Fechar
Publicidade

Domingo, 28 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Antidepressivos são inócuos no tratamento da anorexia nervosa


Da AFP

13/06/2006 | 17:32


Os antidepressivos podem ser inócuos no tratamento da anorexia nervosa, revelou um estudo americano publicado nesta terça-feira.

"As descobertas atuais, juntamente com as de estudos publicados anteriormente, indicam que a prática comum de prescrever medicamentos antidepressivos provavelmente não traz benefícios substanciais para a maioria dos pacientes com anorexia nervosa, tanto quando estão abaixo do peso ou com ganho de peso imediato", disse Timothy Walsh, o principal autor da pesquisa, concluída em um estudo publicado no Jornal da Associação Médica Americana.

A anorexia é uma desordem alimentar que afeta principalmente mulheres jovens que temem de forma obsessiva o excesso de peso e abusam das dietas, levando-as à hospitalização e às vezes, à morte.

Uma em cada 200 mulheres de países em desenvolvimento já desenvolveu algum estágio da doença, que tem uma das taxas de mortalidade mais altas e a maior taxa de suicídio de qualquer doença psiquiátrica, segundo informações de background citadas em um editorial que acompanha o artigo.

O tratamento também é geralmente sem sucesso: de 30% a 50% dos pacientes precisam ser novamente hospitalizadas no prazo de um ano depois do ganho de peso.

A ansiedade e a depressão associadas levaram ao uso de vários diferentes tratamentos medicamentosos, embora a maioria dos estudos tenha demonstrado que eles não previnem reincidências.

Este último estudo foi o maior do tipo, realizado com 93 mulheres com idades entre 16 e 45 anos, que recuperaram o peso normal através da hospitalização. As pacientes foram submetidas a 12 meses de terapia cognitiva comportamental e receberam aleatoriamente um placebo ou o antidepressivo fluoxetina, que também é conhecido como Prozac e tem mostrado auxílio no tratamento da bulimia, um outro distúrbio alimentar.

O estudo descobriu que virtualmente não há diferenças no resultado entre as pacientes.

"De acordo com estes dados, os esforços terapêuticos deveriam estar mais voltados para intervenções psicológicas e comportamentais para as quais há alguma, embora modesta, evidência de eficácia", escreveram os autores. "Obviamente são necessárias pesquisas futuras sobre a utilidade de novos tratamentos psicológicos e medicamentos psicotrópicos e não-psicotrópicos", concluiu.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;