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Reitor retorna, mas sai de férias de novo na UFABC

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Klaus Capelle estava fora da instituição há 42 dias; universidade segue gerida por Dácio Matheus


Humberto Domiciano

07/05/2018 | 07:00


A indefinição no comando da UFABC (Universidade Federal do ABC) ganhou mais um capítulo. Reitor pro tempore, Klaus Capelle retornou após 42 dias de afastamento e já protocolou novo pedido de férias, que terão início hoje.
Oficialmente, a universidade informou que o reitor cumpriu período de afastamento relativo às férias de 2017 – finalizado na sexta-feira – e que no novo pedido estarão contempladas as férias relativas a este ano.

Desde o dia 15 de fevereiro, a instituição tem sido comandada pelo vice-reitor pro tempore Dácio Roberto Matheus, que, ao longo do período, mesmo sem estar apontado de maneira oficial como novo reitor, já começou a efetuar nomeações e exonerações na entidade.

Nos últimos meses, Dácio patrocinou diversas trocas e nomeações em cargos ligados ao comando da UFABC, como nas pró-reitorias de extensão e cultura, de graduação e de assuntos comunitários e políticas afirmativas.
Além disso, Dácio nomeou profissionais da universidade para cargos de coordenação. As funções de pró-reitor possuem gratificação de R$ 6.467,10, somadas ao salário de docente, que varia entre R$ 16 mil e R$ 19 mil.
Internamente, as alterações na reitoria provocaram críticas entre os professores. Alguns, com medo de sofrerem represálias, relataram ao Diário que boa parte dos remanejamentos se deu após a eleição, como uma suposta forma de privilegiar aliados de Dácio.

Por outro lado, grupos ligados ao comando atual da universidade têm se movimentado para pressionar o governo federal a proceder a nomeação de Dácio, que foi o mais bem votado na eleição de novembro e, caso a tradição fosse seguida, teria de assumir o posto de reitor até a primeira semana de fevereiro, já que venceria o mandato de Klaus Capelle à frente da universidade da região.

Entretanto, no dia 8 de fevereiro, o Ministério da Educação estendeu pro tempore (sem prazo) o tempo de gestão de Capelle, alegando falhas burocráticas no processo conduzido pela UFABC.

Na semana passada, o Diário mostrou que ala ligada ao DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFABC decidiu montar uma caravana para ir até Brasília pressionar a Casa Civil do governo de Michel Temer (MDB) a nomear Dácio como novo reitor da instituição. A agenda na Capital Federal tende a acontecer em julho, durante o recesso universitário.

Em comunicado divulgado pelo diretório, os alunos afirmam que “as três categorias da universidade (técnicos-administrativos, professores e estudantes) mantêm a mobilização que está acontecendo desde o começo do ano para que a nomeação (de Dácio) aconteça”. Além disso, o texto pontua que “a não nomeação do reitor fere a autonomia universitária, visto que o reitor foi eleito de forma paritária nas eleições que ocorreram em (novembro de) 2017”, completou o diretório.

Ao mesmo tempo, o Conselho Universitário da UFABC formalizou, no começo de abril, ofício, denominado moção de preocupação, encaminhado ao MEC (Ministério da Educação), pressionando sobre a demora do presidente Michel Temer em definir o novo reitor da instituição.  



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Reitor retorna, mas sai de férias de novo na UFABC

Klaus Capelle estava fora da instituição há 42 dias; universidade segue gerida por Dácio Matheus

Humberto Domiciano

07/05/2018 | 07:00


A indefinição no comando da UFABC (Universidade Federal do ABC) ganhou mais um capítulo. Reitor pro tempore, Klaus Capelle retornou após 42 dias de afastamento e já protocolou novo pedido de férias, que terão início hoje.
Oficialmente, a universidade informou que o reitor cumpriu período de afastamento relativo às férias de 2017 – finalizado na sexta-feira – e que no novo pedido estarão contempladas as férias relativas a este ano.

Desde o dia 15 de fevereiro, a instituição tem sido comandada pelo vice-reitor pro tempore Dácio Roberto Matheus, que, ao longo do período, mesmo sem estar apontado de maneira oficial como novo reitor, já começou a efetuar nomeações e exonerações na entidade.

Nos últimos meses, Dácio patrocinou diversas trocas e nomeações em cargos ligados ao comando da UFABC, como nas pró-reitorias de extensão e cultura, de graduação e de assuntos comunitários e políticas afirmativas.
Além disso, Dácio nomeou profissionais da universidade para cargos de coordenação. As funções de pró-reitor possuem gratificação de R$ 6.467,10, somadas ao salário de docente, que varia entre R$ 16 mil e R$ 19 mil.
Internamente, as alterações na reitoria provocaram críticas entre os professores. Alguns, com medo de sofrerem represálias, relataram ao Diário que boa parte dos remanejamentos se deu após a eleição, como uma suposta forma de privilegiar aliados de Dácio.

Por outro lado, grupos ligados ao comando atual da universidade têm se movimentado para pressionar o governo federal a proceder a nomeação de Dácio, que foi o mais bem votado na eleição de novembro e, caso a tradição fosse seguida, teria de assumir o posto de reitor até a primeira semana de fevereiro, já que venceria o mandato de Klaus Capelle à frente da universidade da região.

Entretanto, no dia 8 de fevereiro, o Ministério da Educação estendeu pro tempore (sem prazo) o tempo de gestão de Capelle, alegando falhas burocráticas no processo conduzido pela UFABC.

Na semana passada, o Diário mostrou que ala ligada ao DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFABC decidiu montar uma caravana para ir até Brasília pressionar a Casa Civil do governo de Michel Temer (MDB) a nomear Dácio como novo reitor da instituição. A agenda na Capital Federal tende a acontecer em julho, durante o recesso universitário.

Em comunicado divulgado pelo diretório, os alunos afirmam que “as três categorias da universidade (técnicos-administrativos, professores e estudantes) mantêm a mobilização que está acontecendo desde o começo do ano para que a nomeação (de Dácio) aconteça”. Além disso, o texto pontua que “a não nomeação do reitor fere a autonomia universitária, visto que o reitor foi eleito de forma paritária nas eleições que ocorreram em (novembro de) 2017”, completou o diretório.

Ao mesmo tempo, o Conselho Universitário da UFABC formalizou, no começo de abril, ofício, denominado moção de preocupação, encaminhado ao MEC (Ministério da Educação), pressionando sobre a demora do presidente Michel Temer em definir o novo reitor da instituição.  

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