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Funcionários denunciam descaso em escola

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Instituição do Estado, na Vila Lopes, tem problemas estruturais e trabalhadores insuficientes


Juliana Stern

08/05/2018 | 07:00


A EE Padre Giuseppe Pisoni, localizada na Vila Lopes, em Rio Grande da Serra, luta para se manter, em cenário de descaso por parte da administração pública. Dentre os problemas apresentados pela comunidade, os mais alarmantes são a falta de funcionários e a necessidade de reforma no prédio. Por conta dos problemas, segundo a coordenação, quase 90 alunos pediram transferência para outras escolas desde o começo do ano letivo. 

Docentes e funcionários da instituição procuraram o Diário para denunciar as condições precárias a que são submetidos. Segundo uma das agentes de organização escolar que preferiu não se identificar, a escola funciona com três funcionários administrativos, longe do número considerado suficiente para cuidar dos 541 alunos matriculados. “No intervalo são quase 300 crianças praticamente soltas, sem supervisão, porque só tem uma pessoa para olhar. As outras têm de ficar na secretaria para atendimento e não podem sair de lá. Isso quando temos as três, porque funcionário falta”, afirma a agente. 

Um dos cenários mais complicados ocorre quando algum professor falta sem avisar. “Não temos tempo para achar substitutos. Os alunos ficam na sala sozinhos. Consigo ir olhar de vez em quando, mas não posso deixar a secretaria vazia”, acrescenta a funcionária.

Fora a mão de obra insuficiente, o descaso em relação à manutenção é outro agravante. A equipe do <CF52>Diário</CF> esteve na escola ontem e observou que parte do pátio onde as crianças passam os intervalos está tomada pela vegetação. Além disso, salas de aulas estão com janelas quebradas ou trincadas, com vidro ainda no chão e problemas de infiltração. “Uma das salas está interditada, porque quando chove cai água la dentro”, afirma uma funcionária. A equipe de limpeza da escola também trabalha com números reduzidos. Apenas três funcionárias que intercalam entre si, segundo a comunidade escolar.

“Uma escola que no passado foi ‘escola-padrão’ hoje está largada”, comenta professor que também preferiu não se identificar. “É comum ver alunos matando aula, zanzando pelos corredores e atrapalhando. Professores vêm pedindo remoção de seus cargos, agravando a situação”, acrescenta.

Segundo os funcionários, 90 transferências ocorreram desde janeiro até o começo de maio, informação rebatida pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que afirma que apenas 37 transferências foram feitas, menos de 10% do corpo discente, quantidade considerada “normal”. Já sobre os funcionários, a secretaria afirmou que há número suficiente de profissionais para a quantidade de alunos. 



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