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Jornaleira mantém ‘paixão’ há 30 anos

Bianca Barbosa/Especial para o Diário Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bianca Barbosa
Especial para o Diário

29/05/2018 | 07:00


Em meio ao charmoso bulevar da Praça Cardeal Arcoverde, no Centro de São Caetano, está parte integrante da história do bairro há 30 anos: a banca Cardeal. O comércio ganhou vida em 1988, quando o pai de Rosa Maria Duarte, 50 anos, comprou o ponto de táxi e acabou se interessando pelo ramo de venda de jornais e revistas, deixando a jovem à frente do negócio. Desde então, a menina e a banca passaram por diversos momentos juntas. Amadureceram e nutrem, hoje, história feliz.

Formada em Propaganda e Marketing, Rosa nunca exerceu a profissão. Sempre foi jornaleira e ama o ofício. “Gosto de tudo aqui. Da informação sempre à mão, de atender o público, de ajudar as pessoas”, declara a mulher, que é viciada em ler revistas de Ciência. “Minha geração gosta do papel. Enquanto tiver gente da minha idade vai ter quem compre jornal e revista.”

Diferentemente da maioria dos concorrentes, Rosa permanece vendendo mais impressos do que produtos de conveniência. “Já vendi sorvete por um tempo, mas acabei desistindo, porque o lucro é menor do que o gasto. Hoje em dia não dá muito lucro vender jornal, mas também tenho clientes fiéis”, diz. Entre os produtos mais vendidos estão as revistas e, no momento, as figurinhas da Copa.

Entre as diversas histórias, Rosa coleciona as boas. Uma lembrança agradável é recordar do tempo em que teve o primeiro filho. “Trabalhava aqui e trazia meu filho mais novo para ficar comigo atrás do balcão. Todo mundo vinha ver o bebê, lembro com carinho dessa época.” Ela ficou com o menino na banca desde o nascimento até ele completar 1 ano, hoje ele tem 23. “A tiragem está ruim atualmente, mas já foi muito boa. Paguei a faculdade dos meus dois filhos”, conta orgulhosa sobre a filha engenheira de 25 anos e o filho técnico em Tecnologia da Informação.

A pior fase da banca foi na transformação da antiga praça para o atual bulevar, “Sofremos muito. Foram oito meses ruins e sem movimento”, porém, mesmo falando das memórias ruins, o sorriso da mulher volta fácil ao rosto. “Gosto muito mesmo de trabalhar com o público, dessa troca de energia”, ressalta.

E o amor pela profissão é perceptível. Enquanto a equipe do Diário entrevistava Rosa, seis clientes foram atendidos. Um deles reconheceu o que a mulher faz, o advogado aposentado Paulo Collici, 76 anos. “Fez entrevista com ela?”, questiona. “Põe em uma página bem grande, ela merece”, completa. 



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Jornaleira mantém ‘paixão’ há 30 anos

Bianca Barbosa
Especial para o Diário

29/05/2018 | 07:00


Em meio ao charmoso bulevar da Praça Cardeal Arcoverde, no Centro de São Caetano, está parte integrante da história do bairro há 30 anos: a banca Cardeal. O comércio ganhou vida em 1988, quando o pai de Rosa Maria Duarte, 50 anos, comprou o ponto de táxi e acabou se interessando pelo ramo de venda de jornais e revistas, deixando a jovem à frente do negócio. Desde então, a menina e a banca passaram por diversos momentos juntas. Amadureceram e nutrem, hoje, história feliz.

Formada em Propaganda e Marketing, Rosa nunca exerceu a profissão. Sempre foi jornaleira e ama o ofício. “Gosto de tudo aqui. Da informação sempre à mão, de atender o público, de ajudar as pessoas”, declara a mulher, que é viciada em ler revistas de Ciência. “Minha geração gosta do papel. Enquanto tiver gente da minha idade vai ter quem compre jornal e revista.”

Diferentemente da maioria dos concorrentes, Rosa permanece vendendo mais impressos do que produtos de conveniência. “Já vendi sorvete por um tempo, mas acabei desistindo, porque o lucro é menor do que o gasto. Hoje em dia não dá muito lucro vender jornal, mas também tenho clientes fiéis”, diz. Entre os produtos mais vendidos estão as revistas e, no momento, as figurinhas da Copa.

Entre as diversas histórias, Rosa coleciona as boas. Uma lembrança agradável é recordar do tempo em que teve o primeiro filho. “Trabalhava aqui e trazia meu filho mais novo para ficar comigo atrás do balcão. Todo mundo vinha ver o bebê, lembro com carinho dessa época.” Ela ficou com o menino na banca desde o nascimento até ele completar 1 ano, hoje ele tem 23. “A tiragem está ruim atualmente, mas já foi muito boa. Paguei a faculdade dos meus dois filhos”, conta orgulhosa sobre a filha engenheira de 25 anos e o filho técnico em Tecnologia da Informação.

A pior fase da banca foi na transformação da antiga praça para o atual bulevar, “Sofremos muito. Foram oito meses ruins e sem movimento”, porém, mesmo falando das memórias ruins, o sorriso da mulher volta fácil ao rosto. “Gosto muito mesmo de trabalhar com o público, dessa troca de energia”, ressalta.

E o amor pela profissão é perceptível. Enquanto a equipe do Diário entrevistava Rosa, seis clientes foram atendidos. Um deles reconheceu o que a mulher faz, o advogado aposentado Paulo Collici, 76 anos. “Fez entrevista com ela?”, questiona. “Põe em uma página bem grande, ela merece”, completa. 

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