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FGV: preço de alimento in natura dispara com greve e batata sobe mais de 150%

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


29/05/2018 | 14:36


A greve dos caminhoneiros restringiu a oferta de muitos alimentos in natura nos estabelecimentos e, por isso, provocou forte aumento de preços, como mostra a apuração diária realizada pelo economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), com base na coleta da instituição. Os paulistanos chegaram a pagar pela batata na segunda-feira, 28, em média, 150,13% mais do que na segunda-feira anterior, dia 21, primeiro dia da greve.

Para captar a escalada do custo dos alimentos para as famílias, Braz comparou a variação de preços de cada dia de greve (de 21/5 a 28/5) no Rio de Janeiro e em São Paulo com o mesmo dia da semana anterior. "Assim, podemos ver o ''andamento'' desse encarecimento." Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, a estimativa preliminar do Ibre/FGV é próxima de 0,27%, como indicava o monitor de inflação até segunda-feira. Segundo Braz, a coleta para o indicador termina nesta terça-feira (29). Em abril, o IPCA subiu 0,22%.

No caso da batata, nessa metodologia, na capital paulista o aumento era de 11,64% no dia 21 e chegou a 150,13% na segunda. No Rio, no primeiro dia da greve, o tubérculo subia 16,48% e, na última sexta-feira, alcançou 98,55%, mas segunda desacelerou para 43,65%. Porém, Braz explica que não houve redução do ritmo de alta. O problema é que muitos estabelecimentos cariocas já não tinham o produto, segundo ele, impossibilitando a coleta dos preços.

Para efeito de comparação, a gasolina, que virou artigo raro nos últimos dias com a greve, subia 0,17% na segunda-feira (21) na comparação com o mesmo dia da semana anterior nos postos cariocas. Já na sexta-feira (25), o aumento nessa métrica era de 5,73%. "Esperávamos impacto maior quando começou a greve. Boa parte dessa taxa segue o encarecimento do combustível na refinaria."

Os aumentos do tomate e da cebola também foram maiores que o da gasolina. Em São Paulo, a cebola subia 35,11% na segunda e tinham alta de 0,72% no dia 21. No Rio, passou de 3,96% para 10,11%. Já o tomate alcançou 40,20% no dia 28 contra 16,70% no dia 21 nos mercados paulistanos.

O monitor de inflação da FGV sinaliza alta forte da batata na inflação de junho, com avanço de 61,19%. Braz destaca, contudo, que a estimativa é preliminar, pois a normalização da oferta pode abrandar os preços. Para a cebola, a indicação é de alta de 26,37%, já, para a gasolina, o monitor aponta aumento de 5,75%. Segundo ele, a inflação de maio e até a primeira quinzena de junho deve sentir o choque dos in natura por causa da greve, mas o efeito tende a ser passageiro, com a retomada do abastecimento normalizando os preços."



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FGV: preço de alimento in natura dispara com greve e batata sobe mais de 150%


29/05/2018 | 14:36


A greve dos caminhoneiros restringiu a oferta de muitos alimentos in natura nos estabelecimentos e, por isso, provocou forte aumento de preços, como mostra a apuração diária realizada pelo economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), com base na coleta da instituição. Os paulistanos chegaram a pagar pela batata na segunda-feira, 28, em média, 150,13% mais do que na segunda-feira anterior, dia 21, primeiro dia da greve.

Para captar a escalada do custo dos alimentos para as famílias, Braz comparou a variação de preços de cada dia de greve (de 21/5 a 28/5) no Rio de Janeiro e em São Paulo com o mesmo dia da semana anterior. "Assim, podemos ver o ''andamento'' desse encarecimento." Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, a estimativa preliminar do Ibre/FGV é próxima de 0,27%, como indicava o monitor de inflação até segunda-feira. Segundo Braz, a coleta para o indicador termina nesta terça-feira (29). Em abril, o IPCA subiu 0,22%.

No caso da batata, nessa metodologia, na capital paulista o aumento era de 11,64% no dia 21 e chegou a 150,13% na segunda. No Rio, no primeiro dia da greve, o tubérculo subia 16,48% e, na última sexta-feira, alcançou 98,55%, mas segunda desacelerou para 43,65%. Porém, Braz explica que não houve redução do ritmo de alta. O problema é que muitos estabelecimentos cariocas já não tinham o produto, segundo ele, impossibilitando a coleta dos preços.

Para efeito de comparação, a gasolina, que virou artigo raro nos últimos dias com a greve, subia 0,17% na segunda-feira (21) na comparação com o mesmo dia da semana anterior nos postos cariocas. Já na sexta-feira (25), o aumento nessa métrica era de 5,73%. "Esperávamos impacto maior quando começou a greve. Boa parte dessa taxa segue o encarecimento do combustível na refinaria."

Os aumentos do tomate e da cebola também foram maiores que o da gasolina. Em São Paulo, a cebola subia 35,11% na segunda e tinham alta de 0,72% no dia 21. No Rio, passou de 3,96% para 10,11%. Já o tomate alcançou 40,20% no dia 28 contra 16,70% no dia 21 nos mercados paulistanos.

O monitor de inflação da FGV sinaliza alta forte da batata na inflação de junho, com avanço de 61,19%. Braz destaca, contudo, que a estimativa é preliminar, pois a normalização da oferta pode abrandar os preços. Para a cebola, a indicação é de alta de 26,37%, já, para a gasolina, o monitor aponta aumento de 5,75%. Segundo ele, a inflação de maio e até a primeira quinzena de junho deve sentir o choque dos in natura por causa da greve, mas o efeito tende a ser passageiro, com a retomada do abastecimento normalizando os preços."

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