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Justiça manda prender Maninho por agressão a crítico de Lula

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-vereador de Diadema foi denunciado pelo MP por tentativa de homicídio com dolo eventual; polícia considera petista foragido após não encontrá-lo


Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

12/05/2018 | 07:00


A juíza Débora Faitarone, da 1ª Vara do Júri, decretou ontem a prisão preventiva (sem prazo definido) do ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, e de seu filho Leandro Marinho, ambos do PT. Maninho é considerado foragido pela Justiça.

Tanto Maninho quanto Leandro foram acusados de agredir o empresário Carlos Alberto Bettoni em frente ao Instituto Lula no dia em que foi expedida a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 5 de abril. O ex-parlamentar de Diadema empurrou Bettoni, que se desequilibrou e bateu com a cabeça no para-choque de um caminhão que passava na rua no momento do entrevero e teve de ser levado ao hospital, com traumatismo craniano.

Os dois petistas foram acusados por tentativa de homicídio com dolo eventual, quando não há intenção, mas assume-se o risco do crime.

No começo da noite, três equipes da Polícia Civil, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), estiveram na residência de Maninho, no bairro Piraporinha. Os policiais realizaram vistoria na casa e permaneceram no local por 30 minutos.

Justamente por ter o destino incerto, o petista foi considerado foragido pelos policiais destacados para efetuar sua prisão.

A decisão da juíza Débora Faitarone alegou que, “para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, e considerando ainda a gravidade do crime, que inclusive é hediondo, em obediência aos artigos 312º e 313º do Código de Processo Penal, decreto as prisões preventivas de Manoel Eduardo Marinho e Leandro Eduardo Marinho, pois insuficientes todas as medidas cautelares diversas da prisão”.

“Mesmo com a vítima caída, com uma poça de sangue que escorria pela sua cabeça em via pública (ela parecia estar convulsionando), os réus afastaram-se do local, demonstrando frieza e total desprezo pela vida humana. A vítima foi socorrida por populares, que gritaram por uma ambulância. Os gritos dos populares são de desespero”, diz a magistrada.

Ainda em seu despacho, a magistrada apontou que a prisão seria necessária por conta da gravidade do crime. “A liberdade dos acusados geraria, na sociedade, uma enorme sensação de impunidade e a impunidade é um convite ao crime. O Brasil é o País com o maior número de homicídios do mundo e isso exige responsabilidade social por parte do Poder Judiciário. Os réus foram denunciados por tentativa de homicídio duplamente qualificado, pelo motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima”, concluiu a decisão.

Os advogados de Maninho devem entrar hoje com pedido de relaxamento de prisão. Pessoas ligadas ao ex-vereador demonstram confiança no acatamento da solicitação à Justiça.

Apesar disso, a defesa do petista avalia que existe um risco caso o relaxamento não seja aceito pelo TJ. Neste caso, uma entrega negociada à polícia é uma possibilidade avaliada pelos advogados.

Outro ponto mencionado por integrantes da defesa de Maninho foi uma possível rapidez na tramitação do processo. Segundo eles, o tempo entre o oferecimento e o aceite da denúncia do Ministério Público foi de apenas dois dias. 



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Justiça manda prender Maninho por agressão a crítico de Lula

Ex-vereador de Diadema foi denunciado pelo MP por tentativa de homicídio com dolo eventual; polícia considera petista foragido após não encontrá-lo

Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

12/05/2018 | 07:00


A juíza Débora Faitarone, da 1ª Vara do Júri, decretou ontem a prisão preventiva (sem prazo definido) do ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, e de seu filho Leandro Marinho, ambos do PT. Maninho é considerado foragido pela Justiça.

Tanto Maninho quanto Leandro foram acusados de agredir o empresário Carlos Alberto Bettoni em frente ao Instituto Lula no dia em que foi expedida a ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 5 de abril. O ex-parlamentar de Diadema empurrou Bettoni, que se desequilibrou e bateu com a cabeça no para-choque de um caminhão que passava na rua no momento do entrevero e teve de ser levado ao hospital, com traumatismo craniano.

Os dois petistas foram acusados por tentativa de homicídio com dolo eventual, quando não há intenção, mas assume-se o risco do crime.

No começo da noite, três equipes da Polícia Civil, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), estiveram na residência de Maninho, no bairro Piraporinha. Os policiais realizaram vistoria na casa e permaneceram no local por 30 minutos.

Justamente por ter o destino incerto, o petista foi considerado foragido pelos policiais destacados para efetuar sua prisão.

A decisão da juíza Débora Faitarone alegou que, “para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, e considerando ainda a gravidade do crime, que inclusive é hediondo, em obediência aos artigos 312º e 313º do Código de Processo Penal, decreto as prisões preventivas de Manoel Eduardo Marinho e Leandro Eduardo Marinho, pois insuficientes todas as medidas cautelares diversas da prisão”.

“Mesmo com a vítima caída, com uma poça de sangue que escorria pela sua cabeça em via pública (ela parecia estar convulsionando), os réus afastaram-se do local, demonstrando frieza e total desprezo pela vida humana. A vítima foi socorrida por populares, que gritaram por uma ambulância. Os gritos dos populares são de desespero”, diz a magistrada.

Ainda em seu despacho, a magistrada apontou que a prisão seria necessária por conta da gravidade do crime. “A liberdade dos acusados geraria, na sociedade, uma enorme sensação de impunidade e a impunidade é um convite ao crime. O Brasil é o País com o maior número de homicídios do mundo e isso exige responsabilidade social por parte do Poder Judiciário. Os réus foram denunciados por tentativa de homicídio duplamente qualificado, pelo motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima”, concluiu a decisão.

Os advogados de Maninho devem entrar hoje com pedido de relaxamento de prisão. Pessoas ligadas ao ex-vereador demonstram confiança no acatamento da solicitação à Justiça.

Apesar disso, a defesa do petista avalia que existe um risco caso o relaxamento não seja aceito pelo TJ. Neste caso, uma entrega negociada à polícia é uma possibilidade avaliada pelos advogados.

Outro ponto mencionado por integrantes da defesa de Maninho foi uma possível rapidez na tramitação do processo. Segundo eles, o tempo entre o oferecimento e o aceite da denúncia do Ministério Público foi de apenas dois dias. 

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