Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 18 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

‘Meu sonho é que o Grande ABC volte a ter força’

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Natália Fernandes
Do Diário do Grande ABC

12/04/2018 | 07:00


Nascido na região da Toscana, na Itália, Paolo Cristiano Gambogi, 70 anos, chegou ao Grande ABC aos 5 anos, devido à necessidade de os pais assumirem os negócios da família na região. Mais tarde, já durante o Ensino Superior, ingressou no mercado educacional e, ao lado do sócio, Paulo Roberto de Francisco, construiu história de sucesso à frente do Singular. De cursinho pré-vestibular a rede de ensino completa, com 13 unidades próprias, 750 colaboradores e 8.000 alunos. Ao reconhecer sua colaboração para o Grande ABC, ele confessa sonho de que a região volte a ter a força econômica das décadas passadas.

Como nasceu o Singular?
Éramos estudantes da área de exatas (Paolo e o sócio, Paulo Roberto De Francisco), quando começamos a ministrar aulas em cursos preparatórios para o vestibular. Como a Revolução de 1964 estava em seu auge, a unidade, localizada na Capital, acabou sendo fechada por intervenção governamental e as aulas migraram para prédio no Centro de Santo André. Assim nasceu o curso pré-Engenharia Singular, que em 1971 passou a ser direcionado também para a área de humanas e, posteriormente, biomédicas. O Singular começou como preparatório para vestibulares e, depois, fizemos o caminho inverso: colocamos o Ensino Médio, Fundamental 2, Fundamental 1 e o Infantil.

Qual o cenário atual?
Hoje, o Singular está presente nas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano, com 13 unidades, sendo 11 educacionais e duas administrativas. Congrega cerca de 750 colaboradores, mantém mais de 130 escolas parceiras distribuídas pelo Grande ABC, o que soma em torno 8.000 alunos nas unidades próprias e 10 mil alunos de escolas parcerias que fazem uso do material Singular Anglo. Nessas cinco décadas, 200 mil estudantes passaram pelas suas salas de aula.

Como o Singular reagiu à crise econômica brasileira?
Dentro do possível o Singular negocia com o aluno, mas em algumas ocasiões o pai perde o emprego mesmo e não tem como o aluno não ir para uma escola mais barata ou para a rede pública. Então houve uma pequena queda do número de alunos. Sentimos essa crise. No global, se perdeu (alunos) foi algo em torno de 1,5%. Nos anos anteriores também sentimos muito pouco. Como aumentamos o número de escolas, no global não tivemos perda significativa.

A que se deve esse cenário?
Acho que ao bom trabalho. Qualidade. Aos resultados que conseguimos. Principalmente qualidade e a dedicação dos nossos professores. A forma de a gente trabalhar. Não acreditamos que o aluno tem de vir para cá e virar um gênio, aprender, entrar na faculdade. Não é só isso. Um dos nossos lemas é ‘os três melhores anos da nossa vida’ no Ensino Médio. Procuramos fazer com que o aluno tenha uma socialização boa no esporte, teatro, desafios e gincanas, nos intervalos. Atividade constante. O aluno sai daqui e acaba sempre voltando, fazendo festas de reencontro das turmas. É muito importante ter resultado. Graças a Deus temos muito. Mas temos de ter também a parte emocional. O Singular é a segunda casa dele.

O estudante de hoje não é o mesmo de 50 anos atrás. Houve necessidade de se adaptar?
Essa parte na realidade é mais da área pedagógica. A empresa só sobrevive se ela tiver uma evolução constante. Qualidade em primeiro lugar e evolução constante. Essa área de conseguir falar a mesma linguagem que os alunos é parte da evolução. Quem cuida disso é o meu sócio, Paulo Roberto de Francisco, a gente divide bem a parte administrativa da pedagógica. A gente tenta se adaptar ao que o jovem faz, fala.

E isso impacta em investimento tecnológico?
Muito. É importante você se adaptar inclusive nessa área. Hoje é tudo por computador, celular. Para você ter ideia, o material gráfico do aluno, os livros e apostilas, está no computador e no celular. Se dá 15h de um sábado ou domingo e ele (estudante) não tem o que fazer, pode consultar aquele exercício que ficou pendente. Ele tem também a ajuda full time (em tempo integral) de aplicativo em que o aluno pede ajuda aos nossos monitores e tira dúvidas. Você imagina isso há 30 anos, 40 anos, 50 anos? Então é essa evolução que acontece. O novo perfil do estudante exige, por exemplo, que a gente tenha a disciplina de Tecnologia Aplicada e o Mind Maker (projeto brasileiro que traz disciplina voltada a ensinar o pensamento computacional).

Como equalizar a questão da busca por resultados com a formação integral do aluno?
A gente não consegue parar. Além da evolução, da modernidade, a gente está sempre batalhando por resultados. A gente gosta do que faz. Nós temos meta ano a ano de melhorar nossos índices de aprovação, de melhorar as nossas notas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), nossas médias. Sempre com aquela garra, aquela vontade de superar o que você fez nos anos anteriores. Você tem o lado técnico, o lado pedagógico e o lado formação da pessoa, da criança, para a vida. Para isso temos a escola de inteligência do Augusto Cury (programa educacional que desenvolve a educação socioemocional criado pelo psiquiatra brasileiro). Somos os pioneiros. Temos, aqui na região, exclusividade.

Existe espaço para crescer?
Acho que tem. Estamos crescendo constantemente. Temos 11 unidades e escolas parceiras e estamos investindo constantemente. Acabamos de construir um ginásio de esportes em São Bernardo. Estamos com tecnologias novas, com laboratórios. É que agora, na crise, é melhor dar uma folguinha. Nos últimos anos fizemos reformas nas unidades, ampliamos algumas, como é o caso do Liceu Monteiro Lobato, no Centro de Santo André. Todas as unidades foram reformadas. Temos um novo curso de turmas especiais (preparatórias para o vestibular) de Medicina. Houve mudança na infraestrutura, com poltronas confortáveis. Expandimos com escolas parceiras, que são aquelas onde a gente dá o apoio pedagógico. O número de alunos absorvidos aumentou em razão disso, mesmo com a crise. No ano retrasado abrimos unidades no (bairro) Nova Petrópolis, em São Bernardo. Em 2018 acho que não vamos abrir nada e, em 2019, temos ideia de continuar a expansão.

Qual é a contribuição do Singular para a região?
Nós temos mais de 200 mil alunos que saíram daqui do Singular. O número de jovens que conseguimos inserir no mercado de trabalho é enorme. Nós ajudamos o Grande ABC dessa forma. Se 200 mil pessoas passaram pelos bancos do Singular e a grande maioria delas com sucesso: médicos, engenheiros, advogados. Essa é a nossa contribuição.

Isso historicamente...
Nós tivemos o curso de Madureza no período da industrialização do Grande ABC, em 1973, 1974. Grande parte da população não tinha sequer o ginásio (equivalente ao 2º ano do Ensino Fundamental). Foram centenas de alunos formados. Tínhamos, inclusive, unidades dentro da Volkswagem. (O curso) Era preparatório para o aluno prestar exame no Estado no fim do ano (e obter certificação). Tinha que ter 19 anos para fazer esse supletivo, que era à noite, porque as pessoas trabalhavam durante o dia.

Existe, também, uma preocupação de colaboração social...
Sem dúvida. Essa parte nós sempre tivemos. Tanto na parte de bolsas de estudo, através de concursos, quanto na parte de gincanas para angariar prendas para distribuir para entidades assistenciais. O Singular Social, sem exagero, durante o ano doa toneladas de alimentos, fraldas para idosos, leite em pó, produtos de higiene e limpeza, material escolar, agasalho. São cerca de 150 instituições beneficiadas ao longo do ano.

Inclusive na área da proteção animal...
A Espa (Equipe Singulariana de Proteção Animal) é uma espécie de ONG (Organização Não Governamental) onde a gente realmente ajuda a adoção. A Roseli Denaldi é a presidente. Desde muito tempo a gente tenta ajudar a todos os cuidadores de animais voluntários. Essas entidades recebem ração, remédios que a gente consegue arrecadar. A gente ajuda a promover feiras de adoação, com todo o cuidado. Nosso pessoal faz triagem. Já se tornou disciplina para conscientizar os alunos sobre como proceder com os bichinhos.

Se pudesse realizar qualquer feito no Grande ABC, qual seria?
Acho que a contribuição é essa. Colocar mais gente no mercado de trabalho. Mais médicos, mais engenheiros, mais advogados. Queremos contribuir dessa forma. Mas também contribuímos com a questão empresarial, na geração de empregos, pagamento de impostos.

Que futuro espera para o Grande ABC?
Desde que vim para o (Grande) ABC sou um defensor total do (Grande) ABC. Fico um pouco chateado quando vejo alguma família indo para São Paulo. Quando empresas saem daqui. Isso me deixa chateado. Um sonho seria que o (Grande) ABC voltasse a ter a força de atração que tinha e que a gente conseguisse fazer. Uma das coisas que realmente me fazem feliz é a continuidade, a existência do Diário como centro de atração. Ele faz o pessoal do (Grande) ABC se inteirar, explica o que está acontecendo. O sonho é um (Grande) ABC forte. Que os políticos tenham vontade de fazer.

Em sua opinião, o que mais o Diário pode fazer para ajudar a fortalecer tanto a economia quanto o setor educacional na região?
O Diário contribui com isso. Talvez com ação. Pegando forte. Pautando o Consórcio, o polo industrial. Pautando e incentivando as prefeituras a serem menos burocráticas e a atraírem cada vez mais indústrias, como o turismo.

Existe parceria antiga entre o Singular e o Diário...
O Singular tem uma história paralela à do Diário. Anunciamos, ininterruptamente, desde os tempos do News Seller. O retorno é sentido tanto nas peças institucionais quanto nas de campanha específica. Graças à força do Diário, desde o início, o Singular cresceu e construiu uma marca de respeito no segmento educacional. A gráfica do Diário, inclusive, imprimia nosso material. Nós tínhamos que fazer isso nos horários de intervalo. Acabava de rodar de madrugada a tiragem do Diário, ainda na Rua Catequese, e nós íamos para lá para fazer a revisão. Fizemos isso mais ou menos de 1968 até 1975.

Paolo Cristiano Gambogi e o Diário

De leitor a parceiro comercial desde os tempos do News Seller. Paolo Cristiano Gambogi ressalta que a trajetória do cinquentenário Singular, com unidades em três cidades – Santo André, São Bernardo e São Caetano –, está atrelada à do Diário. “Anunciamos, ininterruptamente, desde os tempos do News Seller. Graças à força do Diário, desde o início, o Singular cresceu e construiu uma marca de respeito no segmento educacional”, considera. Para o diretor da unidade de ensino, o papel do periódico é motivo de alegria. “Ele (jornal) faz o pessoal do (Grande) ABC se inteirar, explica o que está acontecendo.” 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

‘Meu sonho é que o Grande ABC volte a ter força’

Natália Fernandes
Do Diário do Grande ABC

12/04/2018 | 07:00


Nascido na região da Toscana, na Itália, Paolo Cristiano Gambogi, 70 anos, chegou ao Grande ABC aos 5 anos, devido à necessidade de os pais assumirem os negócios da família na região. Mais tarde, já durante o Ensino Superior, ingressou no mercado educacional e, ao lado do sócio, Paulo Roberto de Francisco, construiu história de sucesso à frente do Singular. De cursinho pré-vestibular a rede de ensino completa, com 13 unidades próprias, 750 colaboradores e 8.000 alunos. Ao reconhecer sua colaboração para o Grande ABC, ele confessa sonho de que a região volte a ter a força econômica das décadas passadas.

Como nasceu o Singular?
Éramos estudantes da área de exatas (Paolo e o sócio, Paulo Roberto De Francisco), quando começamos a ministrar aulas em cursos preparatórios para o vestibular. Como a Revolução de 1964 estava em seu auge, a unidade, localizada na Capital, acabou sendo fechada por intervenção governamental e as aulas migraram para prédio no Centro de Santo André. Assim nasceu o curso pré-Engenharia Singular, que em 1971 passou a ser direcionado também para a área de humanas e, posteriormente, biomédicas. O Singular começou como preparatório para vestibulares e, depois, fizemos o caminho inverso: colocamos o Ensino Médio, Fundamental 2, Fundamental 1 e o Infantil.

Qual o cenário atual?
Hoje, o Singular está presente nas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano, com 13 unidades, sendo 11 educacionais e duas administrativas. Congrega cerca de 750 colaboradores, mantém mais de 130 escolas parceiras distribuídas pelo Grande ABC, o que soma em torno 8.000 alunos nas unidades próprias e 10 mil alunos de escolas parcerias que fazem uso do material Singular Anglo. Nessas cinco décadas, 200 mil estudantes passaram pelas suas salas de aula.

Como o Singular reagiu à crise econômica brasileira?
Dentro do possível o Singular negocia com o aluno, mas em algumas ocasiões o pai perde o emprego mesmo e não tem como o aluno não ir para uma escola mais barata ou para a rede pública. Então houve uma pequena queda do número de alunos. Sentimos essa crise. No global, se perdeu (alunos) foi algo em torno de 1,5%. Nos anos anteriores também sentimos muito pouco. Como aumentamos o número de escolas, no global não tivemos perda significativa.

A que se deve esse cenário?
Acho que ao bom trabalho. Qualidade. Aos resultados que conseguimos. Principalmente qualidade e a dedicação dos nossos professores. A forma de a gente trabalhar. Não acreditamos que o aluno tem de vir para cá e virar um gênio, aprender, entrar na faculdade. Não é só isso. Um dos nossos lemas é ‘os três melhores anos da nossa vida’ no Ensino Médio. Procuramos fazer com que o aluno tenha uma socialização boa no esporte, teatro, desafios e gincanas, nos intervalos. Atividade constante. O aluno sai daqui e acaba sempre voltando, fazendo festas de reencontro das turmas. É muito importante ter resultado. Graças a Deus temos muito. Mas temos de ter também a parte emocional. O Singular é a segunda casa dele.

O estudante de hoje não é o mesmo de 50 anos atrás. Houve necessidade de se adaptar?
Essa parte na realidade é mais da área pedagógica. A empresa só sobrevive se ela tiver uma evolução constante. Qualidade em primeiro lugar e evolução constante. Essa área de conseguir falar a mesma linguagem que os alunos é parte da evolução. Quem cuida disso é o meu sócio, Paulo Roberto de Francisco, a gente divide bem a parte administrativa da pedagógica. A gente tenta se adaptar ao que o jovem faz, fala.

E isso impacta em investimento tecnológico?
Muito. É importante você se adaptar inclusive nessa área. Hoje é tudo por computador, celular. Para você ter ideia, o material gráfico do aluno, os livros e apostilas, está no computador e no celular. Se dá 15h de um sábado ou domingo e ele (estudante) não tem o que fazer, pode consultar aquele exercício que ficou pendente. Ele tem também a ajuda full time (em tempo integral) de aplicativo em que o aluno pede ajuda aos nossos monitores e tira dúvidas. Você imagina isso há 30 anos, 40 anos, 50 anos? Então é essa evolução que acontece. O novo perfil do estudante exige, por exemplo, que a gente tenha a disciplina de Tecnologia Aplicada e o Mind Maker (projeto brasileiro que traz disciplina voltada a ensinar o pensamento computacional).

Como equalizar a questão da busca por resultados com a formação integral do aluno?
A gente não consegue parar. Além da evolução, da modernidade, a gente está sempre batalhando por resultados. A gente gosta do que faz. Nós temos meta ano a ano de melhorar nossos índices de aprovação, de melhorar as nossas notas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), nossas médias. Sempre com aquela garra, aquela vontade de superar o que você fez nos anos anteriores. Você tem o lado técnico, o lado pedagógico e o lado formação da pessoa, da criança, para a vida. Para isso temos a escola de inteligência do Augusto Cury (programa educacional que desenvolve a educação socioemocional criado pelo psiquiatra brasileiro). Somos os pioneiros. Temos, aqui na região, exclusividade.

Existe espaço para crescer?
Acho que tem. Estamos crescendo constantemente. Temos 11 unidades e escolas parceiras e estamos investindo constantemente. Acabamos de construir um ginásio de esportes em São Bernardo. Estamos com tecnologias novas, com laboratórios. É que agora, na crise, é melhor dar uma folguinha. Nos últimos anos fizemos reformas nas unidades, ampliamos algumas, como é o caso do Liceu Monteiro Lobato, no Centro de Santo André. Todas as unidades foram reformadas. Temos um novo curso de turmas especiais (preparatórias para o vestibular) de Medicina. Houve mudança na infraestrutura, com poltronas confortáveis. Expandimos com escolas parceiras, que são aquelas onde a gente dá o apoio pedagógico. O número de alunos absorvidos aumentou em razão disso, mesmo com a crise. No ano retrasado abrimos unidades no (bairro) Nova Petrópolis, em São Bernardo. Em 2018 acho que não vamos abrir nada e, em 2019, temos ideia de continuar a expansão.

Qual é a contribuição do Singular para a região?
Nós temos mais de 200 mil alunos que saíram daqui do Singular. O número de jovens que conseguimos inserir no mercado de trabalho é enorme. Nós ajudamos o Grande ABC dessa forma. Se 200 mil pessoas passaram pelos bancos do Singular e a grande maioria delas com sucesso: médicos, engenheiros, advogados. Essa é a nossa contribuição.

Isso historicamente...
Nós tivemos o curso de Madureza no período da industrialização do Grande ABC, em 1973, 1974. Grande parte da população não tinha sequer o ginásio (equivalente ao 2º ano do Ensino Fundamental). Foram centenas de alunos formados. Tínhamos, inclusive, unidades dentro da Volkswagem. (O curso) Era preparatório para o aluno prestar exame no Estado no fim do ano (e obter certificação). Tinha que ter 19 anos para fazer esse supletivo, que era à noite, porque as pessoas trabalhavam durante o dia.

Existe, também, uma preocupação de colaboração social...
Sem dúvida. Essa parte nós sempre tivemos. Tanto na parte de bolsas de estudo, através de concursos, quanto na parte de gincanas para angariar prendas para distribuir para entidades assistenciais. O Singular Social, sem exagero, durante o ano doa toneladas de alimentos, fraldas para idosos, leite em pó, produtos de higiene e limpeza, material escolar, agasalho. São cerca de 150 instituições beneficiadas ao longo do ano.

Inclusive na área da proteção animal...
A Espa (Equipe Singulariana de Proteção Animal) é uma espécie de ONG (Organização Não Governamental) onde a gente realmente ajuda a adoção. A Roseli Denaldi é a presidente. Desde muito tempo a gente tenta ajudar a todos os cuidadores de animais voluntários. Essas entidades recebem ração, remédios que a gente consegue arrecadar. A gente ajuda a promover feiras de adoação, com todo o cuidado. Nosso pessoal faz triagem. Já se tornou disciplina para conscientizar os alunos sobre como proceder com os bichinhos.

Se pudesse realizar qualquer feito no Grande ABC, qual seria?
Acho que a contribuição é essa. Colocar mais gente no mercado de trabalho. Mais médicos, mais engenheiros, mais advogados. Queremos contribuir dessa forma. Mas também contribuímos com a questão empresarial, na geração de empregos, pagamento de impostos.

Que futuro espera para o Grande ABC?
Desde que vim para o (Grande) ABC sou um defensor total do (Grande) ABC. Fico um pouco chateado quando vejo alguma família indo para São Paulo. Quando empresas saem daqui. Isso me deixa chateado. Um sonho seria que o (Grande) ABC voltasse a ter a força de atração que tinha e que a gente conseguisse fazer. Uma das coisas que realmente me fazem feliz é a continuidade, a existência do Diário como centro de atração. Ele faz o pessoal do (Grande) ABC se inteirar, explica o que está acontecendo. O sonho é um (Grande) ABC forte. Que os políticos tenham vontade de fazer.

Em sua opinião, o que mais o Diário pode fazer para ajudar a fortalecer tanto a economia quanto o setor educacional na região?
O Diário contribui com isso. Talvez com ação. Pegando forte. Pautando o Consórcio, o polo industrial. Pautando e incentivando as prefeituras a serem menos burocráticas e a atraírem cada vez mais indústrias, como o turismo.

Existe parceria antiga entre o Singular e o Diário...
O Singular tem uma história paralela à do Diário. Anunciamos, ininterruptamente, desde os tempos do News Seller. O retorno é sentido tanto nas peças institucionais quanto nas de campanha específica. Graças à força do Diário, desde o início, o Singular cresceu e construiu uma marca de respeito no segmento educacional. A gráfica do Diário, inclusive, imprimia nosso material. Nós tínhamos que fazer isso nos horários de intervalo. Acabava de rodar de madrugada a tiragem do Diário, ainda na Rua Catequese, e nós íamos para lá para fazer a revisão. Fizemos isso mais ou menos de 1968 até 1975.

Paolo Cristiano Gambogi e o Diário

De leitor a parceiro comercial desde os tempos do News Seller. Paolo Cristiano Gambogi ressalta que a trajetória do cinquentenário Singular, com unidades em três cidades – Santo André, São Bernardo e São Caetano –, está atrelada à do Diário. “Anunciamos, ininterruptamente, desde os tempos do News Seller. Graças à força do Diário, desde o início, o Singular cresceu e construiu uma marca de respeito no segmento educacional”, considera. Para o diretor da unidade de ensino, o papel do periódico é motivo de alegria. “Ele (jornal) faz o pessoal do (Grande) ABC se inteirar, explica o que está acontecendo.” 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;