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Caixa reduz juros de crédito imobiliário

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Taxas recuaram até 1,25 ponto percentual; banco volta a financiar até 70% do imóvel usado


Flavia Kurotori
Especial para o Diário

17/04/2018 | 07:30


A Caixa Econômica Federal anunciou a redução dos juros para o financiamento imobiliário em até 1,25 ponto percentual. Na linha de crédito SFH (Sistema Financeiro de Habitação), aplicada a imóveis de até R$ 950 mil, a taxa agora oscila entre 9% e 10,25% ao ano mais TR (Taxa Referencial), e varia conforme o relacionamento com o banco. Na modalidade SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário), para unidades acima de R$ 950 mil, são cobrados entre 10% e 11,25% ao ano mais TR.

Ainda que a Selic – taxa básica de juros – esteja em queda desde o ano passado – hoje em 6,5% ao ano –, os custos para financiar a casa própria não acompanham o ritmo de redução, uma vez que essas modalidades utilizam recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Assim sendo, quando o País está em crise e em cenário de desemprego, os saques da poupança tendem a ser maiores que os depósitos, pois a população precisa de recursos. Com a reação da economia, e a redução dos juros e da inflação, houve migração de recursos à caderneta, até porque fundos de renda fixa passaram a ser menos rentáveis. Para se ter ideia, em março, os depósitos superaram as retiradas – em R$ 3,9 bilhões – pela primeira vez no mês desde 2014.

“O mercado imobiliário está dando sinais de melhora nos últimos meses, mas esta deve impactar positivamente, porque irá impulsionar ainda mais o setor”, avalia Miguel Colicchio Neto, o Guta, proprietário da Colicchio Imóveis, de Santo André. Vale lembrar que o número de lançamentos cresceu pela primeira vez em quatro anos em 2017, com incremento de 24% ante 2016, conforme dados da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC).

“Esta medida sinaliza que os recursos da Caixa estão em equilíbrio, o que se tinha dúvidas no ano passado”, afirma Marcos Santaguita, presidente da Acigabc. “Mesmo sendo uma notícia muito boa, os juros têm espaço para cair ainda mais e chegar na casa dos 7%, como em 2008, quando o mercado estava aquecido e a taxa chegou a 7,5%.”

Segundo Luiz Carlos Heck, superintendente regional da Caixa para o Grande ABC, o banco objetiva “manter sua liderança no nicho imobiliário e atrair novos clientes”.

COTA DE FINANCIAMENTO - A instituição financeira também divulgou ontem que o limite de financiamento de imóveis usados voltou a ser de 70% – em setembro de 2017, a Caixa havia reduzido para 50%. “Financiar apenas metade do valor inviabilizava a compra da casa própria, e poucas pessoas tinham acesso”, assinala Santaguita.

Guta salienta que esta alteração faz a ‘engrenagem da economia girar’. “Todos os segmentos voltam a funcionar, pois, assim, sobra dinheiro para o comprador mobiliar a casa ou para arcar com outras despesas ao adquirir um imóvel, como a escritura.”

“O aumento na cota de financiamento visa atender maior quantidade de clientes possível e atende aos anseios do mercado”, diz Heck. “(A mudança) Possibilita a compra do imóvel próprio para famílias que não tinham recursos próprios suficientes e que, nas condições anteriores, enfrentavam dificuldade para adquirí-lo”.

Mesmo que o aumento do teto afete apenas unidades usadas – para novas, ficou mantido em 80% –, Santaguita lembra que o impacto poderá ser sentido em todo setor. “Quem está vendendo sua casa pode buscar upgrade e comprar um (imóvel) novo. É uma cadeia.”

No ano passado, o banco havia suspendido operações de interveniente quitante, ou seja, opção de financiamento de empreendimentos cuja construção foi custeada por outra instituição. O serviço foi retomado com limite de 70%.

A Caixa afirma que possui R$ 82,1 bilhões destinados ao crédito habitacional para 2018. Questionados pelo Diário a respeito dos financiamentos usando recursos da poupança, o banco Itaú (de 9% a 9,5% ao ano mais TR) e o Banco do Brasil (de 9,24% a 10,15% ao ano mais TR) informaram que as taxas e condições foram mantidas. As demais instituições financeiras não responderam até o fechamento desta edição.
 



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