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Fake news vão alterar o resultado da eleição

Celso Luiz  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Especialistas que participaram de seminário do Diário creem que notícias falsas mudarão curso do pleito


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

27/05/2018 | 07:00


A disseminação de informações falsas provavelmente contaminará o resultado do processo eleitoral no Brasil neste ano. Essa foi a conclusão de especialistas que participaram do seminário ‘Se é Fake, Não é News’, promovido pelo Diário, em parceria com o jornal Diário de Suzano, e realizado ontem, no campus Barcelona da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Para a presidente do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo), Angela Pimenta, a desinformação dificulta a tomada de decisões corretas. “Candidatos podem ser favorecidos ou desfavorecidos por conta de notícias erradas, fazendo com que o resultado seja injusto. De maneira simplista, as eleições podem ser comparadas a um campo de futebol, onde os jogadores precisam jogar limpo. A desinformação no cenário político é falta grave, é pênalti.”

Bárbara Libório, da Aos Fatos (organização especializada em checagem de fatos, ou fact checking), alerta que as redes sociais permitem o fácil acesso às fake news. “Notícia falsa sempre existiu, o que mudou é como essas informações chegam até nós. Pesquisas apontam que metade da população já tomou decisão com base em notícias que depois descobriu que eram falsas. Pode ser decisão pequena ou em votar em algum candidato. Imagina como isso interfere de forma global e ampla”. “Já ouvi em reportagens na rádio que há empresas e consultorias que são contratadas para disparar notícias falsas deste ou daquele candidato”, ressalta o coordenador geral da Agência de Comunicação Integrada da USCS, Roberto Araújo.

A ideia de promover um debate em ano eleitoral surgiu de conversa entre o diretor de Redação do Diário, Evaldo Novelini, com o editor-chefe do Diário de Suzano, Edgar Leite – eles foram mediadores do encontro. “Ao contrário do romantismo de antigamente, hoje as fake news causam estrago, impacto ainda maior. Conseguem eleger presidentes de algumas das nações mais importantes econômica e socialmente, como os Estados Unidos. Debater sobre falsas notícias em ano de eleição é pontual”, explica Novelini.

Também presente ao evento, Marco Aurélio Sobreiro, assessor de imprensa, mestre em Comunicação e especialista em Comunicação Jornalística, acredita que hoje há necessidade maior checar os dados e solicitações que chegam até ele. “Há uma central de boatos e lidar com isso é grande desafio. As redes sociais são boas por democratizarem, mas oferecem esses riscos, como as notícias falsas de forma intensa.”

O presidente da subsecção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Bernardo, Luís Ricardo Davanzo, enfatizou que, se por um lado as fake news estão cada dia mais presentes, as leis estão se aprimorando. “Não podemos dizer que estamos numa terra sem lei no que corresponde a internet, principalmente. Existe a responsabilidade criminal e indenizatória. Quem difama alguém deve pagar por isso.”
Conrado Corsalette, da Nexo Jornal (organização jornalística especializada em jornalismo de contexto), acredita que o momento atual fortalece o trabalho do jornalista. “A gente se faz mais necessário, de modo a nos reconectar com os leitores utilizando as linguagens que as plataformas digitais nos dão.”

O seminário também teve apoio da Padaria e Confeitaria Jardim São Caetano. 

Educar leitores pode reduzir impactos

Embora acreditem que não há antídoto para exterminar as notícias falsas, especialistas que debateram o tema ontem durante o seminário ‘Se é Fake, Não é News’, promovido pelo Diário, acreditam que a Educação pode minimizar os impactos de informações inverídicas.
 

 “A educação para a mídia é o caminho para que se formem pessoas conscientes”, analisa Marco Aurélio Sobreiro, assessor de imprensa, mestre em Comunicação e especialista em Comunicação Jornalística. O professor e coordenador geral da Agência de Comunicação Integrada da USCS, Roberto Araújo, destacou o trabalho do professor de ciências Estêvão Zilioli, de uma escola particular em Ourinhos, em São Paulo, para que seus alunos tentem analisar e evitem reportagens de cunho duvidoso. “As fake news mexem com a saúde, com temas importantes e podem ser origem de grande tumulto ou tragédia, no caso de assuntos relacionados à saúde.”


 “Achei bem legal o seminário. Absorvi conhecimentos”, disse o estudante de Administração da USCS Thiago da Silva, 22 anos. Alunas do curso de Nutrição, Jessica Maciel, 25, e Julia Silva Padila, 21, também acompanharam o debate. “Temos grandes problemas com matérias de dietas milagrosas que prejudicam a vida e saúde das pessoas. Isso é muito sério. Precisamos estar por dentro para alertarmos nossos futuros pacientes”, conta Jessica. 


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Fake news vão alterar o resultado da eleição

Especialistas que participaram de seminário do Diário creem que notícias falsas mudarão curso do pleito

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

27/05/2018 | 07:00


A disseminação de informações falsas provavelmente contaminará o resultado do processo eleitoral no Brasil neste ano. Essa foi a conclusão de especialistas que participaram do seminário ‘Se é Fake, Não é News’, promovido pelo Diário, em parceria com o jornal Diário de Suzano, e realizado ontem, no campus Barcelona da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Para a presidente do Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo), Angela Pimenta, a desinformação dificulta a tomada de decisões corretas. “Candidatos podem ser favorecidos ou desfavorecidos por conta de notícias erradas, fazendo com que o resultado seja injusto. De maneira simplista, as eleições podem ser comparadas a um campo de futebol, onde os jogadores precisam jogar limpo. A desinformação no cenário político é falta grave, é pênalti.”

Bárbara Libório, da Aos Fatos (organização especializada em checagem de fatos, ou fact checking), alerta que as redes sociais permitem o fácil acesso às fake news. “Notícia falsa sempre existiu, o que mudou é como essas informações chegam até nós. Pesquisas apontam que metade da população já tomou decisão com base em notícias que depois descobriu que eram falsas. Pode ser decisão pequena ou em votar em algum candidato. Imagina como isso interfere de forma global e ampla”. “Já ouvi em reportagens na rádio que há empresas e consultorias que são contratadas para disparar notícias falsas deste ou daquele candidato”, ressalta o coordenador geral da Agência de Comunicação Integrada da USCS, Roberto Araújo.

A ideia de promover um debate em ano eleitoral surgiu de conversa entre o diretor de Redação do Diário, Evaldo Novelini, com o editor-chefe do Diário de Suzano, Edgar Leite – eles foram mediadores do encontro. “Ao contrário do romantismo de antigamente, hoje as fake news causam estrago, impacto ainda maior. Conseguem eleger presidentes de algumas das nações mais importantes econômica e socialmente, como os Estados Unidos. Debater sobre falsas notícias em ano de eleição é pontual”, explica Novelini.

Também presente ao evento, Marco Aurélio Sobreiro, assessor de imprensa, mestre em Comunicação e especialista em Comunicação Jornalística, acredita que hoje há necessidade maior checar os dados e solicitações que chegam até ele. “Há uma central de boatos e lidar com isso é grande desafio. As redes sociais são boas por democratizarem, mas oferecem esses riscos, como as notícias falsas de forma intensa.”

O presidente da subsecção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Bernardo, Luís Ricardo Davanzo, enfatizou que, se por um lado as fake news estão cada dia mais presentes, as leis estão se aprimorando. “Não podemos dizer que estamos numa terra sem lei no que corresponde a internet, principalmente. Existe a responsabilidade criminal e indenizatória. Quem difama alguém deve pagar por isso.”
Conrado Corsalette, da Nexo Jornal (organização jornalística especializada em jornalismo de contexto), acredita que o momento atual fortalece o trabalho do jornalista. “A gente se faz mais necessário, de modo a nos reconectar com os leitores utilizando as linguagens que as plataformas digitais nos dão.”

O seminário também teve apoio da Padaria e Confeitaria Jardim São Caetano. 

Educar leitores pode reduzir impactos

Embora acreditem que não há antídoto para exterminar as notícias falsas, especialistas que debateram o tema ontem durante o seminário ‘Se é Fake, Não é News’, promovido pelo Diário, acreditam que a Educação pode minimizar os impactos de informações inverídicas.
 

 “A educação para a mídia é o caminho para que se formem pessoas conscientes”, analisa Marco Aurélio Sobreiro, assessor de imprensa, mestre em Comunicação e especialista em Comunicação Jornalística. O professor e coordenador geral da Agência de Comunicação Integrada da USCS, Roberto Araújo, destacou o trabalho do professor de ciências Estêvão Zilioli, de uma escola particular em Ourinhos, em São Paulo, para que seus alunos tentem analisar e evitem reportagens de cunho duvidoso. “As fake news mexem com a saúde, com temas importantes e podem ser origem de grande tumulto ou tragédia, no caso de assuntos relacionados à saúde.”


 “Achei bem legal o seminário. Absorvi conhecimentos”, disse o estudante de Administração da USCS Thiago da Silva, 22 anos. Alunas do curso de Nutrição, Jessica Maciel, 25, e Julia Silva Padila, 21, também acompanharam o debate. “Temos grandes problemas com matérias de dietas milagrosas que prejudicam a vida e saúde das pessoas. Isso é muito sério. Precisamos estar por dentro para alertarmos nossos futuros pacientes”, conta Jessica. 

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