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‘Quem marginaliza o skate é leigo’


João Victor Romoli
Especial para o Diário

01/05/2018 | 07:00


O skate superou a marginalização que sofreu no passado e agora já espera a participação na sua primeira Olimpíada, em 2020, no Japão. A evolução ainda se mostrou maior neste ano, já que o esporte teve sua primeira convocação para Seleção Brasileira da modalidade. Responsável pelo anúncio, o skatista Sandro Dias, o Mineirinho, 43 anos, natural de Santo André e hexacampeão mundial, ressaltou o salto que o esporte deu, principalmente pela força que tem no Grande ABC, e aproveitou para criticar quem ainda trata o skatista como marginal.

Sandro Dias ‘Mineirinho’ e o Diário
A relação de Mineirinho com o Diário começou ainda quando ele era criança, com participações de seus pais. Eles assinavam o jornal e Sandro aproveitava para ler as páginas de Esporte porque era a editoria que ele mais se identificava.

Depois, como profissional de skate, realizou o sonho de ver o seu nome no Diário, algo que o deixa realmente satisfeito quando olha para sua carreira. “Foram muitas matérias publicadas e ficava extremamente feliz cada vez que via meu nome no jornal. Fico muito orgulhoso de fazer parte dessa história.”

Como foi ser um dos skatistas que alavancaram o esporte no Grande ABC?
Fico feliz em ter feito minha parte, minha contribuição para que o skate se tornasse forte no Grande ABC, que se tornasse mais conhecido. Na verdade, quando comecei no skate não esperava que isso fosse acontecer. Os fatos na minha carreira foram acontecendo muito rápido, principalmente por conta do meu amor pelo esporte. Seguia os eventos, campeonatos de skate e minha carreira foi fluindo, foi melhorando. Com isso, fiz a minha parte para fortalecer o esporte. Lógico que não fiz nada sozinho, tem outros skatistas. Quando comecei, havia muitos profissionais no Grande ABC. Justamente por causa deles que me inspirei. Jorge Negão, Edsinho, George Rotatori e Tio Liba eram alguns que me davam motivação para acreditar no sucesso no skate. Esses caras eram da região. Me inspirava neles e sempre queria estar perto deles. Foi por isso que evoluí tanto e dei continuidade no que eles começaram a fazer na região. Mas fico feliz por ter contribuído para que o skate crescesse. Até hoje a região revela diversos skatistas.

Como vê a força do skate na região e no Brasil?
A região é o berço do skate no Brasil, por causa das pistas que sempre teve. A de São Bernardo, que é mais antiga, pista estação, em Santo André. Teve a força local, que era da minha geração. Lutamos muito para essa evolução que está tendo hoje. Isso foi a causa de sucesso do skate no Grande ABC. O Brasil é uma das grandes potências mundiais, tem mercado próprio. Talvez sejamos o maior número de praticantes de skate em uma única nação. Hoje, no Brasil, o skate é o segundo esporte mais frequentado pelos professores. Enfim, é muito forte no Brasil e na região. Por isso alguns tiveram de lutar muito para conseguir uma vaga para disputar campeonatos e se tornarem profissionais na modalidade.

Quando ainda era criança, achava que conquistaria seis campeonatos mundiais e três europeus?
Sinceramente, não. Comecei a andar de skate porque era moda na época, em meados de 1985. Comecei a frequentar os eventos e competições que eram perto da minha casa. Eram na Prefeitura de Santo André, no ginásio de São Caetano e em São Bernardo. Sempre segui a minha paixão, que é o amor pelo skate. Nunca esperava que ia acontecer. As coisas foram acontecendo no automático na minha carreira. Me formei na faculdade de Administração da UniABC, em 2000, e precisava seguir um caminho na minha vida para que as coisas dessem certo. Já andava há 15 anos, ganhava dinheiro andando de skate, mas ainda trabalhava com meu pai. No período integral, trabalhava com meu pai e nos horários vagos andava de skate. Quando me formei, precisei tomar um rumo na vida. Resolvi escolher a vida do skate e foi aí que as coisas foram dando certo e começaram a vir as conquistas. Já estava entre os dez do ranking mundial e, dois anos depois, fui campeão do mundo pela primeira vez. Não esperava que isso fosse acontecer. Fico feliz de ter passado por tudo isso, porque é uma história de amor pelo esporte. Não ando para treinar ou competir, mas sim porque gosto. Amo skate. As coisas aconteceram pelo esporte.

Acha que agora, integrando o programa olímpico, o skate vai apagar a imagem de ser um esporte marginalizado?
Se existe ainda um olhar marginalizado para o skate, acredito que são pessoas leigas, que não conhecem o esporte. Quem marginaliza o skate é leigo. O skate é o segundo esporte mais praticado no Brasil nos últimos dez anos. Temos campeões mundiais em todas as categorias. São dez no total. Acredito que com o programa Ouro Olímpico vamos atingir mais pessoas, a mídia vai dar mais espaço e os leigos vão enxergar de outra forma o skate. De forma mais organizada, bacana e séria, como sempre foi. Skatista nunca foi marginal igual muitos pensavam antigamente. Mas não vemos mais isso. No passado era normal, já hoje em dia esse preconceito está deixando de existir. É muito difícil ver alguém chamar de vagabundo, entre outros aspectos, porque é um skatista. Ainda existe, em pequena proporção, mas esse trabalho do governo e a Olimpíada vão ajudar a erradicar esse conceito.

De onde surgiu o apelido ‘Mineirinho’, já que nasceu e morou em Santo André?
Meu apelido veio do meu pai, que é mineiro. Eu tinha um tio, que já está falecido, que chamava meu pai de Mineiro e, como sou muito parecido com meu pai, me chamaram de Mineirinho. Fui preencher a inscrição do meu primeiro campeonato em 1985, no Paço Municipal de Santo André, e como estava muito ansioso, muito nervoso, queria escrever rápido e coloquei Mineirinho. Na ocasião, estava com minha mãe e ela me ajudou a aderir esse apelido. Falou para eu colocar que ia ficar diferente. Hoje gosto que me chamem assim, até porque é uma coisa que veio do meu pai.

Você se lembra quando teve o primeiro contato com o Diário?
Desde criança tenho contato com o Diário. Meus pais assinavam o jornal, então chegava em casa e sempre olhava. Gostava muito de ver as páginas de Esporte porque sempre foi a área que tive mais interesse. Desde que me conheço como pessoa conheço o Diário. Depois, quando virei profissional, foram muitas matérias publicadas e ficava muito feliz cada vez que via meu nome no jornal. Fico muito orgulhoso de fazer parte dessa história. Espero ainda aparecer em muitas notícias porque sei que o Diário sempre vai mostrar o que acontece no skate. Agora, chegando na Olimpíada, sei que teremos o Diário do nosso lado para mostrar nossa luta pelo esporte desde cedo. O quanto fizemos para o crescimento do skate no Grande ABC e no Brasil.

O Diário foi útil à sua carreira de alguma forma?
Com certeza. É um meio de comunicação da região muito importante. Ajudou bastante no reconhecimento do meu trabalho, do crescimento do skate e das coisas que eu fazia mundo afora. Ajudou não só eu, mas o esporte como um todo. Sempre estiveram (repórteres) do meu lado perguntando sobre as novidades, resultados e isso foi muito bom para o meu crescimento. Sabia que fazendo as coisas certas no skate e conquistando títulos teria o reconhecimento com reportagens publicadas. O mais importante foi que isso aconteceu antes até de eu ser hexacampeão do mundo. Esse apoio vem de muito tempo atrás. Por isso valorizo muito o Diário.

Acredita que o Diário ajuda o esporte na região?
Claro que sim. É um meio de comunicação que todos na região conhecem. Está sempre cobrindo os eventos. Não só de skate, mas de diversos esportes também. Cada vez em que o Diário publica algo é uma forma de ajudar o esporte na região. Até por isso sou muito grato por ter feito parte disso. Sei que o jornal mostrando informações e divulgando os próximos eventos sempre atrai o público. No skate, principalmente, isso foi muito importante.

O que mais o Diário poderia fazer para ajudar os skatistas?
Sempre estar incentivando, publicando conquistas, coisas novas que vêm acontecendo no mundo do skate, noticiando tudo que o nosso esporte pode oferecer. O esporte ajuda na reconciliação social, por exemplo. Hoje, com o programa olímpico, acho que poderia abordar mais esse lado também. Isso iria ajudar a mudar as opiniões dessas pessoas que ainda olham para o esporte como marginalizado e que é frequentado por vagabundos. Isso pode ajudar muito, além de continuar o trabalho comigo e com os outros, que sempre foi muito bacana. Isso nos deixa muito satisfeitos e com motivação para continuarmos batalhando para melhorar o esporte no Brasil.

Se pudesse realizar algum feito no Grande ABC, qual seria?
Sinto falta do ‘Dia D’, que realizei três vezes em Santo André. Duas foram no Parque Central e uma no estacionamento do Paço (Municipal) . Gostaria de voltar a fazer. Na época, em 2008, chegou a ter 25 mil pessoas no evento. Pedíamos doação para entrar, sendo comida principalmente. Era um evento sem brigas, todos felizes, pessoas aproveitando um dia de domingo no parque e, infelizmente, a nova gestão da Prefeitura acabou com o nosso evento. Mas gostaria de fazer de novo, tenho outras ideias agora também, já que adquiri ainda mais experiência. Se tivesse essa oportunidade ficaria muito grato e, claro, tendo a ajuda do Diário com informações sobre o evento. Toda ajuda é bem-vinda para fortalecer a região.

Como vê o futuro do skate na região?
Futuro do skate é muito promissor. Temos grandes nomes na região e a cada ano que passa surgem mais e mais. O que falta mesmo é o poder público investir. A Prefeitura ainda não viu as situações das pistas e da qualidade delas na região. Uma reforma nas pistas iria ajudar todos nós. Como todo esporte, é preciso ter lugares para treinar. Temos tantos talentos e não podemos perdê-los por conta de pistas que não têm condições de uso. Temos o projeto olímpico agora e acho que isso vai ser um motivo a mais para poder investir. É a chance que temos para fortalecer ainda mais o skate no Grande ABC e para lançar esses talentos que temos.

Aos 43 anos, quais são os planos para a carreira a partir deste ano?
Tenho meu projeto, que é o acampamento de esportes radicais, no Interior de São Paulo, minha marca de tênis e também o Sandro Dias School, que é um projeto que estou implantando em parques e pistas. Já temos parcerias com as prefeituras de Rio Grande da Serra e Guarulhos. Mas, falando de planos profissionais, quero continuar representando o Brasil da melhor forma. Claro que com 43 anos não consigo participar de todas as competições pelo mundo. Só vou nas que realmente acho legais. Fora isso, tenho projeto com instituições sociais, ajudando o skate a crescer no Brasil, com vários parceiros espalhados pelo País. Ajudar o skate a continuar viajando, disputando campeonatos. Sempre tentando mostrar que o skate é um esporte que pode proporcionar às pessoas bem-estar, saúde, condição de vida boa e amizade. Acredito que o skate vai só evoluir a partir de agora e fico muito feliz de estar vivendo isso. 



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‘Quem marginaliza o skate é leigo’

João Victor Romoli
Especial para o Diário

01/05/2018 | 07:00


O skate superou a marginalização que sofreu no passado e agora já espera a participação na sua primeira Olimpíada, em 2020, no Japão. A evolução ainda se mostrou maior neste ano, já que o esporte teve sua primeira convocação para Seleção Brasileira da modalidade. Responsável pelo anúncio, o skatista Sandro Dias, o Mineirinho, 43 anos, natural de Santo André e hexacampeão mundial, ressaltou o salto que o esporte deu, principalmente pela força que tem no Grande ABC, e aproveitou para criticar quem ainda trata o skatista como marginal.

Sandro Dias ‘Mineirinho’ e o Diário
A relação de Mineirinho com o Diário começou ainda quando ele era criança, com participações de seus pais. Eles assinavam o jornal e Sandro aproveitava para ler as páginas de Esporte porque era a editoria que ele mais se identificava.

Depois, como profissional de skate, realizou o sonho de ver o seu nome no Diário, algo que o deixa realmente satisfeito quando olha para sua carreira. “Foram muitas matérias publicadas e ficava extremamente feliz cada vez que via meu nome no jornal. Fico muito orgulhoso de fazer parte dessa história.”

Como foi ser um dos skatistas que alavancaram o esporte no Grande ABC?
Fico feliz em ter feito minha parte, minha contribuição para que o skate se tornasse forte no Grande ABC, que se tornasse mais conhecido. Na verdade, quando comecei no skate não esperava que isso fosse acontecer. Os fatos na minha carreira foram acontecendo muito rápido, principalmente por conta do meu amor pelo esporte. Seguia os eventos, campeonatos de skate e minha carreira foi fluindo, foi melhorando. Com isso, fiz a minha parte para fortalecer o esporte. Lógico que não fiz nada sozinho, tem outros skatistas. Quando comecei, havia muitos profissionais no Grande ABC. Justamente por causa deles que me inspirei. Jorge Negão, Edsinho, George Rotatori e Tio Liba eram alguns que me davam motivação para acreditar no sucesso no skate. Esses caras eram da região. Me inspirava neles e sempre queria estar perto deles. Foi por isso que evoluí tanto e dei continuidade no que eles começaram a fazer na região. Mas fico feliz por ter contribuído para que o skate crescesse. Até hoje a região revela diversos skatistas.

Como vê a força do skate na região e no Brasil?
A região é o berço do skate no Brasil, por causa das pistas que sempre teve. A de São Bernardo, que é mais antiga, pista estação, em Santo André. Teve a força local, que era da minha geração. Lutamos muito para essa evolução que está tendo hoje. Isso foi a causa de sucesso do skate no Grande ABC. O Brasil é uma das grandes potências mundiais, tem mercado próprio. Talvez sejamos o maior número de praticantes de skate em uma única nação. Hoje, no Brasil, o skate é o segundo esporte mais frequentado pelos professores. Enfim, é muito forte no Brasil e na região. Por isso alguns tiveram de lutar muito para conseguir uma vaga para disputar campeonatos e se tornarem profissionais na modalidade.

Quando ainda era criança, achava que conquistaria seis campeonatos mundiais e três europeus?
Sinceramente, não. Comecei a andar de skate porque era moda na época, em meados de 1985. Comecei a frequentar os eventos e competições que eram perto da minha casa. Eram na Prefeitura de Santo André, no ginásio de São Caetano e em São Bernardo. Sempre segui a minha paixão, que é o amor pelo skate. Nunca esperava que ia acontecer. As coisas foram acontecendo no automático na minha carreira. Me formei na faculdade de Administração da UniABC, em 2000, e precisava seguir um caminho na minha vida para que as coisas dessem certo. Já andava há 15 anos, ganhava dinheiro andando de skate, mas ainda trabalhava com meu pai. No período integral, trabalhava com meu pai e nos horários vagos andava de skate. Quando me formei, precisei tomar um rumo na vida. Resolvi escolher a vida do skate e foi aí que as coisas foram dando certo e começaram a vir as conquistas. Já estava entre os dez do ranking mundial e, dois anos depois, fui campeão do mundo pela primeira vez. Não esperava que isso fosse acontecer. Fico feliz de ter passado por tudo isso, porque é uma história de amor pelo esporte. Não ando para treinar ou competir, mas sim porque gosto. Amo skate. As coisas aconteceram pelo esporte.

Acha que agora, integrando o programa olímpico, o skate vai apagar a imagem de ser um esporte marginalizado?
Se existe ainda um olhar marginalizado para o skate, acredito que são pessoas leigas, que não conhecem o esporte. Quem marginaliza o skate é leigo. O skate é o segundo esporte mais praticado no Brasil nos últimos dez anos. Temos campeões mundiais em todas as categorias. São dez no total. Acredito que com o programa Ouro Olímpico vamos atingir mais pessoas, a mídia vai dar mais espaço e os leigos vão enxergar de outra forma o skate. De forma mais organizada, bacana e séria, como sempre foi. Skatista nunca foi marginal igual muitos pensavam antigamente. Mas não vemos mais isso. No passado era normal, já hoje em dia esse preconceito está deixando de existir. É muito difícil ver alguém chamar de vagabundo, entre outros aspectos, porque é um skatista. Ainda existe, em pequena proporção, mas esse trabalho do governo e a Olimpíada vão ajudar a erradicar esse conceito.

De onde surgiu o apelido ‘Mineirinho’, já que nasceu e morou em Santo André?
Meu apelido veio do meu pai, que é mineiro. Eu tinha um tio, que já está falecido, que chamava meu pai de Mineiro e, como sou muito parecido com meu pai, me chamaram de Mineirinho. Fui preencher a inscrição do meu primeiro campeonato em 1985, no Paço Municipal de Santo André, e como estava muito ansioso, muito nervoso, queria escrever rápido e coloquei Mineirinho. Na ocasião, estava com minha mãe e ela me ajudou a aderir esse apelido. Falou para eu colocar que ia ficar diferente. Hoje gosto que me chamem assim, até porque é uma coisa que veio do meu pai.

Você se lembra quando teve o primeiro contato com o Diário?
Desde criança tenho contato com o Diário. Meus pais assinavam o jornal, então chegava em casa e sempre olhava. Gostava muito de ver as páginas de Esporte porque sempre foi a área que tive mais interesse. Desde que me conheço como pessoa conheço o Diário. Depois, quando virei profissional, foram muitas matérias publicadas e ficava muito feliz cada vez que via meu nome no jornal. Fico muito orgulhoso de fazer parte dessa história. Espero ainda aparecer em muitas notícias porque sei que o Diário sempre vai mostrar o que acontece no skate. Agora, chegando na Olimpíada, sei que teremos o Diário do nosso lado para mostrar nossa luta pelo esporte desde cedo. O quanto fizemos para o crescimento do skate no Grande ABC e no Brasil.

O Diário foi útil à sua carreira de alguma forma?
Com certeza. É um meio de comunicação da região muito importante. Ajudou bastante no reconhecimento do meu trabalho, do crescimento do skate e das coisas que eu fazia mundo afora. Ajudou não só eu, mas o esporte como um todo. Sempre estiveram (repórteres) do meu lado perguntando sobre as novidades, resultados e isso foi muito bom para o meu crescimento. Sabia que fazendo as coisas certas no skate e conquistando títulos teria o reconhecimento com reportagens publicadas. O mais importante foi que isso aconteceu antes até de eu ser hexacampeão do mundo. Esse apoio vem de muito tempo atrás. Por isso valorizo muito o Diário.

Acredita que o Diário ajuda o esporte na região?
Claro que sim. É um meio de comunicação que todos na região conhecem. Está sempre cobrindo os eventos. Não só de skate, mas de diversos esportes também. Cada vez em que o Diário publica algo é uma forma de ajudar o esporte na região. Até por isso sou muito grato por ter feito parte disso. Sei que o jornal mostrando informações e divulgando os próximos eventos sempre atrai o público. No skate, principalmente, isso foi muito importante.

O que mais o Diário poderia fazer para ajudar os skatistas?
Sempre estar incentivando, publicando conquistas, coisas novas que vêm acontecendo no mundo do skate, noticiando tudo que o nosso esporte pode oferecer. O esporte ajuda na reconciliação social, por exemplo. Hoje, com o programa olímpico, acho que poderia abordar mais esse lado também. Isso iria ajudar a mudar as opiniões dessas pessoas que ainda olham para o esporte como marginalizado e que é frequentado por vagabundos. Isso pode ajudar muito, além de continuar o trabalho comigo e com os outros, que sempre foi muito bacana. Isso nos deixa muito satisfeitos e com motivação para continuarmos batalhando para melhorar o esporte no Brasil.

Se pudesse realizar algum feito no Grande ABC, qual seria?
Sinto falta do ‘Dia D’, que realizei três vezes em Santo André. Duas foram no Parque Central e uma no estacionamento do Paço (Municipal) . Gostaria de voltar a fazer. Na época, em 2008, chegou a ter 25 mil pessoas no evento. Pedíamos doação para entrar, sendo comida principalmente. Era um evento sem brigas, todos felizes, pessoas aproveitando um dia de domingo no parque e, infelizmente, a nova gestão da Prefeitura acabou com o nosso evento. Mas gostaria de fazer de novo, tenho outras ideias agora também, já que adquiri ainda mais experiência. Se tivesse essa oportunidade ficaria muito grato e, claro, tendo a ajuda do Diário com informações sobre o evento. Toda ajuda é bem-vinda para fortalecer a região.

Como vê o futuro do skate na região?
Futuro do skate é muito promissor. Temos grandes nomes na região e a cada ano que passa surgem mais e mais. O que falta mesmo é o poder público investir. A Prefeitura ainda não viu as situações das pistas e da qualidade delas na região. Uma reforma nas pistas iria ajudar todos nós. Como todo esporte, é preciso ter lugares para treinar. Temos tantos talentos e não podemos perdê-los por conta de pistas que não têm condições de uso. Temos o projeto olímpico agora e acho que isso vai ser um motivo a mais para poder investir. É a chance que temos para fortalecer ainda mais o skate no Grande ABC e para lançar esses talentos que temos.

Aos 43 anos, quais são os planos para a carreira a partir deste ano?
Tenho meu projeto, que é o acampamento de esportes radicais, no Interior de São Paulo, minha marca de tênis e também o Sandro Dias School, que é um projeto que estou implantando em parques e pistas. Já temos parcerias com as prefeituras de Rio Grande da Serra e Guarulhos. Mas, falando de planos profissionais, quero continuar representando o Brasil da melhor forma. Claro que com 43 anos não consigo participar de todas as competições pelo mundo. Só vou nas que realmente acho legais. Fora isso, tenho projeto com instituições sociais, ajudando o skate a crescer no Brasil, com vários parceiros espalhados pelo País. Ajudar o skate a continuar viajando, disputando campeonatos. Sempre tentando mostrar que o skate é um esporte que pode proporcionar às pessoas bem-estar, saúde, condição de vida boa e amizade. Acredito que o skate vai só evoluir a partir de agora e fico muito feliz de estar vivendo isso. 

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