Esta é uma empresa altamente estratégica. Precisa corrigir, sim. Tudo precisa corrigir. Você precisa seguir avançando. Mas não vamos privatizar."

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;