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Relação entre Lauro e Câmara azeda após declarações


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/04/2018 | 07:00


A já instável relação entre o governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), e a Câmara azedou de vez nas últimas semanas. Do início do mês para cá, o Paço tem tido dificuldades para bancar a apreciação de projetos de interesse do governo.

Na semana passada, por falta de apoio a gestão Lauro não conseguiu bancar a votação de projeto que permitiria à Prefeitura celebrar convênio com o Sesi (Serviço Social da Indústria) para implementar programas esportivos no município. Na sessão de ontem, nenhuma medida do governo foi debatida entre os parlamentares.

A harmonia entre os poderes ficou prejudicada desde que Lauro, no início do mês, afirmou publicamente que “vereadores, às vezes, não sabem o que estão fazendo” na Câmara, em crítica ao movimento de parlamentares da oposição e até da base governista em travarem a aprovação de projeto que autoriza o governo a contrair empréstimo para construir outro hospital municipal. Um pedido formal de explicações chegou a ser aprovado no Legislativo com assinaturas, inclusive, de parlamentares do partido do prefeito.

Outra situação que tem intensificado o racha é a disputa interna entre o chefe do Executivo e o presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), primo de Lauro. O socialista tem bancado candidatura a deputado estadual a contragosto do verde, que bate o pé por projeto único do governo, a ser encabeçado pelo vice-prefeito Márcio da Farmácia (Podemos).

Por enquanto, as divergências entre os Michels são registradas apenas no bastidor, mas a tendência é a de que o distanciamento político entre os dois fique cada vez mais evidente com a proximidade da corrida eleitoral. O Diário apurou que recentemente o governo Lauro exonerou servidores comissionados ligados a Marcos. Mulher do socialista, Tatiane Ramos (PSB) segue como secretária de Educação.

Líder do prefeito na Casa, Célio Boi (PSB) cobrou a fidelidade de parlamentares governistas. “Não dá para ter cargos no governo e ter essa postura”, criticou o socialista, em nítido recado aos dissidentes da base de sustentação. “Não dá para botar o pé em duas canoas. A minha avaliação é que eleição e governabilidade são duas coisas distintas.”  



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