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Secretário diz que ato do Sindserv surpreendeu Paço

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Titular de Administração considera que a proposta estava sendo costurada à exaustão


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

29/05/2018 | 07:00


O governo do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), foi surpreendido com a paralisação convocada pelo Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) na sexta-feira, segundo o secretário de Administração, Fernando Gomes (PSDB). Isso porque a avaliação interna no Paço era que as negociações sobre a campanha de reajuste salarial estavam avançando. A manifestação impactou, principalmente, na área da Educação. Conforme números do sindicato, a adesão de profissionais do setor à greve foi de 70%.

“Tínhamos uma proposta que foi sendo costurada à exaustão durante as reuniões (com representantes do sindicato), havia conversas, nada foi empurrado goela abaixo, mas ficamos sabendo que, em assembleia, foi rejeitada (no dia 17). Para nossa surpresa, (eles) protocolaram, na quarta-feira, documento mencionando greve. Voltaram atrás, portanto. Não sabemos como aconteceu isso, é muito ruim em todos os sentidos. Situação anormal”, sustentou Gomes.

O Sindserv alega, no entanto, que o ofício informando sobre a paralisação foi formalizado no Paço e junto à Secretaria de Educação, chefiada por Dinah Zekcer (PTB), na terça-feira, o que atenderia à lei federal 7.783/89, que trata sobre aviso de greve com 72 horas de antecedência. Haverá novo encontro entre as partes hoje, na sede do Executivo municipal. A última proposta oferecida pela gestão tucana ficou em 3%, sendo 2,68% correspondentes à inflação do período, mais o percentual de 0,32% a título de reposição salarial.

Após a paralisação, houve passeata dos servidores pelas ruas do Centro, na sexta à noite, que reuniu cerca de 500 pessoas. Entre as principais reivindicações, além do índice de reajuste, o retroativo do ano passado. Em suma, o impasse continua. A categoria aguarda que nova oferta seja apresentada pelo governo, enquanto o Paço espera que o Sindserv formalize contraproposta, considerada apenas verbal, de R$ 100 de aumento incorporado ao salário dos servidores, que inclui o percentual de inflação, mais o acréscimo retroativo.

Paulo Serra alegou que a Prefeitura mantém o diálogo aberto com o sindicato para negociações. “No último encontro, o Sindserv fez uma proposta verbal e solicitamos que fosse oficializada e apresentada por escrito. A formalização desta proposta, até o momento, não nos foi entregue.”

Com relação à Educação, segundo o prefeito, serão organizadas, na próxima semana, reuniões sistemáticas para ouvir professores e profissionais da área. “Estarei, pessoalmente, ouvindo os reclames e buscando soluções conjuntas. Reforço que mantemos diálogo permanente, abertos a negociações para valorização dos servidores e em busca de solução que vá ao encontro de seus anseios, sem, contudo, ignorar a realidade financeira e limitações as quais a cidade está inserida.” 



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Secretário diz que ato do Sindserv surpreendeu Paço

Titular de Administração considera que a proposta estava sendo costurada à exaustão

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

29/05/2018 | 07:00


O governo do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), foi surpreendido com a paralisação convocada pelo Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) na sexta-feira, segundo o secretário de Administração, Fernando Gomes (PSDB). Isso porque a avaliação interna no Paço era que as negociações sobre a campanha de reajuste salarial estavam avançando. A manifestação impactou, principalmente, na área da Educação. Conforme números do sindicato, a adesão de profissionais do setor à greve foi de 70%.

“Tínhamos uma proposta que foi sendo costurada à exaustão durante as reuniões (com representantes do sindicato), havia conversas, nada foi empurrado goela abaixo, mas ficamos sabendo que, em assembleia, foi rejeitada (no dia 17). Para nossa surpresa, (eles) protocolaram, na quarta-feira, documento mencionando greve. Voltaram atrás, portanto. Não sabemos como aconteceu isso, é muito ruim em todos os sentidos. Situação anormal”, sustentou Gomes.

O Sindserv alega, no entanto, que o ofício informando sobre a paralisação foi formalizado no Paço e junto à Secretaria de Educação, chefiada por Dinah Zekcer (PTB), na terça-feira, o que atenderia à lei federal 7.783/89, que trata sobre aviso de greve com 72 horas de antecedência. Haverá novo encontro entre as partes hoje, na sede do Executivo municipal. A última proposta oferecida pela gestão tucana ficou em 3%, sendo 2,68% correspondentes à inflação do período, mais o percentual de 0,32% a título de reposição salarial.

Após a paralisação, houve passeata dos servidores pelas ruas do Centro, na sexta à noite, que reuniu cerca de 500 pessoas. Entre as principais reivindicações, além do índice de reajuste, o retroativo do ano passado. Em suma, o impasse continua. A categoria aguarda que nova oferta seja apresentada pelo governo, enquanto o Paço espera que o Sindserv formalize contraproposta, considerada apenas verbal, de R$ 100 de aumento incorporado ao salário dos servidores, que inclui o percentual de inflação, mais o acréscimo retroativo.

Paulo Serra alegou que a Prefeitura mantém o diálogo aberto com o sindicato para negociações. “No último encontro, o Sindserv fez uma proposta verbal e solicitamos que fosse oficializada e apresentada por escrito. A formalização desta proposta, até o momento, não nos foi entregue.”

Com relação à Educação, segundo o prefeito, serão organizadas, na próxima semana, reuniões sistemáticas para ouvir professores e profissionais da área. “Estarei, pessoalmente, ouvindo os reclames e buscando soluções conjuntas. Reforço que mantemos diálogo permanente, abertos a negociações para valorização dos servidores e em busca de solução que vá ao encontro de seus anseios, sem, contudo, ignorar a realidade financeira e limitações as quais a cidade está inserida.” 

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