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Moradores da Pré-história

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diferentes evoluções do ser humano ao longo do tempo passaram pelo planeta


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

15/04/2018 | 07:00


Juntar informações e entrar em contato com fósseis (restos de seres vivos e elementos biológicos preservados com ajuda de vários tipos de materiais) fazem parte do trabalho dos pesquisadores a fim de revelar quem foram nossos ancestrais. Não alguém antigo da família de cada um, mas, sim, os primeiros ‘humanos’ que viveram na Terra.

Existem curiosidades ao redor da origem da humanidade e da existência dos chamados ‘homens das cavernas’.
Apesar de ser usado de maneira genérica para denominar qualquer tipo de pessoa que morou no planeta antes da Era Moderna, esse termo popular refere-se ao homem que vivia em abrigos encontrados no ambiente para se proteger das condições do tempo e de animais, formando os primeiros grupos sociais. Como a nossa evolução passou por diversos momentos do passado, existiu mais de um grupo de humanos ligados a esse processo histórico.

Os vestígios iniciais datam de 2 milhões e 2,5 milhões de anos antes do presente, na África, com o Homo habilis. Entre suas habilidades estavam a montagem de pequenas ferramentas e cabanas, tudo feito com pedras.
O segundo passo surgiu com o Homo erectus, que viveu há cerca de 1,8 milhão de anos a 700 mil anos, com seus achados marcando presença na região da Ásia. Eles moravam em cavernas e são considerados os primeiros da espécie humana a usar e controlar o fogo, que o ajudava a se alimentar e a se aquecer melhor, além de ser essencial para sua expansão para o restante do planeta.

Vivendo entre 800 mil e 300 mil anos atrás, o Homo heidelbergensis desenvolveu ainda mais a presença do fogo em sua vida. Detalhe que a habilidade de caça passa a ser direcionada para presas fáceis e mostrava preocupação com doentes e com o processo de enterrar as pessoas mortas ao redor.

A quarta etapa da evolução da humanidade ocorreu há 400 mil e 30 mil anos, período no qual o Homo neanderthalensis processou os restos das caças, características analisadas após pesquisadores encontrarem marcas deixadas por ferramentas e dentes humanos.

A etapa atual da vida das pessoas descende diretamente do chamado Homo sapiens, cujos indícios mais antigos datam de 250 mil anos no passado. Ele contava com expansão da caixa craniana (para abrigar cérebro maior), usando o conhecimento ampliado para dar passo além na elaboração de ferramentas de pedra. Na sua alimentação, frutas, sementes, gazelas e coelhos, sem desprezar carcaças de animais deixadas por outros predadores.

A história continua a ser escrita. Resta saber até que ponto a evolução trará mudanças no futuro, com a atual espécie se tornando figura a ser estudada pelas próximas gerações. 

Animação nos cinemas mostra duelo de gerações no passado

A ideia de que a união faz a força é um dos pontos principais desenvolvidos na animação O Homem das Cavernas, em cartaz nos cinemas brasileiros e com cópias espalhadas por salas do Grande ABC desde o dia 5. É que há um conflito de gerações que será decidido em jogo de futebol, sendo necessário o apoio de todos do lado ‘fraco’ para terem chance de vitória contra o time dos ‘fortes’.

A história se desenrola no passado, onde Doug e sua tribo moram tranquilamente em vale com tudo que precisam. Mas a calmaria do lugar é agitada quando representantes da chamada Idade do Bronze (com sociedade habituada com a presença de metais no dia a dia) querem tomar o local do grupo que ainda vive na Idade da Pedra da maneira mais simples possível. Ao invés de fazerem guerra, decidem por batalhar no gramado chutando uma bola, em esporte que a turma de Doug não conhece e todos precisam superar suas limitações. Parte da esperança de todos é uma ajuda vinda do lado inimigo.

O Homem das Cavernas também chama a atenção por causa dos bastidores. A produção é do diretor Nick Park (de A Fuga das Galinhas, de 2000, e Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais, 2005), experiente em desenvolver projetos nos quais personagens são feitos de massa de modelar e seus movimentos são feitos quadro a quadro.

‘Homo sapiens’ também deixaram vestígios no Brasil

A origem do ancestral do ser humano deu seus primeiros passos na África, com a evolução tornando possível sua ida para outros lugares. Claro que alguns desses seres também viveram no Brasil.

Existem diferentes hipóteses para a chegada do Homo Sapiensao continente americano, o que inclui moradia na América do Sul, entre 15 mil e 12 mil anos no passado. Elas dizem que sua vinda pode ter ocorrido da Ásia ou da África.

A cidade de Lagoa Santa, em Minas Gerais, tem importância por ser o local onde foi encontrado o fóssil humano mais antigo existente na América, datado de 12,5 mil a 13 mil anos. Trata-se do crânio de mulher popularmente chamada de Luzia, que teria entre 20 e 25 anos e é considerada a primeira brasileira da história.

Na região da Serra da Capivara, no Piauí, estão guardadas até hoje pinturas rupestres feitas nas paredes.

Os dinossauros viveram na Terra entre 240 milhões e 65 milhões de anos atrás, não convivendo com os humanos no passado

Segundo pesquisadores, a Pré-História ocorreu na Terra até a invenção da escrita, por volta de 3.500 anos antes do nascimento de Jesus Cristo

Consultoria de José Luís Laporta, biólogo e professor de Paleontologia e Zoologia do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Fundação Santo André.



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Moradores da Pré-história

Diferentes evoluções do ser humano ao longo do tempo passaram pelo planeta

Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

15/04/2018 | 07:00


Juntar informações e entrar em contato com fósseis (restos de seres vivos e elementos biológicos preservados com ajuda de vários tipos de materiais) fazem parte do trabalho dos pesquisadores a fim de revelar quem foram nossos ancestrais. Não alguém antigo da família de cada um, mas, sim, os primeiros ‘humanos’ que viveram na Terra.

Existem curiosidades ao redor da origem da humanidade e da existência dos chamados ‘homens das cavernas’.
Apesar de ser usado de maneira genérica para denominar qualquer tipo de pessoa que morou no planeta antes da Era Moderna, esse termo popular refere-se ao homem que vivia em abrigos encontrados no ambiente para se proteger das condições do tempo e de animais, formando os primeiros grupos sociais. Como a nossa evolução passou por diversos momentos do passado, existiu mais de um grupo de humanos ligados a esse processo histórico.

Os vestígios iniciais datam de 2 milhões e 2,5 milhões de anos antes do presente, na África, com o Homo habilis. Entre suas habilidades estavam a montagem de pequenas ferramentas e cabanas, tudo feito com pedras.
O segundo passo surgiu com o Homo erectus, que viveu há cerca de 1,8 milhão de anos a 700 mil anos, com seus achados marcando presença na região da Ásia. Eles moravam em cavernas e são considerados os primeiros da espécie humana a usar e controlar o fogo, que o ajudava a se alimentar e a se aquecer melhor, além de ser essencial para sua expansão para o restante do planeta.

Vivendo entre 800 mil e 300 mil anos atrás, o Homo heidelbergensis desenvolveu ainda mais a presença do fogo em sua vida. Detalhe que a habilidade de caça passa a ser direcionada para presas fáceis e mostrava preocupação com doentes e com o processo de enterrar as pessoas mortas ao redor.

A quarta etapa da evolução da humanidade ocorreu há 400 mil e 30 mil anos, período no qual o Homo neanderthalensis processou os restos das caças, características analisadas após pesquisadores encontrarem marcas deixadas por ferramentas e dentes humanos.

A etapa atual da vida das pessoas descende diretamente do chamado Homo sapiens, cujos indícios mais antigos datam de 250 mil anos no passado. Ele contava com expansão da caixa craniana (para abrigar cérebro maior), usando o conhecimento ampliado para dar passo além na elaboração de ferramentas de pedra. Na sua alimentação, frutas, sementes, gazelas e coelhos, sem desprezar carcaças de animais deixadas por outros predadores.

A história continua a ser escrita. Resta saber até que ponto a evolução trará mudanças no futuro, com a atual espécie se tornando figura a ser estudada pelas próximas gerações. 

Animação nos cinemas mostra duelo de gerações no passado

A ideia de que a união faz a força é um dos pontos principais desenvolvidos na animação O Homem das Cavernas, em cartaz nos cinemas brasileiros e com cópias espalhadas por salas do Grande ABC desde o dia 5. É que há um conflito de gerações que será decidido em jogo de futebol, sendo necessário o apoio de todos do lado ‘fraco’ para terem chance de vitória contra o time dos ‘fortes’.

A história se desenrola no passado, onde Doug e sua tribo moram tranquilamente em vale com tudo que precisam. Mas a calmaria do lugar é agitada quando representantes da chamada Idade do Bronze (com sociedade habituada com a presença de metais no dia a dia) querem tomar o local do grupo que ainda vive na Idade da Pedra da maneira mais simples possível. Ao invés de fazerem guerra, decidem por batalhar no gramado chutando uma bola, em esporte que a turma de Doug não conhece e todos precisam superar suas limitações. Parte da esperança de todos é uma ajuda vinda do lado inimigo.

O Homem das Cavernas também chama a atenção por causa dos bastidores. A produção é do diretor Nick Park (de A Fuga das Galinhas, de 2000, e Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais, 2005), experiente em desenvolver projetos nos quais personagens são feitos de massa de modelar e seus movimentos são feitos quadro a quadro.

‘Homo sapiens’ também deixaram vestígios no Brasil

A origem do ancestral do ser humano deu seus primeiros passos na África, com a evolução tornando possível sua ida para outros lugares. Claro que alguns desses seres também viveram no Brasil.

Existem diferentes hipóteses para a chegada do Homo Sapiensao continente americano, o que inclui moradia na América do Sul, entre 15 mil e 12 mil anos no passado. Elas dizem que sua vinda pode ter ocorrido da Ásia ou da África.

A cidade de Lagoa Santa, em Minas Gerais, tem importância por ser o local onde foi encontrado o fóssil humano mais antigo existente na América, datado de 12,5 mil a 13 mil anos. Trata-se do crânio de mulher popularmente chamada de Luzia, que teria entre 20 e 25 anos e é considerada a primeira brasileira da história.

Na região da Serra da Capivara, no Piauí, estão guardadas até hoje pinturas rupestres feitas nas paredes.

Os dinossauros viveram na Terra entre 240 milhões e 65 milhões de anos atrás, não convivendo com os humanos no passado

Segundo pesquisadores, a Pré-História ocorreu na Terra até a invenção da escrita, por volta de 3.500 anos antes do nascimento de Jesus Cristo

Consultoria de José Luís Laporta, biólogo e professor de Paleontologia e Zoologia do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Fundação Santo André.

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