Fechar
Publicidade

Domingo, 15 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Em SP, 72 escolas particulares devem parar nesta terça

Valter Campanato / Agência Brasil  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


29/05/2018 | 10:18


O segundo dia de paralisação dos professores da rede particular de ensino deve afetar nesta terça-feira, 29, as aulas de ao menos 72 escolas em São Paulo, segundo levantamento do sindicato da categoria, o Sinpro. Os docentes estão mobilizados para impedir a redução do recesso escolar e do número de bolsas de estudos por filhos, entre outros pontos.

O número de escolas que devem ser afetadas nesta terça é o dobro da quarta-feira, quando houve a primeira paralisação. Segundo Luiz Barbargli, presidente do Sinpro, o apoio de pais e alunos às reivindicações deu força para que mais professores se mobilizassem nas unidades. "Quem estava mais preocupado saiu para o enfrentamento ao ver que tem apoio. Os pais não concordam com a retirada desses direitos até porque os custos deles já estão incluídos na mensalidade", diz.

A categoria decidiu parar após mais de dois meses de impasse para aprovar a convenção coletiva. O sindicato patronal, Sieeesp, propôs as alterações dos benefícios alegando dificuldades financeira, especialmente em escolas menores. A entidade também ressalta que concedeu um reajuste salarial de 3%, que estaria acima da inflação, para compensar as mudanças.

A arquiteta Fernanda Morais, de 39 anos, apoia o segundo dia de paralisação dos professores do Colégio Santa Cruz, em Pinheiros, onde estuda sua filha Valentina, de 15 anos. Na quarta-feira, a escola parou totalmente as atividades, mas hoje elas só estão suspensas no período da tarde. "A greve sempre afeta negativamente alguém, mas é a forma que eles têm para lutar pelos seus direitos. É a forma que surte efeito, reduzir esses direitos é um retrocesso."

No domingo, um grupo de 200 pais e mães de alunos de 24 escolas da capital publicou uma carta aberta onde manifestam apoio à reivindicação e à paralisação dos professores. "O ponto que nos une é o apoio à educação de qualidade e o respeito pelo professorado. Esse respeito passa pela manutenção dos direitos já firmados em acordo coletivo há anos. Como pais e mães, estudamos o assunto e concluímos que não há motivos claros ou justificáveis para que o acordo (convenção coletiva) seja interrompido bruscamente", diz a carta.

Alterações

O sindicato patronal propôs a redução da bolsa de estudos de dois para um filho de professor e limitada àqueles que têm carga horária semanal de ao menos 10 horas; redução do recesso escolar do fim de ano de 30 para 20 dias e aumento do tempo de contratação de 22 para 60 meses para o direito à semestralidade (pagamento dos salários restantes em caso de demissão sem justa causa antes do fim do semestre letivo).

Sem um acordo, o entrave foi levado ao Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), que deve julgar o dissídio da categoria. O Sieesp apresentou uma nova proposta com a redução do recesso para 23 dias, restrição das bolas somente nas unidades com até 200 alunos e a extensão do prazo da garantia de semestralidade para 36 meses. A proposta não foi aceita pela categoria.

Nesta terça, os professores realizam uma série de aulas públicas pela manhã. Colégios como Equipe, Viver, Santi, Arraial das Cores e Vera Cruz convidaram os pais e os alunos para a atividade. À tarde, eles fazem uma assembleia para definir as próximas ações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Em SP, 72 escolas particulares devem parar nesta terça


29/05/2018 | 10:18


O segundo dia de paralisação dos professores da rede particular de ensino deve afetar nesta terça-feira, 29, as aulas de ao menos 72 escolas em São Paulo, segundo levantamento do sindicato da categoria, o Sinpro. Os docentes estão mobilizados para impedir a redução do recesso escolar e do número de bolsas de estudos por filhos, entre outros pontos.

O número de escolas que devem ser afetadas nesta terça é o dobro da quarta-feira, quando houve a primeira paralisação. Segundo Luiz Barbargli, presidente do Sinpro, o apoio de pais e alunos às reivindicações deu força para que mais professores se mobilizassem nas unidades. "Quem estava mais preocupado saiu para o enfrentamento ao ver que tem apoio. Os pais não concordam com a retirada desses direitos até porque os custos deles já estão incluídos na mensalidade", diz.

A categoria decidiu parar após mais de dois meses de impasse para aprovar a convenção coletiva. O sindicato patronal, Sieeesp, propôs as alterações dos benefícios alegando dificuldades financeira, especialmente em escolas menores. A entidade também ressalta que concedeu um reajuste salarial de 3%, que estaria acima da inflação, para compensar as mudanças.

A arquiteta Fernanda Morais, de 39 anos, apoia o segundo dia de paralisação dos professores do Colégio Santa Cruz, em Pinheiros, onde estuda sua filha Valentina, de 15 anos. Na quarta-feira, a escola parou totalmente as atividades, mas hoje elas só estão suspensas no período da tarde. "A greve sempre afeta negativamente alguém, mas é a forma que eles têm para lutar pelos seus direitos. É a forma que surte efeito, reduzir esses direitos é um retrocesso."

No domingo, um grupo de 200 pais e mães de alunos de 24 escolas da capital publicou uma carta aberta onde manifestam apoio à reivindicação e à paralisação dos professores. "O ponto que nos une é o apoio à educação de qualidade e o respeito pelo professorado. Esse respeito passa pela manutenção dos direitos já firmados em acordo coletivo há anos. Como pais e mães, estudamos o assunto e concluímos que não há motivos claros ou justificáveis para que o acordo (convenção coletiva) seja interrompido bruscamente", diz a carta.

Alterações

O sindicato patronal propôs a redução da bolsa de estudos de dois para um filho de professor e limitada àqueles que têm carga horária semanal de ao menos 10 horas; redução do recesso escolar do fim de ano de 30 para 20 dias e aumento do tempo de contratação de 22 para 60 meses para o direito à semestralidade (pagamento dos salários restantes em caso de demissão sem justa causa antes do fim do semestre letivo).

Sem um acordo, o entrave foi levado ao Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), que deve julgar o dissídio da categoria. O Sieesp apresentou uma nova proposta com a redução do recesso para 23 dias, restrição das bolas somente nas unidades com até 200 alunos e a extensão do prazo da garantia de semestralidade para 36 meses. A proposta não foi aceita pela categoria.

Nesta terça, os professores realizam uma série de aulas públicas pela manhã. Colégios como Equipe, Viver, Santi, Arraial das Cores e Vera Cruz convidaram os pais e os alunos para a atividade. À tarde, eles fazem uma assembleia para definir as próximas ações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;